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Universidade Federal de Minas Gerais lança fundo de apoio a startups



A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou a Fundep Participações S/A (Fundepar), primeira empresa da universidade cujo objetivo é apoiar financeiramente negócios que se encontram em estágio inicial.

A Fundepar tem como propósito investir em patentes de projetos iniciados pelos estudantes e pesquisadores da UFMG, estreitando a relação entre academia e indústria produtiva. Dessa forma, a iniciativa visa inserir capital diretamente nas empresas para que os projetos criados nas faculdades possam sair do papel e chegar até a sociedade.

O fundo conta atualmente com seis milhões de reais em caixa e outros 20 milhões em negociação com parceiros institucionais em Minas Gerais. O estágio atual envolve diversas empresas em processo de análise, sendo que o primeiro comitê avaliador deve acontecer ainda neste mês. De acordo com Marco Aurélio Crocco, presidente da Fundep, novas propostas e projetos são enviados diariamente. Desses, acredita-se que de três a cinco serão beneficiados com investimentos ainda no ano de 2013.

Para enquadrar-se no perfil procurado, a startup deve ser inovadora e oriunda da UFMG. Além disso, é necessário que o projeto esteja em fase de desenvolvimento compatível com a proposta e que o empreendedor tenha vontade de tornar seu projeto real. A partir desses princípios, a Fundepar a auxiliará na transição para o mercado, através de recursos financeiros, networking e competência em gestão.

“No Brasil, existe uma grande lacuna entre a Universidade e o mercado que requer conhecimento e recursos financeiros. A ideia da Fundepar é agregar estes dois valores aos projetos da UFMG”, explica Crocco.

Fonte: Agência Gestão CT&I
28/10/2013

Fundepar na Mídia

UFMG se torna centro de excelência com investimentos em pesquisa e inovação



Ancorada em cursos de graduação e pós-graduação bem avaliados, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se tornou um centro de excelência universitária com a realização de investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação.

Para alcançar os melhores postos de classificação em indicadores de qualidade, como o internacional QS (Quacquarelli Symonds) e o Enade (avaliação do ensino superior), a universidade investe fortemente também em parcerias, públicas e privadas.

Esse trabalho resulta, por exemplo, no número de patentes depositadas no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), ficando atrás apenas da USP. Até 2012, eram 530 –sendo 75 no ano passado e outras 75 em 2011.

A universidade tem quase cem contratos de transferência de tecnologia assinados com empresas nacionais e internacionais.

“A Google está em BH porque foi transferido know-how da UFMG para ela”, disse o reitor Clélio Campolina.

“Fazemos grande esforço de pesquisa, captando apoios de instituições de fomento: CNPq, Capes, Fapemig, Finep. Fazemos muitos contratos com empresas –como Petrobras, Cemig e Embraer. São pesquisas que estão sendo desenvolvidas dentro da UFMG”, completou.

Novos passos estão sendo dados. O reitor cita a construção de um centro de transferência de tecnologia, que deverá estar concluído em 15 meses, além da criação de uma fundação de apoio e desenvolvimento à pesquisa.

A “Fundep S/A” dará mais autonomia gerencial e captará recursos com instituições de fomento. “BNDES, Finep, BDMG e Sebrae vão colocar recursos para a UFMG investir em empreendimentos de alta tecnologia”, disse.

O investimento em infraestrutura é grande, segundo o reitor. A UFMG possui, por exemplo, um centro de microscopia eletrônico que virou referência nacional.

Para Campolina, todo esse investimento em pesquisa e tecnologia não teria sentido se não houvesse investimento nos alunos e professores.

“Depois da USP, a UFMG foi a universidade que mais mandou alunos de graduação para o exterior pelo Ciência sem Fronteira neste semestre: quase mil”, disse.

Dos quase 3.000 professores, 85% têm doutorado. Na última avaliação da Capes, 25 de 58 programas de pós-graduação foram classificados no padrão de “excelência internacional” –atualmente são 62.

