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Fundepar na Mídia

Parcerias ajudam a viabilizar boas ideias



Iniciativas bem-sucedidas de universidades proporcionam mais confiança e segurança aos empreendedores no desenvolvimento de seus produtos. Além de auxiliar os pesquisadores com o suporte técnico de seus laboratórios e professores, instituições de ensino como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolvem ações próprias e parcerias para estimular os empreendedores a viabilizar comercialmente os seus projetos.

“A maioria dos pesquisadores são pessoas do meio acadêmico, que possuem um vasto conhecimento científico, mas não entendem nada de negócios”, afirma o médico Pedro Vidigal, diretor de desenvolvimento institucional da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), órgão ligado à UFMG. O objetivo da Fundep é realizar a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG e de outras instituições e centros de inovação não apenas em Minas Gerais, como em outros Estados.

Segundo Vidigal, a ação da Fundep permite que o pesquisador foque em suas atribuições diretas enquanto a entidade fica responsável pela execução de atos administrativos e financeiros inerentes aos projetos, como compras, importações, contratação de pessoal, contabilidade e prestação de compras. “Os alunos e cientistas tem orgulho de seus trabalhos, mas muitas vezes não percebem que é possível transformá-los em startups.”

Por ser uma fundação de direito privado prestadora de serviços para a UFMG, a Fundep tem autonomia para desenvolver projetos junto a outras instituições. Desde 1975, foram mais de três mil projetos junto a diversos parceiros, como a UFABC, ITA, Inpe e Fundação Roberto Marinho.

Segundo Vidigal, a Fundep já investiu cerca de US$ 1,5 milhão em P&D, recursos considerados insuficientes para contemplar o capital intelectual gerado nos laboratórios da UFMG.

Para promover a aceleração dos projetos, foi criada a Fundep Participações (Fundepar), que já promoveu investimentos em quatro empresas: na Detechta, do setor de desenvolvimento de vacinas para o mercado humano e animal, na Myleus Biotecnologia (estudos genéticos), Techmall (focada na gestão e aceleração de startups de base tecnológica) e na Zunnit, especializada em ferramentas de segmentação, análise de comportamento de mercado e deep learning. “A Fundepar não transforma o pesquisador em um homem de negócios. Em muitas situações, o pesquisador quer permanecer no laboratório com os seus estudos e não ambiciona ir para um escritório cuidar de números. Mas, ele aceita de bom grado que a Fundepar atue em seu projeto e o viabilize em um negócio”, diz Vidigal.

Para estimular os mais jovens, Fundepar criou na UFMG um programa de pré-aceleração batizado como Lemonade. O objetivo é promover mais rapidamente as tecnologias e ideias geradas dentro da universidade.

Em Campinas, seis experientes pesquisadores que atuavam no mundo corporativo decidiram unir os seus expertises e criaram a Baita, uma aceleradora de projetos de startups com a missão de desenvolver uma cultura empreendedora junto ao mundo corporativo e agregar experiência administrativa aos empreendedores. A empresa está sediada dentro da Unicamp, instituição reconhecida pela sua ampla produção científica. A parceria com aUnicamp é por meio da Agência de Inovação da Unicamp (Inova) e com a Unicamp Ventures, que trabalha junto ao ecossistema local. Na outra ponta, atua com investidores, como Harvard Angels, Inseed Ivestimentos, SP Ventures e GAG Investimentos.

Segundo Rosana Fernandes, sócia da Baita, o perfil dos sócios contribui para que haja uma identidade comum na busca de soluções para as startups. “Ao criarmos a Baita, pensamos em modelos adotados em outros países, nos quais a incubadora atua em conjunto com a aceleradora. Por termos adquirido larga experiência no mundo corporativo, enxergamos nos projetos viabilidade de negócios e buscamos passar aos empreendedores esta cultura. Só a tecnologia em si não garante o sucesso de um produto”, afirma.

