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Fundepar na Mídia

Laboratório foi feito com investimento



Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa

A empresa de biotecnologia Myleus, de Belo Horizonte, recebeu em julho deste ano um aporte de R$ 500 mil da Fundep Participações S.A. (Fundepar), subsidiária da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), ligada à UFMG. “O aporte serviu para construir um laboratório e contratar pessoal na área de marketing e comercial”, diz Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus. A única empresa brasileira que faz identificação de animais e vegetais por meio de análise genética atualmente é a Myleus.

Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa. “Nós acompanhamos a gestão no dia a dia da empresa, além de oferecer o networking da Fundep”, explica o diretor da Fundepar, Ramón Azevedo. O objetivo da Fundepar é ajudar que tecnologias desenvolvidas na UFMG se transformem em inovação no mercado. “O ‘know how’ em gestão e a rede de contatos ajudam muito”, confirma Marcela.

Por Ludmila Pizarro
Fonte: Jornal O Tempo
21/11/2014

MYLEUS é a nova empresa incubada na HABITAT



Nos dois últimos meses a HABITAT concluiu a entrada de mais uma empresa para o seu programa de incubação. A MYLEUS Biotechnology foi selecionada na última chamada aberta e é a terceira empresa a ser incubada este ano na HABITAT.

A MYLEUS nasceu em 2010 com o nome de Valid Biotecnologia. Foi criada como uma spin-off do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação Genético-Sanitária da Pecuária Brasileira (INCT-IGSPB), sediado na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais e, como muitas outras incubadas na HABITAT, é uma empresa que passou pelo programa de pré-incubação da INOVA, a incubadora de empresas da UFMG.

A proposta da MYLEUS que, já é uma empresa operacional e com produtos no mercado, é a identificação genética de espécies em produtos de origem animal e vegetal, ou seja, a realização de testes de DNA para indicação de espécies presentes em determinado produto diante da necessidade de oferecer garantias que o produto em questão é da espécie anunciada ou informada.

Este tipo de solução tem o potencial de evitar, por exemplo, fraudes e até a salvar espécies ameaçadas. “A pesquisa pode ser feita no supermercado, no restaurante e até depois que o alimento já foi frito ou cozido” explica Marcela Gonçalves Drummond, bióloga e presidente da empresa*.

Nova incubada é investida pela FUNDEPAR

A MYLEUS é a primeira empresa a ser investida pela FUNDEPAR, empresa criada pela FUNDEP (UFMG) que opera em formato de fundo de investimento para apoiar empresas oriundas de pesquisas da UFMG.

A FUNDEPAR, que inaugura no Brasil um modelo bem sucedido em universidades de países desenvolvido, tem o objetivo de colaborar para a transferência de conhecimento e agregar valor ao processo produtivo nacional por meio do aporte de recursos. Além disso, terá participação ativa na gestão e irá contribuir não só com recursos financeiros, mas também com a expertise da UFMG e da FUNDEP em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento e projetos.

A MYLEUS já tem ‘vida’ ativa na HABITAT

Nesta nova fase, a empresa busca, na HABITAT, se dedicar à estruturação de uma planta laboratorial própria para consolidar o negócio, intensificar os serviços já prestados e avançar no desenvolvimento de novos serviços que pretende levar ao mercado.

Como uma das primeiras atividades, a empresa participou de um workshop para a elaboração de Plano de Incubação de acordo com o modelo adotado e criado pela HABITAT, trabalhando com os eixos tecnologia, mercado, gestão e capital. Além disso, a evolução da empresa já começou a ser monitorada e a empresa já participa dos cursos de curta-duração oferecidos pelo Circuito HABITAT de Qualificação.

Visite o site da MYLEUS  e veja abaixo outras notícias da MYLEUS na mídia:

Detetives de alimentos

Fomento econômico na UFMG

*Fala de Marcela Drumond, presidente da MYLEUS em entrevista para a matéria ‘Detetives de alimentos’ da Revista Galileu.