Por Paulo Peixoto
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
28/05/2013

Fundepar na Mídia

Inovação tecnológica e desenvolvimento social: o que a Fundepar tem a ver com isso?



 Amartya Sen, em sua crítica à teoria da Justiça de John Rawls, se vincula a uma tradição específica da Filosofia Moral – tradição que mantém forte vínculo com o mundo empírico – e propõe que uma boa teoria da justiça deve considerar “(…) a avaliação de combinações de instituições sociais e padrões de comportamento públicos sobre as consequências sociais e realizações que eles produzem”. Assim, a partir de tal abordagem, muitos propõem que tanto a compreensão quanto a ação referentes à promoção da justiça ou do desenvolvimento social devem se basear na aprendizagem de outras experiências que representem desenhos institucionais exitosos.

Devemos aprender com a história e com os exemplos contemporâneos. Há algumas décadas, muitos cientistas sociais têm pesquisado o chamado Estado do Bem-estar Social (Ebes). Um dos problemas analisados se refere ao financiamento das políticas sociais necessárias à sua fundação e à sua manutenção. James O’Connor, nos anos 1970, já chamava a atenção dos leitores de seu então famoso livro, A crise fiscal do estado capitalista, para as dificuldades de financiamento de políticas públicas por parte de um Estado que busca atender demandas diversas em uma sociedade complexa.

Mais recentemente, pesquisadores como Gosta Esping-Andersen, Evelyne Huber e John Stephens debruçaram-se sobre a análise da chamada crise do Estado do Bem-estar Social. Entre as principais lições que emergem de seus estudos há uma a demonstrar que um Ebes só é sustentável se: a) demandar gastos dentro de limites razoáveis, que não levem a rupturas do contrato social ou à inviabilização das atividades econômicas; b) estiver ancorado em uma economia com elevado grau de competitividade, intensa capacidade de inovação tecnológica e forte base industrial.

A primeira condição levou as políticas de bem-estar social de alguns países (marcadamente o Canadá e a Austrália, mas também pode ser citado o caso brasileiro, quando se pensa nas políticas sociais mais recentes, como os programas Bolsa Família e de Benefício de Prestação Continuada) a migrarem de um modelo universalista para outro de natureza focalizada.

A segunda condição pode ser observada quando se analisa a atual “crise da zona do euro”. Nos países da zona do euro com economias de elevado grau de inovação tecnológica e forte base industrial – casos de Alemanha, Finlândia e Holanda – não se observa hoje uma crise econômica semelhante àquela de países como Portugal, Grécia e Espanha (para citar os casos mais significativos), onde as políticas de bem-estar social estão ameaçadas.

A partir da Constituição de 1988, o Brasil vem construindo o seu próprio modelo de Ebes. Isso tem permitido significativa queda dos indicadores de desigualdade, principalmente da concentração de renda (o coeficiente de Gini caiu de 0,61, em 1990, para 0,52, em 2012). Todavia, o Brasil continua sendo um dos países com os maiores índices de desigualdade de renda no mundo. Para dar continuidade à redução da desigualdade de renda (e ampliar esse processo para a diminuição de outras formas de desigualdade), será preciso investir mais recursos em políticas de bem-estar social. Como viabilizar recursos adicionais?

O aprofundamento do processo de desenvolvimento social exige que a economia brasileira dê novos saltos tecnológicos para alcançar um padrão semelhante àquele dos países europeus citados acima (bem como o dos EUA e o de algumas nações asiáticas, em especial a Coreia do Sul). Para tanto, temos que avançar muito no processo de inovação tecnológica.

Particularmente, o Brasil precisa se tornar muito mais eficaz nos mecanismos de transferência de conhecimento das instituições de pesquisa e das universidades (públicas e privadas) para o setor produtivo (público e privado). Essa é uma área em que as políticas públicas brasileiras não têm sido particularmente bem-sucedidas (principal evidência: a produção científica cresce de forma exponencial, mas a inovação tecnológica tem ficado estagnada). Todavia, além de alguns casos menores espalhados pelo país, há dois exemplos de grande sucesso no Brasil. O primeiro é o da Embraer. Alguém acredita que essa empresa teria chegado aonde chegou se não estivesse localizada próximo ao Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos?