Fonte: Valor Econômico
Site: http://www.valor.com.br/empresas/4291514/parcerias-ajudam-viabilizar-boas-ideias

Investimento na Zunnit Sistemas Inteligentes

Fundepar realiza investimento na Zunnit



Instituição formaliza parceria com empresa especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento de usuários e deep learning

A Fundepar (Fundep Participações S.A.) apoia empresas emergentes inovadoras, aportando recursos para estruturação de empresas de base tecnológica. No dia 6 de julho, foi efetivado mais um investimento: com a empresa Zunnit Sistemas Inteligentes, que passa a integrar o portfólio da Fundepar. A Zunnit começou sua atuação na área de análise preditiva (previsões testáveis) para avaliação de comportamento, segmentação e perfil de usuários em sites de notícias, e-commerce, blogs e portais, com o objetivo de oferecer produtos ou indicar ações personalizadas.

Recentemente, o foco da empresa vem ganhando novas perspectivas com a incorporação de tecnologias de Deep Learning e análise de Big Data. A convergência dessas duas técnicas permite compreender e automatizar processos das empresas, aumentando, assim, os índices de vendas e eficiência. Enquanto o Big Data é a tecnologia para armazenamento de dados em quantidades massivas, o Deep Learning realiza a “leitura” desse conjunto de informações, estabelecendo padrões e classificações. Trata-se de ferramentas aplicáveis a diversos segmentos de negócio e de grande utilidade para a tomada de decisões estratégicas e implementação de ações específicas.

Ao formalizar a parceria, a Fundepar se torna sócia do empreendimento. “Vários motivos nos levaram à decisão pelo investimento na Zunnit, tais como o perfil da equipe – com histórico empreendedor de sucesso – e a área de atuação, que é promissora para novos negócios”, explica o diretor da Fundepar, Ramon Dias de Azevedo.

Do laboratório para o mercado

A Zunnit foi concebida nos laboratórios dos professores Nivio Ziviani e Alberto Laender, do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG. Ao final de 2011, a própria Universidade se tornou sócia do empreendimento a partir de um modelo inovador de transferência de tecnologia. As atividades expandiram-se e a empresa passou a funcionar no BHTec, Parque Tecnológico de Belo Horizonte, na região da Pampulha, a sede atual.

O DCC da UFMG é considerado referência em empreendedorismo na área de computação no Brasil. Entre os casos de sucesso, que contam com a participação do professor Ziviani, estão a Miner Technology Group, criada em 1998 e adquirida no ano seguinte pelo grupo Folha de São Paulo/UOL, e a Akwan Information Technologies, projetada em 2000 e vendida, em 2005, para o Google.

O professor Nivio Ziviani destaca a relevância do envolvimento da Fundepar no negócio. “Esse aporte financeiro é muito importante para ampliar o trabalho de engenharia e a capacidade de produção. É uma parceria que nos permitirá maior governança de todos os tipos de captação de recursos, além do incremento da área comercial com as ações de networking”, detalha.

Gestão sob novo olhar

Nesse novo momento da gestão da Zunnit, a expectativa é o aprimoramento dos produtos e reforço da atividade comercial. Para isso, “a prioridade é a elaboração dos planejamentos estratégico e orçamentário de curto prazo”, revela Leandro Pinheiro Cintra, gerente de aceleração da Fundepar, que atuará na diretoria administrativa-financeira da Zunnit.

Em seguida, o foco será a implementação de ferramentas de governança corporativa. Segundo Leandro, “é um privilégio participar, de forma sistemática, das atividades da Zunnit e poder apoiar a tomada de decisões da empresa”.

Investidas da Fundepar

Além da parceria com a Zunnit, a Fundepar possui duas investidas, a Myleus Biotecnologia – que é a primeira empresa brasileira a atuar na área de análises genéticas para certificação de produtos de origem animal e vegetal – e o Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada.

Conheça a Zunnit: http://www.zunnit.com/

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Abertura do Lemonade reune startups e agentes do ecossistema mineiro



Aconteceu na terça-feira, 30/06, a cerimônia de abertura do programa Lemonade, no auditório do BDMG, em Belo Horizonte. O evento contou a participação de cerca de 250 convidados. O programa Lemonade é uma iniciativa de pré-aceleração de startups que irá fomentar o empreendedorismo nas universidades mineiras, apostando no talento de estudantes somado à expertise de profissionais do mercado. Durante o encontro foram anunciados os 26 projetos selecionados que poderão receber aportes de até 100 mil nos próximos 3 meses.