Fonte: Site da HABITAT
30/07/2014

 

Detetives de Alimentos



De Salmão que não é salmão a remédios falsificados, startup mineira usa DNA para descobrir fraudes

Trutas sendo vendidas como salmão, mussarela de búfala produzida com leite de vaca e até remédios sem o princípio ativo que consta na embalagem são fraudes que antes passavam despercebidas pelo governo e consumidores, mas hoje são descobertas com o uso de testes de DNA. Fundada pelo biólogo Daniel Cardoso de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a startup mineira Myleus Biotechnology atua como uma detetive de alimentos, ajudando a evitar fraudes e até a salvar espécies ameaçadas.

O DNA Barcode, também chamado de “código de barras da vida”, é utilizado desde 2003, quando um grupo de pesquisadores canadenses provou que basta um único gene para diferenciar a maioria dos animais. A técnica funciona com o sequenciamento parcial de um pequeno segmento do DNA utilizado para comparar diferentes espécies.

“Se você extrair o DNA de um determinado peixe à venda no mercado, consegue descobrir se está mesmo comprando um bacalhau ou se trata de uma outra espécie”, explica Marcela Gonçalves Drummond, bióloga e presidente da startup. É possível saber também qual o tipo de carne usado em um hambúrguer ou numa lasanha. “A pesquisa pode ser feita no supermercado, no restaurante e até depois que o alimento já foi frito ou cozido”.

Em 2010 uma investigação da Myleus levou à apreensão de uma carga de peixe dourado, espécie originária da bacia do Rio São Francisco cuja pesca é considerada predatória. O pescador alegava que os peixes eram da bacia do Rio Paraguai. Os pesquisadores da startup também já identificaram bacalhau, merluza, salmão e traíra falsos.

Casos mais graves envolvem fitoterápicos, remédios produzidos à base plantas. Amostras da Maytenu silicifolia (espinheira santa), usada para problemas gastrointestinais, foram substituídas pela Zollernia ilicifolia, conhecida como falsa espinheira. O mesmo ocorreu com a Passifora incarnata, nome científico do maracujá, considerado um calmante, trocado por outras espécies.

Criada em 2009, a startup passou pela Inova, a incubadora de empresas da UFMG. Está previstoa para esse ano a  mudança para um laboratório próprio com o investimento de R$ 500 mil do fundo ligado à Fundep, gestora de projetos da universidade.

Por Amanda Kamancheck
Fonte: Revista Galileu
Abril/2014

Fundepar na Mídia

Fundepar na TV UFMG



Iniciativas empreendedoras da UFMG ganham apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep)

Programa investirá em empreendimentos inovadores da Universidade.

Acompanhe a entrevista do presidente da Fundepar, que apresenta detalhes do projeto, e saiba como participar.

Fundepar na Mídia

Startup na academia



Empresa criada pela UFMG incentiva a transformação de pesquisas em negócios

A Universidade Federal de Minas Gerais começou a testar um novo modelo de financiamento de startups a serem formadas a partir dos trabalhos do meio acadêmico. A instituição selecionou dois empreendimentos que receberão cada um até 500 mil reais, por meio da participação acionária de uma companhia criada pela universidade, a Fundep Participações S.A. (Fundepar). Um acordo deve sair nos próximos dias. Uma delas é a Labfar, que desenvolve soluções farmacêuticas na área cardiovascular, e que surgiu sob a coordenação da UFMG. A outra é Myleus Biotecnologia, prestadora de serviços de análise de DNA, nascida em uma incubadora da federal mineira. Outras 33 propostas foram recebidas e estão em análise. “São todas as iniciativas que temos acompanhado há tempo”, diz Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep).

Depois de participar de um evento no Reino Unido em 2010, Crocco voltou ao Brasil com a ideia: abrir uma empresa subordinada à universidade para participação minoritária no capital de companhias inovadoras. Foi o modelo que ele conheceu na viagem, ao ter contato com a Cambridge Enterprise, da Universidade de Cambridge, a Oxford Management, da Universidade de Oxford, e o Imperial College Business, ligado á Universidade de Londres. “O princípio é ter uma entidade privada para cuidar da relação entre a comunidade acadêmica e o mercado, algo muito problemático no Brasil”, diz Crocco, que atenta para o baixo número de patentes registradas no país como um reflexo dessa deficiência.