Esse é um modelo possível, a criação de um conglomerado tecnológico com empresas e instituições de ensino e pesquisa interligados de maneira formal ou não. O segundo caso de sucesso no Brasil é o do setor agropecuário, com a integração da Embrapa com os campi universitários agrários de excelência, produtores rurais e empresas de agronegócio. Outros modelos precisam ser iniciados e testados.

A Fundep está dando um importante passo com a criação da Fundep Participações (­Fundepar). Ela será uma empresa – capitalizada a partir de recursos da própria fundação, de bancos públicos e de instituições de financiamento da pesquisa – que financiará o processo de criação de empresas que tornarão real a produção e comercialização de bens e serviços oriundos de patentes produzidas na UFMG.

A Fundep inaugura, no Brasil, um modelo que já faz sucesso em universidades de pesquisa de ponta (públicas e privadas) em países desenvolvidos. Espero que sejamos exitosos e que consigamos mais um modelo a ser seguido para conseguirmos superar esse importante entrave ao nosso desenvolvimento econômico e social.

Por Jorge Alexandre Barbosa Neves (Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia e diretor da Fafich)
Fonte: Boletim da UFMG
20/05/2013

Fundepar na Mídia

UFMG anuncia empresa de alta tecnologia e disponibiliza de imediato R$ 5 milhões



Na trilha de instituições internacionais como as britânicas Cambridge e Oxford, universidade mineira sai na frente e anuncia programa de investimento para empresas emergentes inovadoras

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Na trilha de instituições internacionais de ensino conceituadas, como as britânicas Cambridge e Oxford, que se apressaram em criar um braço comercial, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sai na frente e anuncia, via Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), o lançamento de programa de investimento para empresas emergentes inovadoras, por meio do qual vai disponibilizar, inicialmente, R$ 5 milhões em recursos próprios para criação e manutenção de empresas.

“Como é uma experiência nova e confiamos muito nela, temos de ter cautela”, pondera o professor Marco Aurélio Crocco Afonso, presidente da fundação. A expectativa dele é de expansão dos recursos logo depois que instituições públicas, como bancos e agências de fomento, com os quais já vem negociando, decidirem investir no projeto. No primeiro momento, o Programa de Investimento Fundep vai privilegiar entre quatro e cinco empresas das áreas de biotecnologia, nanotubos de carbono, fármacos, vacinas, tecnologia de informação e comunicação, engenharias e medicina veterinária entre as quais a UFMG mais distribui patentes. O programa, no entanto, não cria restrição setorial. O aporte será de, no máximo, R$ 500 mil, por empresa.

Trabalhando para que possam receber as primeiras propostas de criação de empresas neste início de ano, Marco Aurélio Crocco diz que além de formatar a equipe de trabalho eles estão criando a Fundep Participações S.A., empresa privada que receberá os recursos a serem aportados às candidatas ao posto de empresas emergentes inovadoras. “Nossa expectativa é que no prazo de três anos possamos captar novos parceiros, que investiriam cerca de R$ 25 milhões, totalizando R$ 30 milhões de recursos, por meio dos quais conseguiríamos aprovar até 3 mil novos projetos de empresas”, avalia Crocco.

Para o presidente da Fundep, incorporar conhecimento em produtos e processos pode gerar vantagens fundamentais para o processo de desenvolvimento. “Não diria que o conhecimento é um negócio, mas ele é fundamental para o desenvolvimento”, avalia ele, lembrando que a Região Metropolitana de Belo Horizonte é hoje destaque nacional nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação. “Somos a cidade com maior concentração de empresas de biotecnologia”, garante Crocco, reforçando o potencial de investimento na capital mineira. Como há um conceito por trás do programa criado pela fundação, o presidente da Fundep lembra que ele não é um fundo de investimento tradicional, cujo principal compromisso é com investidores.