O Lemonade é um programa da Fundepar realizado em conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais (Sectes), por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), Sebrae-MG e pela aceleradora de startups Techmall.

O programa ainda conta com o apoio de diversas instituições de ensino superior como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ibmec, o Núcleo UFMG Jr, a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), o Cefet-MG, o CTIT Empreender, a Endeavor e o Senai Minas. A ideia é formar times que possam transformar ideias em um modelo de negócio viável para o perfil de mercado.

Durante o encontro, foi apresentado o modelo de pré-aceleração do Lemonade e o formato de apoio à criação de equipes e seleção. Segundo Ramon Azevedo, diretor da Fundepar, o projeto mobilizou um grande número de jovens, em sua maioria estudantes com espírito empreendedor que serão uma peça fundamental para fomentar o ecossistema mineiro de inovação. “Foram quase 400 pessoas envolvidas em meetups, tendo participação direta das principais instituições de ensino da grande BH, o que gerou um grande número de equipes multidisciplinares e interinstitucional”, completou.

Os times de postulantes a empreendedores são formados por estudantes das principais instituições de ensino superior no estado. Logo, o grande diferencial do programa é o diálogo entre universidades com diferentes tipos de formações.

O Lemonade inicia o processo de pré-aceleração no dia 2 de julho, com foco no amadurecimento das ideias para que se transformem em modelos de negócios promissores. Em seguida, os times passarão pelas etapas de desenvolvimento financeiro e por último o Demo Day – momento em que as startups serão apresentadas a uma plateia de investidores e pessoas de referência no ecossistema de inovação.

Acompanhe o programa Lemonade: http://www.lemonademg.com/

Lista de projetos selecionados:

Kornerz
Seu assistente de compras, baseado em geo-localização, para encontrar produtos na vizinhança.

Sispol
Monitoramento visual de alto desempenho para treinamento esportivo.

Makery
Sistema doméstico e modular combinando funções de impressão 3D, fresa e corte a laser.

Empty Fridge
Encontre receitas fáceis e rápidas a partir de ingredientes disponíveis em sua casa, evitando o desperdício.

My Line
Tenha liberdade para realizar diversas atividades enquanto ficaria esperando em uma fila.

QuickMed
Verifique, antes de sair de casa, como está a lotação das filas de espera para atendimento em hospitais e centros de atendimento médico.

Santo Pet
Localize facilmente o seu pet, além de monitorar a saúde do seu animal de estimação por meio de microchip.

Spportz
Ganhe recompensas e descontos ao praticar atividades físicas.

Untrash
Otimização do processo de recolhimento de resíduos.

Nanoware
Nanotecnologia direcionada a área de medicina diagnóstica e biodetecção.

I-care
Pulseira destinada ao cuidado e bem estar de pessoas idosas que moram ou ficam sozinhas parte do tempo.

Deu na telha
Produtos reciclados de qualidade a partir de resíduos da construção civil.

Connect Class
Conexão entre interessados e ofertantes de aulas e cursos.

EatUp
Integração de mídias sociais, ferramentas de promoção e outras soluções para instituições de entretenimento e turismo.

SYD
Medição não invasiva dos sinais biológicos vitais para pacientes que necessitam de monitoramento constante em ambientes pós-cirúrgicos ou internadas.

Nappkin
Conheça novas pessoas que estão no mesmo lugar que você.

Quero Comprar
Aumente o seu poder de compra no e-commerce por meio da concorrência entre os varejistas.

Vector Power Electronic
Portabilidade, eficiência, confiabilidade, alta densidade de potência para máquinas de solda e outros equipamentos.

Risü
Arrecadação de recursos interligando consumo em e-commerce com doação a causas sociais.

Quadrado (S-Trip)
Plataforma online com soluções completas para viagens.

