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A ideia como propulsora do negócio



Workshop reuniu especialistas e pessoas interessadas em ser a nova geração de empreendedores

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Uma das discussões do evento foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores/Débora Silveira / Divulgação

Estudantes, empresários, representantes do governo e especialistas se reuniram durante três dias, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para discutir inovação. Promovido pelo professor da UFMG Marcos Pinotti e pela empresária russa, fundadora e CEO da Sherpa S Pro, Evgeniya Shamis, o 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de novembro e permitiu o encontro entre agentes de inovação do país e do mundo e estudantes, público interessado em ser a nova geração de empreendedores.

Uma das principais discussões foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores. Os palestrantes destacaram que, ao contrário do que muita gente pensa, o dinheiro não é uma realidade tão distante e está ansiosamente à procura de boas ideias. O cofundador do escritório de advocacia Lopes e Lemos, Eduardo Lemos, afirmou que o Brasil já está atrasado no que diz respeito a colocar ideias em prática. Ele citou grandes criações que tiveram suas primeiras raízes no país, mas foram exploradas e desenvolvidas por outros, como o avião, a bina e o wireless.

Para Lemos, o segredo da inovação está em ideias que resolvam problemas práticos. “Temos que entender que os problemas podem ser grandes oportunidades que vão nos levar a algum lugar. O Google é um exemplo disso: os criadores resolveram desenvolver um algorítmico para organizar a internet e transformaram isso num grande negócio”, afirmou.

Ele destaca que, no passado, as empresas se preocupavam primeiro com o desenvolvimento de um negócio rentável para só então ter uma ideia inovadora. Hoje, a inovação é o pontapé para a criação de uma empresa. “Antes o raciocínio era de que negócio mais dinheiro é igual a ideia. Hoje, ideia mais dinheiro é igual a negócio”, diz.

Já o diretor da administradora de fundos da Culturinvest, Cristiano Garcia, lembrou que as ideias são importantes, mas elas não sobrevivem sozinhas. De acordo com ele, um bom negócio depende de uma gestão eficiente. “O talento e uma ideia sozinhos significam muito pouco e não atraem capital. Falta uma ênfase na gestão: não adianta transformar pesquisa em empresa se não houver um ambiente de negócios apropriado”, frisou.

Ele afirma que é nesse momento em que os órgãos fomentadores devem agir mais com investimento. “ importante lembrar que investimento é diferente de financiamento. Financiar é participar, mas não se envolver. Investimento é participação intensa, não dá para sair impune, você deixa um pedaço seu no negócio. Hoje, os órgãos de fomento têm financiado mais do que investido”, avalia.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

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