“Nossa ideia é dar um passo além na relação universidade-empresa, que é algo difícil”, afirma. Para o professor, normalmente o pesquisador sabe fazer ciência. “A dificuldade dele reside no entendimento da linguagem do mercado”, diz, salientando que a Fundep, por gerenciar todos os projetos de pesquisa dentro da UFMG, tem know-how próprio no setor. “A vantagem é que nós já conhecemos os pesquisadores há muito tempo”, acrescenta. E admite que o compromisso da fundação não é com a rentabilidade do negócio. “Nós apenas entramos com o capital e a gestão.”

Sociedade será beneficiada

O objetivo do projeto é facilitar a transmissão para a sociedade do conhecimento produzido na universidade, por intermédio de uma empresa que vai cuidar da fabricação de algo. “Não estamos inventando um modelo. Trata-se de algo já existente nas principais universidades britânicas, que têm um braço comercial para investir em empresas emergentes. Estamos apenas adaptando modelos europeus à realidade brasileira”, reconhece Marco Aurélio Crocco. Daí o pioneirismo do projeto no Brasil, onde até agora há apenas agências de investimento que servem de ponte entre investidores e professores/pesquisadores em instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp), para ficar em dois exemplos.

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“Como a experiência é nova, temos de ter cautela”, diz presidente da Fundep

“Nosso modelo difere daquele não só no contato com os investidores, mas também com os sócios da empresa. Temos melhores condições para facilitar o diálogo. O professor/pesquisador não vai sozinho discutir com experts do mercado financeiro”, compara. Segundo Marco Aurélio Crocco, a modalidade do investimento será o seed money (capital semente) e este não será a principal ou única fonte financiadora das empresas, tornando-se apenas parte da solução de viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da UFMG. Já a seleção das empresas será feita por meio de edital de fluxo contínuo. A partir deste mês, as propostas poderão ser enviadas à fundação para os comitês (científico-tecnológico e de investimentos) analisarem o potencial científico-tecnológico e o mérito empresarial, mercadológico, econômico e financeiro delas.

Saiba mais: A Fundep

Responsável por projetos de ensino, pesquisa e extensão em várias áreas da UFMG, a Fundep tem atualmente, em sua sede no câmpus Pampulha, 280 funcionários, tendo gerenciado R$ 550 milhões em projetos novos apenas no ano passado. Além da sede, a fundação administra obras da UFMG e o Hospital Risoleta Neves, por acordo firmado com o município, contabilizando, portanto, cerca de 5 mil pessoas sob o CNPJ da instituição. Só na UFMG são cerca de 3,5 mil projetos, além de mais de 500 em escolas como a Universidade do ABC, Instituto Nacional de Tecnologia e Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Com o governo do estado a Fundep desenvolve projetos como o Projovem e o Fica Vivo. Em 38 anos de atividades, a serem completados no mês que vem, a fundação atendeu prioritariamente a UFMG, como ocorre agora com o novo projeto, cuja estrutura inicial, enxuta, envolve o trabalho de quatro funcionários da própria Fundep.

Como se candidatar Veja o perfil inicial do projeto

-R$ 5 milhões de capital inicial (recursos próprios)
-Modalidade: venture capital (seed money)
-Prazo médio de maturação estimado: de 2 a 5 anos/projeto/empresa
-Prazo de duração do programa: indeterminado (mínimo de 10 anos)
-A seleção de projetos será por meio de edital, com aporte inicial de até R$ 500 mil, por empresa
-Aporte total: limitado por empresa/projeto a 20% do capital disponível para investimento
-Limite por CPF: investimentos limitados a 20% do patrimônio líquido do CPF
-A captação de recursos será feita por meio de emissão de debêntures pela Fundep Participações S. A. ou emissão de ações em holdings, em sociedade com parceiros institucionais
-Captação junto a parceiros: até R$ 50 milhões

Por Ailton Magioli
Fonte: Jornal Estado de Minas
03/02/2013

Fundepar na Mídia

Start ups da UFMG terão injeção de capital de empresa de participações



Fundep lançou a Fundepar, que tem fundo inicial de R$ 6 milhões para apoiar pesquisador empreendedor

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terão, a partir do fim deste mês, um modelo diferenciado de financiamento para a implantação de empresas que vão comercializar produtos desenvolvidos a partir de patentes da instituição. Os recursos virão da Fundep Participações S/A (Fundepar), empresa privada criada pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) com capital de R$ 6 milhões com o objetivo de impulsionar as start ups que surgem na Universidade.