Decide
Suporte a tomada de decisão por meio de cenários otimizados de planejamento de operações visando redução de custos e/ou aumento de produtividade em indústrias.

Tradebook
Uma plataforma de negócios para conectar as principais feiras e empresas do mundo.

Engbeer
Personalize, você mesmo, a produção de cervejas artesanais.

Vila Rika
Soluções online para gestão de negócios de beleza.

DayTrip
Sem perder tempo planejando cada detalhe da viagem, monte roteiros instantâneos, a partir do seu tempo disponível.

Mobtec
Módulo acoplável que facilita locomoção do cadeirante.

Viqua (convidado especial – Ganhador do Startup Tech UFMG):
Processo mais eficaz na produção de vidros de alta precisão.

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Evento de inovação dá oportunidade para empreendedores



Quer vivenciar um pouco da cultura de empreendedorismo do Vale do Silício? Será realizado em Belo Horizonte e em São Paulo, nos dias 23 e 24 de Abril respectivamente, o BRNewTech. O evento, que já teve 57 edições e mais de 7.500 participantes, tem como objetivo fomentar a cultura do empreendedorismo e da inovação com palestras de empreendedores de destaque, nacionais e internacionais, com oportunidades de startups apresentarem o seu pitch e momentos livres de networking.

Com o tema Mapeando o Mundo Através dos Drones: Inovação e Tecnologia, o evento terá como palestrante Christian Sanz, CEO da startup Skycatch. A Skycatch é uma das startups mais inovadoras citadas no meio da tecnologia, tendo como serviço levantamento de dados por mapeamento aéreo automatizado de alta resolução. Utilizando drones, a startup dispensa a necessidade de contratação de pilotos e agrega tecnologia à demanda dos clientes.

O CEO Christian Sanz participará de um painel no evento moderado por Bedy Yang, fundadora da +INNOVATORS e Managing Partner da 500 Startups. Mas este não é o único atrativo do evento. Para aqueles que querem aproveitar o público formado por outros empreendedores, investidores e potenciais clientes, será possível fazer o pitch da sua startup. Para se inscrever, basta enviar um vídeo de 1 minuto e apresentação da startup para o email pitch@brazilinnovators.com. O evento se encerra com atividades de networking entre todos os participantes.

Realizado pela +INNOVATORS em parceria com o SEBRAE e a FUNDEPAR, o evento agrega um conteúdo relevante em um ambiente estimulante que tem tudo para ser uma grande oportunidade para você experimentar o ambiente empreendedor do mundo das startups!

Para se inscrever no evento em BH: http://www.eventbrite.com/e/registo-brnewtech-inovacao-global-e-tecnologias-disruptivas-mapeando-o-mundo-atraves-dos-drones-belo-16439458864?aff=erellivorg

Para se inscrever no evento em SP: http://brazilinnovators.com/brnewtech-drones/

Fonte: Sebrae Minas

logo techmall

Fundepar investe no Techmall, aceleradora parte do Start-Up Brasil



O Techmall sediou, nesta terça-feira (31/3), cerimônia que formaliza a parceria com a Fundep Participações S.A. – Fundepar. O objetivo é ampliar a atuação do Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada.

Com essa parceria, a Fundepar – programa de investimento para startups oriundas de iniciativas realizadas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – proporcionará às tecnologias investidas o acesso aos serviços oferecidos pelo programa de aceleração de empresas.

A iniciativa se efetiva como uma oportunidade de expansão do escopo de trabalho da Fundepar, que, em sua essência, disponibiliza aporte financeiro em projetos de professores e pesquisadores da Universidade para a viabilidade e estruturação das empresas emergentes que visam à comercialização de inovações, colaborando para a transferência de conhecimento para a sociedade.

A expectativa da parceria entre a Fundepar e o Techmall é a obtenção de um braço de atuação que antecede a cadeia de investimentos, a fim de que as empresas se estruturem, preparando-se para um grau de maturidade que possibilite o aporte de novos recursos.