O retrato da inovação no Brasil é desalentador. Apesar de o País aparecer em 13º lugar no ranking mundial de artigos acadêmicos, ele é o último colocado entre os BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) em número de pedidos de patentes internacionais. Os investimentos privados em inovação representam apenas 0,55% do PIB nacional, atrás do volume aplicado pela esfera pública, de 0,61%.

A Fundepar foi lançada com um capital de 5 milhões constituído por meio de aporte da Fundep, e obteve recentemente contribuição de outros 6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Está em curso ainda uma negociação para entrada de recursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo é levantar 50 milhões de reais em três anos.

A criação da empresa permitiu um passo além da atividade da Fundep, que é dar suporte ao pesquisador na busca de recursos com entidades fomentadoras, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “A Fundep faz toda a gestão financeira dos recursos captados para a pesquisa. Mas para criar uma startup era preciso mais, e esse será o papel da Fundepar”, diz o professor.

Segundo ele, o trabalho da Fundepar como sócia de empresas novatas será facilitado pela relação já estabelecida entre a universidade e os seus pesquisadores. “Essa é a diferença entre o nosso trabalho e os modelos tradicionais de financiamento no Brasil.” Para Crocco, um dos ruídos existentes no relacionamento entre academia e mercado é a diferença de ritmo. “Podemos ser mais pacientes no retorno do investimento, pois nossa ideia não é ter rentabilidade para aplicar em outra empresa logo. O nosso superávit será para a universidade.”

A distância entre os trabalhos desenvolvidos na academia e no setor privado é apontada com uma das principais dificuldades para aumentar os investimentos em inovação no Brasil. Devido ao tamanho do nó, em 2013 o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para estreitar o relacionamento. O primeiro edital para atrair instituições de pesquisa interessadas em trabalhar com a iniciativa privada tem previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2014. Ele é parte do Inova Empresa, programa federal de incentivo aos investimentos em tecnologia que promete injetar 32 bilhões de reais no biênio 2013/2014, dos quais 22,7 bilhões representam dinheiro novo. Como resultado, espera-se aumentar o quadro de empresas inovadoras no país das 39,3 mil existentes em 2008 para 60 mil em 2014.

“Os esforços do governo têm sido importantes, mas temos uma carência de instrumentos para apoiar as empresas no momento do seu nascimento, como é o caso da Fundepar”, diz Crocco, que acredita que o modelo lançado pela UFMG deve ser multiplicado. Segundo o professor, outras instituições já o procuraram para conhecer a operação da empresa. “A própria iniciativa de colocar a universidade para ajudar a criação de startups já é inovadora”, diz o professor.

Por Samantha Maia
Fonte: Revista Carta Capital
22/01/2014

Fundepar na Mídia

Fomento econômico na UFMG



Criada no início de 2013 pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para fomentar startups, a Fundepar S.A. vai injetar a primeira leva de recursos em empreendimentos emergentes até o fim de Fevereiro. A companhia vai aplicar até R$ 500 mil em cada um e terá como contrapartida o direito a participações societárias ou em debêntures. A Fundepar, portanto, está prestes a se consolidar como o braço econômico da instituição de ensino mais importante no estado. A expectativa é que, até o fim do ano, de oito a 10 empresas recebam o aporte.

“A Fundepar terá participação ativa na gestão (das embrionárias), podendo contribuir com sua expertise em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento”, explica o presidente da Fundep, professor Marco Crocco, acrescentando que as startups a serem beneficiadas precisam ser nascidas na própria instituição de ensino. Na prática, são empresas conduzidas por professores e alunos que pertencem ou pertenceram aos quadros da UFMG. Dessa forma, as emergentes a serem contempladas vão levar para fora do campus os conhecimentos adquiridos por seus empreendedores.

Duas startups receberão a injeção de recursos no próximo mês. Uma delas será a Myleus Biotechnology, que atua na área de análises genéticas aplicadas à indústria, ao meio ambiente e ao meio acadêmico. “Nosso forte é a análise genética para identificação de espécies. Por exemplo: analisamos se o queijo de búfalo não leva leite de vaca ou um pescado para saber se é surubim ou outra espécie”, esclarece Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus.

