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Fomento econômico na UFMG

Fomento econômico na UFMG



Criada no início de 2013 pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para fomentar startups, a Fundepar S.A. vai injetar a primeira leva de recursos em empreendimentos emergentes até o fim de Fevereiro. A companhia vai aplicar até R$ 500 mil em cada um e terá como contrapartida o direito a participações societárias ou em debêntures. A Fundepar, portanto, está prestes a se consolidar como o braço econômico da instituição de ensino mais importante no estado. A expectativa é que, até o fim do ano, de oito a 10 empresas recebam o aporte.

“A Fundepar terá participação ativa na gestão (das embrionárias), podendo contribuir com sua expertise em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento”, explica o presidente da Fundep, professor Marco Crocco, acrescentando que as startups a serem beneficiadas precisam ser nascidas na própria instituição de ensino. Na prática, são empresas conduzidas por professores e alunos que pertencem ou pertenceram aos quadros da UFMG. Dessa forma, as emergentes a serem contempladas vão levar para fora do campus os conhecimentos adquiridos por seus empreendedores.

Duas startups receberão a injeção de recursos no próximo mês. Uma delas será a Myleus Biotechnology, que atua na área de análises genéticas aplicadas à indústria, ao meio ambiente e ao meio acadêmico. “Nosso forte é a análise genética para identificação de espécies. Por exemplo: analisamos se o queijo de búfalo não leva leite de vaca ou um pescado para saber se é surubim ou outra espécie”, esclarece Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus.

A outra startup a receber o recurso em fevereiro será o Labfar Inovação, especializado em desenvolvimento de medicamentos, sobretudo, para o segmento cardiovascular. Membro do conselho científico da empresa, o professor Robson Santos informa que parte do recurso será destinado ao desenvolvimento de um cosmético voltado ao combate da calvície.

Capital Semente

A Fundepar vai aplicar o recurso nas embrionárias por meio de uma modalidade de investimento conhecida por seed money (capital semente). Esse tipo de aporte serve para financiar projetos mas não trata da principal fonte de recurso. No caso das startups nascidas na UFMG, o seed money é parte da solução para viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da própria instituição de ensino. De acordo com o presidente da Fundep, o resultado financeiro a ser alcançado é 5% além do índice de inflação do período de operações.

“É um investimento de risco, mas acreditamos que alguns dos nossos empreendimentos têm enorme potencial, o que nos deixa otimistas quanto aos resultados. A Fundep entende a particularidade da maturação do projeto científico-tecnológico e sabe como lidar com as etapas do processo de transformação do conhecimento em desenvolvimento”, completa Crocco.

A Fundepar tem capital inicial de R$ 11 milhões, sendo R$ 5 milhões repassados pela Fundep e R$ 6 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Por Paulo Henrique Lobato
Fonte: Jornal Estado de Minas
18/01/2014

 

 

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