Além disso, a Fundepar terá o potencial de prospecção ampliado pelo Techmall que, atualmente, integra o programa Startup Brasil, do governo federal.

O evento desta terça-feira contou com a participação do presidente da Fundep, professor Alfredo Gontijo de Oliveira; do diretor de desenvolvimento institucional da Fundep, professor Pedro Vidigal; Ramon Azevedo, diretor da Fundepar; equipe Fundepar, de sócios do Techmall e de empresas startups aceleradas.

Mais informações

O Techmall

O Techmall origina-se de um projeto da UFMG. Com pouco mais de um ano de atividades, é reconhecida como uma das 10 melhores aceleradoras do país, segundo o Startup Brasil. Atualmente, a empresa possui 13 startups em seu portfólio.

A Fundepar

Corroborando sua essência arrojada, a Fundepar prepara novas formas de interlocução com os atores do ecossistema da inovação e, nesse sentido, lançará diferentes serviços e oportunidades para a comunidade da UFMG. A iniciativa visa contribuir para a evolução das empresas investidas fornecendo capital e know-how para que o empreendimento possa seguir seu caminho de maneira independente. Para isso, a modalidade de investimento praticada é o seed money (capital semente). Com o Programa, a Fundep é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio em empreendimentos dessa natureza. Também inédito no país, o modelo de financiamento segue a tendência de experiências bem-sucedidas de universidades estrangeiras.

Conheça o Techmall: http://www.techmallsa.com.br/

Data: 01/04/2015
Fonte: Startup Brasil

Equipe da empresa Myleus faz teste de DNA para certificar origem de produtos. Na foto, Marcela Drummond, Pollyana de Carvalho, Estevam Bravo Neto e Rafael Palhares

Teste de DNA com tecnologia de startup mineira garante qualidade de produtos



Foram aplicadas análises em pescados no Sul do Brasil e comprovaram fraude. Outros alimentos, como laticínios e carnes, podem passar pelo processo

Resultados de uma ação desenvolvida em Florianópolis (SC), com base em tecnologia de uma startup mineira que teve como investidor um fundo nascido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Myleus Biotecnologia, foram recentemente apresentados em evento em Belo Horizonte, e indicaram que testes de DNA podem mostrar se um alimento foi fraudado. O trabalho feito no ano passado na ilha, localizada no Sul do Brasil, permitiu a identificação de peixes comercializados clandestinamente. Os resultados foram documentados em artigo publicado na revista científica inglesa Food Control.

A partir da análise de moléculas dos peixes, chegou-se à conclusão de que 24% das 30 amostras coletadas em supermercados, peixarias e restaurantes de Florianópolis apresentavam fraudes. Estas correspondem, na maioria dos casos, à venda de espécies de qualidade inferior à anunciada e/ou incompatíveis com a normatização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse tipo de teste evita que o consumidor pague por algo que não está consumindo, além de problemas de saúde relacionados à alergia a determinados produtos. A certificação protege ainda os produtores sérios da concorrência desleal. “A análise do DNA pode contribuir para que os produtores ofereçam produtos certificados e os consumidores possam conhecer a qualidade dos alimentos que chegam à mesa. Os testes são realizados em pequenas amostras dos produtos, que podem ser enviadas à empresa ou coletadas pela mesma”, salienta Marcela Drummond, presidente da Myleus Biotecnologia.

Os testes são utilizados para verificar se a espécie presente em um determinado produto de origem animal ou vegetal é a mesma que aquela declarada no rótulo ou no informativo do produto. “Em Florianópolis, foram analisadas 30 amostras de pescados coletadas em supermercados, mercados, peixarias e restaurantes. Dessas, 24% não pertenciam à espécie declarada no momento da venda. O DNA do material biológico contido em uma amostra é analisado e tem-se o resultado sobre a espécie presente. São realizados, então, testes de DNA que nos permitem saber quais espécies estão presentes em determinado produto de origem animal ou vegetal”, acrescenta Marcela.

