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UFMG se torna centro de excelência com investimentos em pesquisa e inovação



Ancorada em cursos de graduação e pós-graduação bem avaliados, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se tornou um centro de excelência universitária com a realização de investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação.

Para alcançar os melhores postos de classificação em indicadores de qualidade, como o internacional QS (Quacquarelli Symonds) e o Enade (avaliação do ensino superior), a universidade investe fortemente também em parcerias, públicas e privadas.

Esse trabalho resulta, por exemplo, no número de patentes depositadas no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), ficando atrás apenas da USP. Até 2012, eram 530 –sendo 75 no ano passado e outras 75 em 2011.

A universidade tem quase cem contratos de transferência de tecnologia assinados com empresas nacionais e internacionais.

“A Google está em BH porque foi transferido know-how da UFMG para ela”, disse o reitor Clélio Campolina.

“Fazemos grande esforço de pesquisa, captando apoios de instituições de fomento: CNPq, Capes, Fapemig, Finep. Fazemos muitos contratos com empresas –como Petrobras, Cemig e Embraer. São pesquisas que estão sendo desenvolvidas dentro da UFMG”, completou.

Novos passos estão sendo dados. O reitor cita a construção de um centro de transferência de tecnologia, que deverá estar concluído em 15 meses, além da criação de uma fundação de apoio e desenvolvimento à pesquisa.

A “Fundep S/A” dará mais autonomia gerencial e captará recursos com instituições de fomento. “BNDES, Finep, BDMG e Sebrae vão colocar recursos para a UFMG investir em empreendimentos de alta tecnologia”, disse.

O investimento em infraestrutura é grande, segundo o reitor. A UFMG possui, por exemplo, um centro de microscopia eletrônico que virou referência nacional.

Para Campolina, todo esse investimento em pesquisa e tecnologia não teria sentido se não houvesse investimento nos alunos e professores.

“Depois da USP, a UFMG foi a universidade que mais mandou alunos de graduação para o exterior pelo Ciência sem Fronteira neste semestre: quase mil”, disse.

Dos quase 3.000 professores, 85% têm doutorado. Na última avaliação da Capes, 25 de 58 programas de pós-graduação foram classificados no padrão de “excelência internacional” –atualmente são 62.

Por Paulo Peixoto
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
28/05/2013

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Inovadora



Após uma visita a Cambridge, Marco Crocco, que é presidente da Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, da Universidade Federal de Minas Gerais), inspirou-se no modelo inglês para estimular a criação de pequenas empresas de alto conteúdo tecnológico, a partir de patentes geradas por pesquisadores da universidade. A Fundação formou uma empresa de participações que destina o valor máximo de R$ 500 mil a essas companhias nascentes, depois que um comitê de primeiro time de pesquisadores chancela a viabilidade científica ou técnica do processo patenteado. Crocco diz que é um trabalho equivalente a “vestir a noiva”, para que a empresa desabroche e logo à frente encontre investidores que não teriam paciência de esperar pela germinação. Agora está batendo à porta de instituições como o BNDES, a Finep e o BDMG para conquistar parceiros desse projeto. Universidades geralmente têm incubadeiras de empresas, mas não participam, direta ou indiretamente, do capital delas.

 

Por George Vidor
Fonte: Jornal O Globo
07/10/2013

 

 

 

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