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Interlocução sem fronteiras



Com um modelo inédito no Brasil de financiamento a empresas emergentes, a Fundepar – Fundep Participações – vem se consolidando como uma importante propulsora da transformação do conhecimento em desenvolvimento e benefícios para a sociedade. Reforçando sua essência arrojada, o programa de investimento segue em busca de crescimento para ampliar sua atuação e contribuição.

Em maio, o diretor de Desenvolvimento Institucional da Fundep, professor Pedro Vidigal, e o diretor da Fundepar, Ramon Azevedo, realizaram ampla agenda de visitas em países do Reino Unido e em Israel para verem de perto organizações, tendências e experiências positivas. “Durante 10 dias úteis, realizamos 28 reuniões, em pelo menos sete cidades diferentes, com o objetivo de nos conectarmos com centros de ensino e pesquisa dos países, além de compreender como funciona o ecossistema de inovação nestes lugares”, conta Ramon.

Ente as percepções, buscaram saber como as universidades de ciência e tecnologia se envolvem em capital de risco e realizam o processo de seleção e investimento em startups. Para o agendamento e logística das visitas, os representantes da Fundepar contaram com o suporte dos Consulados Britânico e Israelense.

Contatos, parcerias e resultados

Os diretores conheceram diversos programas, instituições de ensino e pesquisa, entre os quais destacam-se: MassChallenge, considerado um dos maiores programas de aceleração de startups do mundo; Isis Innovation; Innovate UK; UKTI; Cambridge Enterprise; Twitsdx; Beta Technology; Startau, da Universidade de Tel Aviv; The Time; Technion; Universidade Hebraíca; e Matimop.

Nas oportunidades dos encontros, além do conhecimento de práticas, foram identificadas possibilidades de parcerias estratégicas, cooperação técnica, apoio na inserção das investidas no mercado internacional, entre outros resultados.

“O saldo da viagem foi muito positivo, pois pudemos constatar que, apesar de ser pioneira no Brasil, a iniciativa da Fundepar já existe em outros países e é muito bem-sucedida, o que demonstra que estamos no caminho certo. Outro ponto é que a forma como estamos trabalhando é semelhante à que vem sendo feita nessas nações, o que nos dá tranquilidade e segurança para prosseguir”, conclui o professor Pedro.

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CTIT e Fundepar realizam Workshop de fomento ao empreendedorismo para professores da UFMG



O BH-TEC sediou na terça e quarta-feira dessa semana, um Workshop realizado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) em parceria com a Fundepar com o intuito de incentivar o empreendedorismo na UFMG.
De acordo com Leandro Pinheiro, Gerente de Aceleração da Fundepar, o Workshop contou com a participação de professores da universidade possuidores de patentes, com o intuito de apresentar as possibilidades de transferir essas tecnologias para o mercado. “Além do licenciamento que o CTIT realiza das tecnologias patenteadas para empresas interessadas em licenciar, estamos também mostrando para esses professores que eles também podem empreender e criar startups” afirma.

Para a coordenadora do CTIT, Juliana Crepaldi, incentivar o empreendedorismo dentro da universidade é um desafio, uma vez que essa cultura ainda é incipiente no Brasil. “É um desafio por ser uma atividade muito nova, porém, a UFMG tem como tradição incentivar e apoiar institucionalmente esse tipo de ação. A Universidade entende que desenvolver pesquisa e formar pessoas é importante, mas que também pode-se assumir um papel de contribuir para o desenvolvimento tecnológico e para geração de empregos” conclui.

Para essa primeira edição do Workshop foram convidados professores das áreas de exatas, software e engenharias. Durante a ocasião também foi divulgado o Lemonade, um programa de pré-aceleração que prevê o apoio a até 250 alunos, divididos em 50 projetos/ideias/tecnologias, sendo que cada projeto será conduzido por uma equipe de três a cinco pessoas. As inscrições para o Lemonade estão abertas e podem ser realizadas no site: (www.lemonademg.com).