A outra startup a receber o recurso em fevereiro será o Labfar Inovação, especializado em desenvolvimento de medicamentos, sobretudo, para o segmento cardiovascular. Membro do conselho científico da empresa, o professor Robson Santos informa que parte do recurso será destinado ao desenvolvimento de um cosmético voltado ao combate da calvície.

Capital Semente

A Fundepar vai aplicar o recurso nas embrionárias por meio de uma modalidade de investimento conhecida por seed money (capital semente). Esse tipo de aporte serve para financiar projetos mas não trata da principal fonte de recurso. No caso das startups nascidas na UFMG, o seed money é parte da solução para viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da própria instituição de ensino. De acordo com o presidente da Fundep, o resultado financeiro a ser alcançado é 5% além do índice de inflação do período de operações.

“É um investimento de risco, mas acreditamos que alguns dos nossos empreendimentos têm enorme potencial, o que nos deixa otimistas quanto aos resultados. A Fundep entende a particularidade da maturação do projeto científico-tecnológico e sabe como lidar com as etapas do processo de transformação do conhecimento em desenvolvimento”, completa Crocco.

A Fundepar tem capital inicial de R$ 11 milhões, sendo R$ 5 milhões repassados pela Fundep e R$ 6 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Por Paulo Henrique Lobato
Fonte: Jornal Estado de Minas
18/01/2014

 

 

Padrão internacional na pós-graduação



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Reitoria UFMG – Foto: Eber Faioli

Trinta e um dos 63 programas de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram classificados com conceitos 6 e 7 na avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada em dezembro. O índice coloca a UFMG na liderança entre as universidades brasileiras e assegura que tais cursos estão em conformidade com padrões internacionais de excelência.

“São 49,2% dos programas de doutorado classificados com conceitos 6 e 7, enquanto a média nacional é de 10%”, comemora o reitor Clélio Campolina. “A UFMG foi a universidade brasileira com o maior percentual de excelência”, observa. O reitor destaca ainda que a UFMG teve sete trabalhos premiados entre 48 áreas de conhecimento na edição 2013, o maior índice entre as universidades brasileiras. “A Universidade está entre as maiores do Brasil, fato que nos alegra e recompensa pelo esforço empreendido”, completa.

Os resultados da avaliação trienal 2013 também revelam que a maioria dos programas de pós-graduação da UFMG está classificada com o conceito 5, o máximo para programas que contemplam apenas o nível de mestrado. “Toda a nossa pós-graduação, do mestrado ao doutorado, teve um resultado muito positivo”, diz o reitor.

Campolina atribui a boa colocação aos programas de internacionalização e à excelência dos professores e alunos. Ele destaca a existência de cinco Centros de Estudos Internacionais – América Latina, África, Europa, China e Índia – e indica o caminho para novos avanços: “Precisamos melhorar cada vez mais nossos centros de pesquisa e aproximar a universidade do mercado”, diz.

Nesse sentido, destaca a criação da Fundep Participações S.A. (Fundepar), que considera uma iniciativa auspiciosa. “A empresa será indispensável para a ligação entre o mundo acadêmico e o mercado brasileiro e mundial”, comenta. “O desenvolvimento da economia brasileira depende de novas descobertas, pesquisas e inovação. Sabemos que o timing acadêmico é diferente do ritmo do mercado, por isso a importância da Fundepar. Ela irá fazer essa ligação entre os dois universos. É uma iniciativa avançada que segue as tendências das universidades estrangeiras. Estamos plantando mais esta semente na UFMG, a primeira no Brasil a realizar um projeto como esse”, acrescenta.

Quem também destaca a internacionalização da UFMG como fator do êxito na avaliação da Capes é o professor da Faculdade de Odontologia e pró-reitor de pós-graduação, Ricardo Santiago Gomez, no cargo desde 2010. “Atualmente, todos os projetos da UFMG visam à inserção mundial. Temos nos preocupado em publicar artigos em revistas conhecidas no exterior e podemos observar um grande número de alunos fazendo estágios em universidades renomadas fora do país. Temos também um grande número de professores estrangeiros sendo convidados e realizando visitas aqui na Universidade. Embora isso seja uma tendência em outras universidades brasileiras, a UFMG saiu na frente neste processo”, observa.