O capital inicial de R$ 6 milhões da Fundepar veio da emissão de debêntures (títulos de renda fixa) adquiridas pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). Com o uso das debêntures, a Fundep não terá seu resultado afetado pelo desempenho da Fundepar, uma vez que esses títulos não constituem ações e não são contabilizados como participação societária.

Outros R$ 50 milhões poderão ser captados pela Fundepar. Entre as instituições que negociam com a Fundep o reforço do capital da Fundepar estão o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Duas dessas já confirmaram o interesse. O capital já está, inclusive, aprovado pelas diretorias das organizações”, adianta o presidente da (Fundep) Marco Crocco, sem revelar detalhes.

O valor máximo inicial a ser injetado em cada start up que cumprir os requisitos necessários para participar do programa será de R$ 500 mil. “As empresas devem possuir capacidade de desenvolver e comercializar os produtos patenteados”, afirma Crocco.

Como as start ups ainda não possuem histórico empresarial, dois comitês avaliarão a capacidade dos pesquisadores-empreendedores. De um lado, um comitê técnico fará a análise tecnológica do produto. De outro, uma equipe ficará responsável pela avaliação comercial.

“No caso do comitê tecnológico, os responsáveis avaliarão se a tecnologia a ser desenvolvida pela empresa é realmente inovadora, se a produção em escala é viável, se as características se manterão em produções comerciais, entre outras questões”, comenta Crocco.

Como funciona?
Financiamento de start ups da Fundepar

  1. Fundep adquire R$ 6 milhões em debêntures emitidas pela Fundepar. Os R$ 6 milhões obtidos com a emissão de debêntures constituem o capital de investimento da Fundepar
  2. Projetos de empresas que vão explorar patentes da UFMG são inscritos na Fundepar
  3. Dois comitês analisam as possibilidades de a start up viabilizar comercialmente os produtos.
  4. Propostas aprovadas podem receber até R$ 500 mil iniciais para implantar a empresa
  5. 5.       A Fundepar entra no negócio como sócia da start up, com máximo de 5% de participação
  6. A gestão da empresa é compartilhada entre a Fundepar e o empresário-pesquisador
  7. Caso a empresa seja bem sucedida a Fundepar pode vender sua participação e realizar lucros.

Saiba mais
Fundepar tem 26 consultas

Até o momento a Fundepar já recebeu consultas de 26 empresas que têm interesse em colocar no mercado produtos patenteados da UFMG que vão desde roupas que corrigem a postura até remédio para calvície.

Desses candidatos, dois estão em análise pelos comitês e devem ser conhecidos em 25 de novembro. Aqueles que não forem classificados nesta etapa continuam sendo assessorados pela Fundepar até que atinjam o ponto de maturação adequado. Por ano serão quatro chamadas de projetos.

Por Tatiana Moraes
Fonte: Jornal Hoje em Dia

05/11/2013        

Fundepar na Mídia

Inovadora



Após uma visita a Cambridge, Marco Crocco, que é presidente da Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, da Universidade Federal de Minas Gerais), inspirou-se no modelo inglês para estimular a criação de pequenas empresas de alto conteúdo tecnológico, a partir de patentes geradas por pesquisadores da universidade. A Fundação formou uma empresa de participações que destina o valor máximo de R$ 500 mil a essas companhias nascentes, depois que um comitê de primeiro time de pesquisadores chancela a viabilidade científica ou técnica do processo patenteado. Crocco diz que é um trabalho equivalente a “vestir a noiva”, para que a empresa desabroche e logo à frente encontre investidores que não teriam paciência de esperar pela germinação. Agora está batendo à porta de instituições como o BNDES, a Finep e o BDMG para conquistar parceiros desse projeto. Universidades geralmente têm incubadeiras de empresas, mas não participam, direta ou indiretamente, do capital delas.