Fonte: BHTec

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Evento de inovação dá oportunidade para empreendedores



Quer vivenciar um pouco da cultura de empreendedorismo do Vale do Silício? Será realizado em Belo Horizonte e em São Paulo, nos dias 23 e 24 de Abril respectivamente, o BRNewTech. O evento, que já teve 57 edições e mais de 7.500 participantes, tem como objetivo fomentar a cultura do empreendedorismo e da inovação com palestras de empreendedores de destaque, nacionais e internacionais, com oportunidades de startups apresentarem o seu pitch e momentos livres de networking.

Com o tema Mapeando o Mundo Através dos Drones: Inovação e Tecnologia, o evento terá como palestrante Christian Sanz, CEO da startup Skycatch. A Skycatch é uma das startups mais inovadoras citadas no meio da tecnologia, tendo como serviço levantamento de dados por mapeamento aéreo automatizado de alta resolução. Utilizando drones, a startup dispensa a necessidade de contratação de pilotos e agrega tecnologia à demanda dos clientes.

O CEO Christian Sanz participará de um painel no evento moderado por Bedy Yang, fundadora da +INNOVATORS e Managing Partner da 500 Startups. Mas este não é o único atrativo do evento. Para aqueles que querem aproveitar o público formado por outros empreendedores, investidores e potenciais clientes, será possível fazer o pitch da sua startup. Para se inscrever, basta enviar um vídeo de 1 minuto e apresentação da startup para o email pitch@brazilinnovators.com. O evento se encerra com atividades de networking entre todos os participantes.

Realizado pela +INNOVATORS em parceria com o SEBRAE e a FUNDEPAR, o evento agrega um conteúdo relevante em um ambiente estimulante que tem tudo para ser uma grande oportunidade para você experimentar o ambiente empreendedor do mundo das startups!

Para se inscrever no evento em BH: http://www.eventbrite.com/e/registo-brnewtech-inovacao-global-e-tecnologias-disruptivas-mapeando-o-mundo-atraves-dos-drones-belo-16439458864?aff=erellivorg

Para se inscrever no evento em SP: http://brazilinnovators.com/brnewtech-drones/

Fonte: Sebrae Minas

Equipe da Myleus (a partir da esquerda): Mariana Bertelli, Marcela Drummond, Rafael Palhares, Estevam Bravo e Daniel Carvalho (sentado) (foto: reprodução do site Galileu)

Myleus, uma empresas que usa testes de DNA para que você não compre gato por lebre



Sabia que quando você compra uma peça de bacalhau pode estar levando para casa outra espécie de peixe menos nobre, como badejo? O mesmo pode acontecer ao comprar extratos de plantas e frutas, como maracujá e ginseng. Queijos também entram no pacote de produtos nos quais é comum a embalagem dizer uma coisa, mas o produto ser outro. Existem queijos de “búfala” e de “cabra” com grande percentual de leite de vaca.

No Brasil, a Myleus faz identificação genética de espécies em produtos de origem animal e vegetal e é especializada em identificar fraudes parecidas com as acima, das quais nem mesmo as multinacionais estão livres. Em 2013, a Nestlé se envolveu num escândalo após ser detectada carne de cavalo em um produto que deveria ter 100% de carne bovina. A propósito, a Myleus está prestes a lançar uma nova tecnologia, capaz de identificar a presença de carne e animais diferentes em um único teste. “Geralmente, essas fraudes visam ganho financeiro, já que o produto é feito com ingrediente mais barato do que o anunciado”, afirma Marcela Drummond, 33, presidente da Myleus. “Também há casos de fraudes para acobertar crimes ambientais, como a pesca indevida de peixes em período de reprodução.”

Os fundadores da empresa se conheceram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um deles, o biólogo Daniel Carvalho, pesquisava identificação genética em pescados — Myleus é o nome científico do peixe pacú — quando aproveitou a abertura de um edital da Inova, incubadora de empresas de tecnologias da UFMG, para formalizar a startup, em 2010. A empresa passou cerca de dois anos na incubadora e recebeu aporte de 15 000 reais para migrar da academia para o mercado.

Hoje, Daniel é conselheiro científico da Myleus e se dedica à carreira acadêmica, como professor na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

COMO SUSTENTAR UMA STARTUP DE BIOTECNOLOGIA?