Gomez lembra que 2012 foi o primeiro ano em que o número de alunos inscritos no doutorado foi maior que no mestrado, fator que também reflete no resultado da avaliação. “Temos 119 alunos a mais no doutorado. Um fato inédito que influencia positivamente neste resultado, pois os projetos de doutorado são mais consolidados que os de mestrado”, diz, observando que foi qualidade dos projetos de ambos os programas que garantiu a boa colocação.

O médico e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Pedro Guatimosim, diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), é categórico ao afirmar que a boa avaliação da UFMG é resultado de um grande investimento do atual reitorado em ciência, tecnologia e desenvolvimento. “Houve um apoio maior à pós-graduação e um imenso trabalho junto aos professores para melhorar cada vez mais o nível das pesquisas, além do incentivo às publicações de alta qualidade”, diz.

Guatimosim diz que este resultado é um reflexo da seriedade com que a pesquisa é encarada na UFMG e cita a Fundepar como um complemento deste processo. “A Fundepar terá um papel muito importante na geração de produtos advindos da pesquisa. São ações complementares e a escolha da UFMG como foco principal da Fundepar contribuirá muito para a geração de produtos”, avalia.

O diretor da CTIT, instituição responsável pela comercialização das inovações geradas na UFMG e proteção do conhecimento, ressalta que a Fundepar atuará numa área carente do mercado e onde os pesquisadores encontram mais dificuldades. “Temos muitos apoios à pesquisa e tantos outros para empresas, mas temos dificuldades em provar nossos conceitos ao final de cada pesquisa. Por isso, a Fundepar será tão importante nesse processo.”

Elo que faltava

Na visão do professor Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep) e um dos criadores da Fundepar, empresa que também dirige, o resultado da avaliação da Capes mostra que a Universidade está no rumo correto. “Não existe coincidência”, garante. “A UFMG vem ganhando seguidos reconhecimentos à qualidade de sua produção e tem elevado ano após ano seus índices de publicações científicas e de patenteamento, numa prova inequívoca de maturidade”, destaca.

Nesse sentido, observa, a Fundepar será um elo importante da cadeia que possibilitará a transferência dos produtos e pesquisas desenvolvidos na UFMG para a sociedade. O conceito que originou a Fundepar se sustenta na promoção do spin off da produção científica e acadêmica para o universo da produção. A Fundepar irá aportar capital e conhecimento nos projetos da UFMG. “Estamos em consonância com as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirma Crocco. O modelo da Fundepar segue as diretrizes da Economia do Conhecimento, na medida em que incentiva o capital intelectual da Universidade a atuar em um novo modelo de produção e transferência do conhecimento para a sociedade.

Crocco reconhece que, pelo lado do setor produtivo, ainda existe dificuldade em inovar e não há uma tradição de buscar o conhecimento nas universidades. “A Fundepar vai facilitar esse diálogo por meio da indução”, afirma. “Os recursos aportados criarão oportunidade para que as pesquisas tenham aplicação prática e gerem benefícios para a população, seja em inovação, geração de emprego, renda e qualidade de vida”.

A avaliação

Na Avaliação Trienal 2013, referente ao período 2010-2012, foram analisados 3.337 programas de pós-graduação, que compreendem 5.082 cursos, sendo 2.893 de mestrado, 1.792 de doutorado e 397 de mestrado profissional.

Ao anunciar os resultados, o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, destacou a evolução do Sistema Nacional de Pós-Graduação. “Comparando com a avaliação de 2010, podemos perceber como o modelo é consistente; o sistema possui uma trajetória constante de expansão e melhoria”, afirmou.

Já o diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, destacou que o aumento das notas ocorreu a despeito da avaliação mais rigorosa. “O sistema de avaliação é feito de maneira comparativa. Como o crescimento não é apenas numérico, mas qualitativo, o que percebemos é um progresso na produção acadêmica dos programas”, explica.

Na Avaliação Trienal da Capes, os cursos são avaliados na seguinte escala: conceitos 1 e 2, que descredenciam o programa; 3, que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4, considerado bom; e 5, nota máxima para programas com apenas mestrado. Os conceitos 6 e 7 indicam desempenho compatível com o padrão internacional de excelência.