 

Por George Vidor
Fonte: Jornal O Globo
07/10/2013

 

 

 

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Fundep lança Programa de Investimento



Iniciativa é voltada para empresas emergentes inovadoras da UFMG
Ineditismo: é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio
Diferencial: empreendimentos vão contar com a excelência da gestão Fundep

Transformar o conhecimento gerado em uma das mais importantes universidades do país em empreendimento comercializável. Essa é a essência do Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG. A fundação vai aportar recursos próprios - por meio da Fundep Participações S.A. - em projetos de professores e pesquisadores da Universidade, para estruturação de empresas start ups para a comercialização de inovações.

A modalidade do investimento é o seed money (capital semente) e ele não será a fonte financiadora principal ou única das empresas, tornando-se apenas parte da solução de viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da UFMG. Inicialmente, o programa contará apenas com recursos próprios, mas já existem tratativas para que outros parceiros institucionais integrem o programa.

Diferencial

Há mais de 35 anos, a Fundep atua como fundação de apoio da UFMG e de renomados institutos e centros de pesquisa do país. A instituição realiza a gestão de projetos em todas as áreas do conhecimento, permitindo que pesquisadores e professores foquem nas suas atribuições, enquanto a organização realiza ações administrativas e financeiras, como compras, importações, contratação de pessoal, contabilidade e prestação de contas.
As soluções na gestão de projetos Fundep também se estenderão aos empreendimentos, sendo um diferencial intangível no processo de valorização das empresas que vierem a receber investimentos.

A expertise e a relação de confiança com professores e pesquisadores da UFMG - que são grandes patenteadores - tornam-se aliadas, possibilitando que a Fundep aprimore o diálogo entre academia e mercado. É exatamente essa relação de confiança já existente entre a Fundação e os pesquisadores que promove um grande diferencial em relação aos Fundos de Seed Money tradicionais do mercado.

Formato

A seleção das empresas será por meio de edital de fluxo contínuo. A partir de fevereiro de 2013, as propostas poderão ser enviadas, e os comitês vão analisar o seu potencial científico-tecnológico e o mérito empresarial, mercadológico, econômico e financeiro.

Contexto

O Programa de Investimento Fundep acompanha as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. As universidades da Europa, em especial do Reino Unido, possuem um braço comercial que negocia patentes e financia empresas emergentes. A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG atua na gestão do conhecimento científico e tecnológico e a Fundep vai colaborar no processo de transformação de patentes em atividade comercial, através do aporte de recursos. Assim, a Fundação tem uma nova função no ciclo “conhecimento gera desenvolvimento para a sociedade”.

Nesse sentido, a UFMG potencializa a sua missão de transmitir conhecimento, aperfeiçoando a relação universidade/empresa, aspecto central para o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento.

RAIO X

Programa de Investimento ≠ Incubação

Aincubação consiste em oferecer apoio à criação, ao desenvolvimento e ao aprimoramento nos aspectos tecnológicos e gerenciais. O Programa de Investimento vai aportar recursos nas empresas e fará a interlocução com o mercado. Nesse sentido, uma empresa incubada pode estar apta a participar da iniciativa.

Programa de Investimento ≠ Empréstimo

Inicialmente, a Fundep investirá R$ 5 milhões, sendo o aporte inicial de até R$ 500 mil por empresa, em participações societárias (ações de S.A. e/ou cotas de Ltda.), também denominado equity, e ou em debêntures, a serem emitidas pelas empresas a receber investimento para sua viabilização. Assim, a Fundep Participações S.A. torna-se sócia do empreendimento.

Duração

O período de duração do Programa é indeterminado, e o prazo médio de maturação estimado é de dois a cinco anos.

Fonte: Portal de notícias da UFMG

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