Uma startup de biotecnologia opera em um setor mais tradicional e menos dinâmico, economicamente, do que o de serviços ao consumidor. Por outro lado, como tem raízes na academia, há chances de conseguir apoio e financiamento em instituições que apoiam a pesquisa e o desenvolvimento. Nos últimos anos, a Myleus venceu editais como os da Fapemig e do CNPq, angariando o valor total de 700 000 reais. “Esse dinheiro não pode ser usado para compor o caixa da empresa, mas ajuda em gastos com equipamentos e com funcionários dedicados à pesquisa”, diz Marcela.

Os sócios da Myleus, Marcela, Rafael e Estevam, se conheceram na faculdade (foto: reprodução O Estado de Minas).

Os sócios da Myleus, Marcela, Rafael e Estevam, se conheceram na faculdade (foto: reprodução O Estado de Minas).

Tirando estes apoios, a briga é para se consolidar no mercado. A Myleus trabalha com três grupos de clientes. O primeiro é formado por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e autoridades sanitárias que contratam a empresa para ajudar em fiscalizações. Ano passado, a empresa foi contratada pela Prefeitura de Florianópolis para analisar se os peixes vendidos na cidade tinham a procedência descrita nas embalagens. Resultado: 40% das amostras foram reprovadas. Vendia-se peixe donzela como bacalhau do porto e peixe panga como linguado.

Num outro estudo bem curioso — e que mostra a necessidade de que existam mais empresas com este propósito de “comprovar se o que é dito é real” — foi feito em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz. O objetivo era analisar 290 amostras de remédios fitoterápicos vendidos em Minas Gerais. O resultado foi alarmante: cerca de 50% dos produtos eram fraudulentos e, no caso das amostras de produtos que deveriam ter maracujá na fórmula, 100% eram falsos e não apresentaram substâncias provenientes da fruta.

Outro grupo de clientes da startup mineira são empresas que querem certificar a qualidade dos produtos de sua cadeia de fornecedores. Um grande supermercado, por exemplo, pode testar os produtos provenientes da indústria alimentícia. Por sua vez, a indústria pode testar insumos comprados de criadores de animais.

QUEM TEM MEDO DE SER TESTADO?

O terceiro grupo de clientes — e talvez os que mais se aproximem de ter um propósito semelhante ao da Myleus — são as empresas que querem receber um tipo de certificado de qualidade. Essas empresas têm proatividade para atestar com antecedência a origem de seus produtos para passar mais credibilidade ao mercado. Marcela comenta:

“Nosso campo de atuação é bem grande, mas muitos donos de empresas ainda não têm a consciência da importância dos testes de identificação genética”

Atualmente, os clientes do serviço de identificação de espécies ainda não geram receitas expressivas para a Myleus. Para sustentar o caixa, a empresa faz testes de sequenciamento de DNA para outros pesquisadores, que atuam em biotecnologia mas não têm os equipamentos necessários para realizar esse tipo de análises. “Temos cerca de 150 pesquisadores de universidades, instituições de pesquisa e empresas como clientes, que representam 80% do faturamento da Myleus”, conta Marcela.

Para ajudar na árdua missão de captar mais clientes na área em que escolheu atuar, a Myleus percebeu que precisaria de ajuda externa e contratou a ProspectaInc no fim de 2014 com a missão de encontrar interessados em seus serviços e agendar encontros de negócios – como se fosse uma terceirização do departamento comercial. Os consultores também ajudam os empreendedores da Myleus a desenvolverem noções de venda e negociação, para que no futuro a empresa possa fechar novos contratos sozinha.

Além do reforço na área comercial, a consultoria também promoveu a reformulação do site da Myleus. Gerar conteúdo relevante é uma tática do Inbound Marketing, técnica que a Prospecta trouxe para a Myleus. “Um dos temas tratados no blog será os problemas jurídicos que as fraudes podem trazer para a empresa, além de comprometer sua imagem e reputação”, diz Marcela.