Fundepar na Mídia

Iniciativa da Fundep apoia transformação do conhecimento em desenvolvimento



A partir de sua experiência em gestão de projetos e da atuação no sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) estruturou uma nova forma de apoiar a Universidade Federal de Minas Gerais. Ao criar o Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG, a instituição se lança ao desafio de contribuir com a interação entre universidade e empresa, colaborando para o processo de transferência do conhecimento para o processo produtivo.

Para isso, foi constituída a Fundep Participações S.A., por meio da qual serão aportados recursos próprios em projetos de professores e pesquisadores da UFMG, para estruturação de empresas  start-ups  que viabilizem a transformação de inovações para a sociedade. A iniciativa, que acompanha diretrizes da Economia do Conhecimento e políticas internacionais de C,T&I, prevê investimentos na modalidade  seed money  (capital semente). As propostas poderão ser apresentadas permanentemente.

 

Fonte: Confies

Fundepar na Mídia

Relação estreita com o pesquisador



O 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster também trouxe dois importantes exemplos de instituições que estão em busca de grandes ideias. Uma delas é a Fundep Participações (Fundepar), apresentada pelo presidente da Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (Fundep), Marco Aurelio Crocco. Trata-se de uma instituição que financiará o processo de criação de startups nascidas de pesquisas feitas na UFMG. A Fundepar fará investimentos próprios, além de captar recursos de bancos públicos e outras instituições de financiamento.

Crocco afirma que o grande diferencial desse fundo é que ele fala a língua do pesquisador. “Investidor sempre acha que o pesquisador é um professor pardal e o pesquisador desconfia do investidor como alguém que quer roubar a ideia dele. No nosso caso, os pesquisadores já têm uma relação com a Fundep, então ganhamos no tempo da construção de relacionamento”, afirma. Além disso, ele destaca que o compromisso da Fundepar não é maximizar o lucro, mas tirar a ideia da universidade e colocar na sociedade, tornando esse processo mais tranqüilo para o pesquisador.

Outra instituição apresentada no workshop foi a Anjos do Brasil, instituição sem fins lucrativos que reúne investidores-anjos de todo o país. O coordenador da instituição em Minas Gerais, João Ávila, chamou de “dinheiro inteligente” o investimento feito por eles e explicou que os anjos querem muito mais que colocar aporte em uma ideia. “Não somos só uma fonte de dinheiro ou conselheiros descompromissados. O investidor-anjo entra junto com o empreendedor e se o projeto perder, ele perde também”, frisou.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

Fundepar na Mídia

UFMG promove a 1ª Semana Internacional de Empreendedorismo



A E-Week – Semana Internacional de Empreendedorismo, é uma iniciativa conjunta da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Federação de Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) e do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que visa promover e incentivar o empreendedorismo mineiro. É um evento gratuito composto por palestras, workshops e competições diversas.

O evento, que teve iníco nesta segunda-feira (18), segue até dia  22, no auditório da Escola de Engenharia da UFMG trazendo em sua programação uma série de ações, como o UFMG Challenge – primeira competição de planos de negócios da UFMG; a final do Desafio Brasil de Minas Gerais; o evento International Business, Culture and Economic Development que acontece como parte do cronograma; Escolas Empreendedoras da FEJEMG; Cases de sustentabilidade e Competição de Pitch. O evento contará também com a apresentação de palestrantes nacionais e internacionais, tais como Ashok Rao, da Whodini Inc.; Elias Tergilene, fundador do Shopping UAI e Fernando Dolabela, autor do livro “O segredo de Luisa”, que irão relatar suas experiências empreendedoras aos participantes. O evento conta também com a presença dos professores Giuseppe Canullo, Itália; Peter J. Gordon, Estados Unidos e Robert Richert, Alemanha.

A realização da E-week conta com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi, Movimento Choice, Produção Júnior UFMG, CPE Junior Consultoria, Fundação Dom Cabral e UFMG Informática Jr. Recebe, ainda, patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Samsung, Fundação Cristiano Ottoni, Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Fundep Participações (Fundepar), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), CTIT-UFMG e Sebrae.

Fonte: Site FAPEMIG

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