Ela ressalta que os testes são úteis para a detecção da fraude por substituição de espécies. “Na grande maioria dos casos, essa é uma fraude econômica, já que o produto é substituído por outro de menor valor agregado. A fraude pode levar a problemas para a saúde humana, já que o consumidor consome um determinado alimento ou droga vegetal sem saber o que está consumindo, podendo levar a problemas alérgicos, por exemplo. Ainda, algumas vezes, encontramos espécies ameaçadas de extinção sendo vendidas no lugar daquela declarada no momento da venda. Dessa maneira, os testes podem ser utilizados por indústrias, supermercados, restaurantes, para se protegerem de uma possível fraude de seus fornecedores. Esses mesmos players podem usar os testes para garantir ao seu consumidor final que os seus produtos não são fraudados e têm uma garantia da espécie ali presente. Além disso, o teste pode ser usado por órgãos de inspeção e por órgãos de proteção ao consumidor para fiscalizar os produtos que estão sendo comercializados no país”, acrescenta a presidente da Myleus Biotecnologia.

A Myleus Biotecnologia é a primeira empresa a receber investimentos da Fundep Participações (Fundepar), criada no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de fomentar startups (empresas jovens e extremamente inovadoras em qualquer área ou ramo de atividade, que procuram desenvolver um modelo de negócio escalável e repetível). Outros projetos de pesquisadores da UFMG também receberão aportes da Fundepar, numa política de incentivo à inovação. No caso da Myleus, o repasse foi de R$ 500 mil. Os recursos estão sendo investidos no desenvolvimento da empresa, especialmente na implementação de laboratório próprio.

“A injeção de recursos na forma de seed money (capital fornecido à empresa num estágio pré-operacional para a construção de um protótipo) em empresas nascentes de base tecnológica é de extrema importância para possibilitar o crescimento e a manutenção do empreendimento. Esse tipo de empresa não tem fôlego para sustentar o seu desenvolvimento no médio prazo e precisa de capital externo para realizá-lo. Essa é uma das bases da economia do conhecimento, para acelerar a transferência do saber acadêmico para o domínio da sociedade”, acrescenta Marcela Drummond.

Outros produtos podem ser investigados

Além dos pescados, os testes podem ser feitos em derivados lácteos, como queijos e leite de búfala, cabra e ovelha, em produtos cárneos processados e in natura, como hambúrguer e linguiças, e em produtos de origem vegetal, como drogas vegetais, chás e madeira. “Os testes são comercializados para empresas ao longo de toda a cadeia produtiva. Devido à sua alta sensibilidade, eles podem ser aplicados até mesmo em amostras já processadas, como um peixe já cozido. A Myleus apoia a iniciativa de órgãos e entidades civis, assim como empresas que se dispõem a combater a fraude por substituição de espécies no Brasil. Nosso papel é suprir essas entidades com as ferramentas necessárias para essa finalidade. Nesse sentido, somos capazes de desenvolver testes de acordo com a demanda de cada um, colocando ferramentas à sua disposição”, diz Marcela. Ela salienta que a Myleus não tem um convênio com o Mapa para fazes os testes com frequência, mas que já há um indicativo de que o órgão tem interesse em implantar uma parceria em breve e, diante disso, a empresa está se preparando para ser um laboratório credenciado pelo ministério.

O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Procon Assembleia, da Vigilância Sanitária, da Procuradoria de Defesa do Consumidor, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Movimento das Donas de Casa, da Proteste e do Ministério da Pesca e Aquacultura, além de outras instituições.

Por Augusto Pio
Fonte: Jornal Estado de Minas
26/01/2015

 

Fundepar na Mídia

Laboratório foi feito com investimento



Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa

A empresa de biotecnologia Myleus, de Belo Horizonte, recebeu em julho deste ano um aporte de R$ 500 mil da Fundep Participações S.A. (Fundepar), subsidiária da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), ligada à UFMG. “O aporte serviu para construir um laboratório e contratar pessoal na área de marketing e comercial”, diz Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus. A única empresa brasileira que faz identificação de animais e vegetais por meio de análise genética atualmente é a Myleus.

Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa. “Nós acompanhamos a gestão no dia a dia da empresa, além de oferecer o networking da Fundep”, explica o diretor da Fundepar, Ramón Azevedo. O objetivo da Fundepar é ajudar que tecnologias desenvolvidas na UFMG se transformem em inovação no mercado. “O ‘know how’ em gestão e a rede de contatos ajudam muito”, confirma Marcela.

Por Ludmila Pizarro
Fonte: Jornal O Tempo
21/11/2014

Delegação russa visita UFMG para conhecer estrutura e processos de inovação



O ritmo de inovação alcançado nos últimos anos pelas universidades brasileiras e o sucesso que elas têm obtido na transferência de tecnologias para o mercado atraíram o olhar de pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia que, nesta quinta-feira, 6, vão visitar a UFMG.

Composta de reitores de quatro universidades, investidores e de representantes de empresas e do governo, a comitiva também traz ao Brasil experiências que podem ser compartilhadas e gerar projetos conjuntos.

Depois de recebidos pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, os integrantes da delegação participarão de reuniões em três áreas. No campo estratégico, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reunirá com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras originadas de pesquisas realizadas na Universidade.

No âmbito acadêmico, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG vão se reunir para discutir projetos com potencial significativo de interação.

Na área de negócios, uma equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) vai conversar com representantes de parques tecnológicos russos. O encontro também terá participação de empresas instaladas no BHTec cujos produtos possam interessar a empresas do país visitante.

À tarde, quando a comitiva estará na Cidade Administrativa, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Uma semana no Brasil

Coordenada por Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, a delegação será recepcionada pelo professor Marcos Pinotti Barbosa, do Departamento de Engenharia Mecânica, que intermediou a visita.

A comitiva tem passado por diversos países e, na América Latina, escolheu o Brasil, onde permanecerá por uma semana em visita a três universidades: UFMG, USP e UFRJ.
Segundo Pinotti, a UFMG foi escolhida por ser uma das mais importantes universidades do Brasil e por seu modelo exemplar na área de inovação. “A UFMG chamou a atenção por ter todas as componentes da trajetória da inovação bem desenvolvidas: excelência acadêmica mundialmente reconhecida, a presença da CTIT, cujo trabalho se destaca no país, e de um parque tecnológico em crescimento, e, para fechar esse ciclo virtuoso da inovação, ainda tem a Fundepar, que financia empresas emergentes”, enumera o professor da Escola de Engenharia.

Pinotti explica que os visitantes querem saber quais desafios tiveram que ser vencidos para que a UFMG alcançasse alta taxa de transferência de tecnologia. “As universidades russas são muito parecidas com as nossas – públicas e geralmente divorciadas do setor industrial, barreira que a UFMG vem quebrando ao longo dos anos”, avalia o professor. De acordo com a CTIT, a UFMG é a maior depositante de patentes entre as universidades federais, com 650 depósitos – 20% dessas tecnologias são licenciadas.

As quatro universidades que compõem a comitiva foram indicadas pelo governo russo para receber mais financiamento em razão de seu potencial para subir nos rankings internacionais de instituições de ensino, ciência e tecnologia. São elas: Universidade Médica Estatal de Samara, Universidade Aeroespacial Estatal de Samara, Universidade Nacional de São Petersburgo – Tecnologias da informação, mecânica e ótica (IFMO) e Universidade Científica Tecnológica (Misis) de Moscou.

Pinotti comenta que um dos indicadores fundamentais para avançar em rankings é contar com a presença de professores estrangeiros, tema que também será objeto de negociação entre os participantes da reunião.

Fonte: Portal de Notícias da UFMG
04/11/2014

Fundepar na Mídia

Fundepar na TV UFMG



Iniciativas empreendedoras da UFMG ganham apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep)

Programa investirá em empreendimentos inovadores da Universidade.

Acompanhe a entrevista do presidente da Fundepar, que apresenta detalhes do projeto, e saiba como participar.