Em 2014, a Myleus também deu mais dois grandes passos para se solidificar no mercado. A empresa passou a fazer parte da incubadora Habitat, iniciativa do instituto Biominas em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais e a UFMG. Faz sentido voltar a ser incubada? Marcela acredita que sim:

“Essa nova fase de incubação vai ajudar a empresa a montar uma estrutura própria de laboratório e capacitar funcionários”

O outro incentivo para crescer veio da Fundepar, fundo de investimento ligado a UFMG para apoiar empresas inovadoras que nasceram de centos de pesquisas da universidade. O investimento de 500 000 reais tem sido usado para alavancar as vendas da empresa. “O contrato com a Prospecta, por exemplo, só foi realizado após o aporte”, diz a empreendedora. Com os novos investimentos, a empresa espera multiplicar as receitas em cinco vezes em 2015. Se tudo ocorrer conforme as expectativas, muito gato por lebre será desvendado.

Por: Joaquim Amaral
Data: 27/03/2015
Fonte: http://projetodraft.com/

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Fundepar investe no Techmall, aceleradora parte do Start-Up Brasil



O Techmall sediou, nesta terça-feira (31/3), cerimônia que formaliza a parceria com a Fundep Participações S.A. – Fundepar. O objetivo é ampliar a atuação do Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada.

Com essa parceria, a Fundepar – programa de investimento para startups oriundas de iniciativas realizadas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – proporcionará às tecnologias investidas o acesso aos serviços oferecidos pelo programa de aceleração de empresas.

A iniciativa se efetiva como uma oportunidade de expansão do escopo de trabalho da Fundepar, que, em sua essência, disponibiliza aporte financeiro em projetos de professores e pesquisadores da Universidade para a viabilidade e estruturação das empresas emergentes que visam à comercialização de inovações, colaborando para a transferência de conhecimento para a sociedade.

A expectativa da parceria entre a Fundepar e o Techmall é a obtenção de um braço de atuação que antecede a cadeia de investimentos, a fim de que as empresas se estruturem, preparando-se para um grau de maturidade que possibilite o aporte de novos recursos.

Além disso, a Fundepar terá o potencial de prospecção ampliado pelo Techmall que, atualmente, integra o programa Startup Brasil, do governo federal.

O evento desta terça-feira contou com a participação do presidente da Fundep, professor Alfredo Gontijo de Oliveira; do diretor de desenvolvimento institucional da Fundep, professor Pedro Vidigal; Ramon Azevedo, diretor da Fundepar; equipe Fundepar, de sócios do Techmall e de empresas startups aceleradas.

Mais informações

O Techmall

O Techmall origina-se de um projeto da UFMG. Com pouco mais de um ano de atividades, é reconhecida como uma das 10 melhores aceleradoras do país, segundo o Startup Brasil. Atualmente, a empresa possui 13 startups em seu portfólio.

A Fundepar

Corroborando sua essência arrojada, a Fundepar prepara novas formas de interlocução com os atores do ecossistema da inovação e, nesse sentido, lançará diferentes serviços e oportunidades para a comunidade da UFMG. A iniciativa visa contribuir para a evolução das empresas investidas fornecendo capital e know-how para que o empreendimento possa seguir seu caminho de maneira independente. Para isso, a modalidade de investimento praticada é o seed money (capital semente). Com o Programa, a Fundep é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio em empreendimentos dessa natureza. Também inédito no país, o modelo de financiamento segue a tendência de experiências bem-sucedidas de universidades estrangeiras.

Conheça o Techmall: http://www.techmallsa.com.br/

Data: 01/04/2015
Fonte: Startup Brasil

Equipe da empresa Myleus faz teste de DNA para certificar origem de produtos. Na foto, Marcela Drummond, Pollyana de Carvalho, Estevam Bravo Neto e Rafael Palhares

Teste de DNA com tecnologia de startup mineira garante qualidade de produtos



Foram aplicadas análises em pescados no Sul do Brasil e comprovaram fraude. Outros alimentos, como laticínios e carnes, podem passar pelo processo

Resultados de uma ação desenvolvida em Florianópolis (SC), com base em tecnologia de uma startup mineira que teve como investidor um fundo nascido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Myleus Biotecnologia, foram recentemente apresentados em evento em Belo Horizonte, e indicaram que testes de DNA podem mostrar se um alimento foi fraudado. O trabalho feito no ano passado na ilha, localizada no Sul do Brasil, permitiu a identificação de peixes comercializados clandestinamente. Os resultados foram documentados em artigo publicado na revista científica inglesa Food Control.

A partir da análise de moléculas dos peixes, chegou-se à conclusão de que 24% das 30 amostras coletadas em supermercados, peixarias e restaurantes de Florianópolis apresentavam fraudes. Estas correspondem, na maioria dos casos, à venda de espécies de qualidade inferior à anunciada e/ou incompatíveis com a normatização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse tipo de teste evita que o consumidor pague por algo que não está consumindo, além de problemas de saúde relacionados à alergia a determinados produtos. A certificação protege ainda os produtores sérios da concorrência desleal. “A análise do DNA pode contribuir para que os produtores ofereçam produtos certificados e os consumidores possam conhecer a qualidade dos alimentos que chegam à mesa. Os testes são realizados em pequenas amostras dos produtos, que podem ser enviadas à empresa ou coletadas pela mesma”, salienta Marcela Drummond, presidente da Myleus Biotecnologia.

Os testes são utilizados para verificar se a espécie presente em um determinado produto de origem animal ou vegetal é a mesma que aquela declarada no rótulo ou no informativo do produto. “Em Florianópolis, foram analisadas 30 amostras de pescados coletadas em supermercados, mercados, peixarias e restaurantes. Dessas, 24% não pertenciam à espécie declarada no momento da venda. O DNA do material biológico contido em uma amostra é analisado e tem-se o resultado sobre a espécie presente. São realizados, então, testes de DNA que nos permitem saber quais espécies estão presentes em determinado produto de origem animal ou vegetal”, acrescenta Marcela.

Ela ressalta que os testes são úteis para a detecção da fraude por substituição de espécies. “Na grande maioria dos casos, essa é uma fraude econômica, já que o produto é substituído por outro de menor valor agregado. A fraude pode levar a problemas para a saúde humana, já que o consumidor consome um determinado alimento ou droga vegetal sem saber o que está consumindo, podendo levar a problemas alérgicos, por exemplo. Ainda, algumas vezes, encontramos espécies ameaçadas de extinção sendo vendidas no lugar daquela declarada no momento da venda. Dessa maneira, os testes podem ser utilizados por indústrias, supermercados, restaurantes, para se protegerem de uma possível fraude de seus fornecedores. Esses mesmos players podem usar os testes para garantir ao seu consumidor final que os seus produtos não são fraudados e têm uma garantia da espécie ali presente. Além disso, o teste pode ser usado por órgãos de inspeção e por órgãos de proteção ao consumidor para fiscalizar os produtos que estão sendo comercializados no país”, acrescenta a presidente da Myleus Biotecnologia.

A Myleus Biotecnologia é a primeira empresa a receber investimentos da Fundep Participações (Fundepar), criada no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de fomentar startups (empresas jovens e extremamente inovadoras em qualquer área ou ramo de atividade, que procuram desenvolver um modelo de negócio escalável e repetível). Outros projetos de pesquisadores da UFMG também receberão aportes da Fundepar, numa política de incentivo à inovação. No caso da Myleus, o repasse foi de R$ 500 mil. Os recursos estão sendo investidos no desenvolvimento da empresa, especialmente na implementação de laboratório próprio.

“A injeção de recursos na forma de seed money (capital fornecido à empresa num estágio pré-operacional para a construção de um protótipo) em empresas nascentes de base tecnológica é de extrema importância para possibilitar o crescimento e a manutenção do empreendimento. Esse tipo de empresa não tem fôlego para sustentar o seu desenvolvimento no médio prazo e precisa de capital externo para realizá-lo. Essa é uma das bases da economia do conhecimento, para acelerar a transferência do saber acadêmico para o domínio da sociedade”, acrescenta Marcela Drummond.