Fundepar na Mídia

Startup na academia



Empresa criada pela UFMG incentiva a transformação de pesquisas em negócios

A Universidade Federal de Minas Gerais começou a testar um novo modelo de financiamento de startups a serem formadas a partir dos trabalhos do meio acadêmico. A instituição selecionou dois empreendimentos que receberão cada um até 500 mil reais, por meio da participação acionária de uma companhia criada pela universidade, a Fundep Participações S.A. (Fundepar). Um acordo deve sair nos próximos dias. Uma delas é a Labfar, que desenvolve soluções farmacêuticas na área cardiovascular, e que surgiu sob a coordenação da UFMG. A outra é Myleus Biotecnologia, prestadora de serviços de análise de DNA, nascida em uma incubadora da federal mineira. Outras 33 propostas foram recebidas e estão em análise. “São todas as iniciativas que temos acompanhado há tempo”, diz Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep).

Depois de participar de um evento no Reino Unido em 2010, Crocco voltou ao Brasil com a ideia: abrir uma empresa subordinada à universidade para participação minoritária no capital de companhias inovadoras. Foi o modelo que ele conheceu na viagem, ao ter contato com a Cambridge Enterprise, da Universidade de Cambridge, a Oxford Management, da Universidade de Oxford, e o Imperial College Business, ligado á Universidade de Londres. “O princípio é ter uma entidade privada para cuidar da relação entre a comunidade acadêmica e o mercado, algo muito problemático no Brasil”, diz Crocco, que atenta para o baixo número de patentes registradas no país como um reflexo dessa deficiência.

O retrato da inovação no Brasil é desalentador. Apesar de o País aparecer em 13º lugar no ranking mundial de artigos acadêmicos, ele é o último colocado entre os BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) em número de pedidos de patentes internacionais. Os investimentos privados em inovação representam apenas 0,55% do PIB nacional, atrás do volume aplicado pela esfera pública, de 0,61%.

A Fundepar foi lançada com um capital de 5 milhões constituído por meio de aporte da Fundep, e obteve recentemente contribuição de outros 6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Está em curso ainda uma negociação para entrada de recursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo é levantar 50 milhões de reais em três anos.

A criação da empresa permitiu um passo além da atividade da Fundep, que é dar suporte ao pesquisador na busca de recursos com entidades fomentadoras, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “A Fundep faz toda a gestão financeira dos recursos captados para a pesquisa. Mas para criar uma startup era preciso mais, e esse será o papel da Fundepar”, diz o professor.

Segundo ele, o trabalho da Fundepar como sócia de empresas novatas será facilitado pela relação já estabelecida entre a universidade e os seus pesquisadores. “Essa é a diferença entre o nosso trabalho e os modelos tradicionais de financiamento no Brasil.” Para Crocco, um dos ruídos existentes no relacionamento entre academia e mercado é a diferença de ritmo. “Podemos ser mais pacientes no retorno do investimento, pois nossa ideia não é ter rentabilidade para aplicar em outra empresa logo. O nosso superávit será para a universidade.”

A distância entre os trabalhos desenvolvidos na academia e no setor privado é apontada com uma das principais dificuldades para aumentar os investimentos em inovação no Brasil. Devido ao tamanho do nó, em 2013 o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para estreitar o relacionamento. O primeiro edital para atrair instituições de pesquisa interessadas em trabalhar com a iniciativa privada tem previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2014. Ele é parte do Inova Empresa, programa federal de incentivo aos investimentos em tecnologia que promete injetar 32 bilhões de reais no biênio 2013/2014, dos quais 22,7 bilhões representam dinheiro novo. Como resultado, espera-se aumentar o quadro de empresas inovadoras no país das 39,3 mil existentes em 2008 para 60 mil em 2014.

“Os esforços do governo têm sido importantes, mas temos uma carência de instrumentos para apoiar as empresas no momento do seu nascimento, como é o caso da Fundepar”, diz Crocco, que acredita que o modelo lançado pela UFMG deve ser multiplicado. Segundo o professor, outras instituições já o procuraram para conhecer a operação da empresa. “A própria iniciativa de colocar a universidade para ajudar a criação de startups já é inovadora”, diz o professor.

Por Samantha Maia
Fonte: Revista Carta Capital
22/01/2014

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