Outros produtos podem ser investigados

Além dos pescados, os testes podem ser feitos em derivados lácteos, como queijos e leite de búfala, cabra e ovelha, em produtos cárneos processados e in natura, como hambúrguer e linguiças, e em produtos de origem vegetal, como drogas vegetais, chás e madeira. “Os testes são comercializados para empresas ao longo de toda a cadeia produtiva. Devido à sua alta sensibilidade, eles podem ser aplicados até mesmo em amostras já processadas, como um peixe já cozido. A Myleus apoia a iniciativa de órgãos e entidades civis, assim como empresas que se dispõem a combater a fraude por substituição de espécies no Brasil. Nosso papel é suprir essas entidades com as ferramentas necessárias para essa finalidade. Nesse sentido, somos capazes de desenvolver testes de acordo com a demanda de cada um, colocando ferramentas à sua disposição”, diz Marcela. Ela salienta que a Myleus não tem um convênio com o Mapa para fazes os testes com frequência, mas que já há um indicativo de que o órgão tem interesse em implantar uma parceria em breve e, diante disso, a empresa está se preparando para ser um laboratório credenciado pelo ministério.

O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Procon Assembleia, da Vigilância Sanitária, da Procuradoria de Defesa do Consumidor, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Movimento das Donas de Casa, da Proteste e do Ministério da Pesca e Aquacultura, além de outras instituições.

Por Augusto Pio
Fonte: Jornal Estado de Minas
26/01/2015

 

Fundepar na Mídia

Laboratório foi feito com investimento



Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa

A empresa de biotecnologia Myleus, de Belo Horizonte, recebeu em julho deste ano um aporte de R$ 500 mil da Fundep Participações S.A. (Fundepar), subsidiária da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), ligada à UFMG. “O aporte serviu para construir um laboratório e contratar pessoal na área de marketing e comercial”, diz Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus. A única empresa brasileira que faz identificação de animais e vegetais por meio de análise genética atualmente é a Myleus.

Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa. “Nós acompanhamos a gestão no dia a dia da empresa, além de oferecer o networking da Fundep”, explica o diretor da Fundepar, Ramón Azevedo. O objetivo da Fundepar é ajudar que tecnologias desenvolvidas na UFMG se transformem em inovação no mercado. “O ‘know how’ em gestão e a rede de contatos ajudam muito”, confirma Marcela.

Por Ludmila Pizarro
Fonte: Jornal O Tempo
21/11/2014

Delegação Russa - Foto: Foca Lisboa/UFMG

Em recepção a delegação russa, vice-reitora reforça compromisso da UFMG com ampliação de parcerias internacionais



O desejo da UFMG de ampliar parcerias internacionais foi reafirmado, na manhã desta quinta, 6, pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, durante encontro com delegação formada por pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia. “Esta missão se reveste de um significado especial e histórico, porque se trata da primeira visita de uma delegação dessa magnitude em nossa Universidade e em Minas Gerais”, ressaltou.

“Queremos diversificar nossas parcerias acadêmicas. Esse é um dos objetivos centrais da nossa política internacional para os próximos anos, em especial com países do Brics [grupo econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], com destaque para a Rússia, cujas parcerias ainda são incipientes. Podemos nos ajudar em campos de interesse mútuo. Acreditamos que poderão surgir parcerias muito frutíferas”, destacou.

Artem Shadrin, diretor do Departamento de Inovação do Ministério de Economia e Desenvolvimento da Rússia, falou da importância das universidades na promoção da inovação. “Quando trabalhamos a fundo com o tema inovação, chegamos à conclusão de que sua base é a universidade. Considerando o papel histórico de educar e fazer pesquisas científicas, a universidade se torna fonte de inovações. Nossa expectativa é discutir pontos de interesse mútuo para ampliar essa cooperação”, reforçou.

Evgeny Kuznetsov, diretor de gerenciamento de projetos da empresa Russian Venture Company (RVC), destacou o rápido desenvolvimento por que passa o sistema de inovação na Rússia, com crescimento significativo de investimentos. “Nosso objetivo agora é envolver nesse processo de inovação universidades e grandes empresas. Durante essa visita ao Brasil, percebemos que as universidades e empresas têm obtido resultados relevantes”, afirmou.

A coordenadora da delegação, Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, agradeceu o interesse da UFMG em receber a comitiva e reforçou a expectativa por parcerias. “Nossa delegação representa diversas regiões e cidades da Rússia e conta também com um integrante bielorusso. Quando preparávamos a visita, tínhamos o objetivo concreto de efetuar parcerias e intercâmbios entre os pesquisadores das nossas universidades durante esse encontro. Esperamos que os resultados em cooperação venham em breve”, destacou.

A vice-reitora Sandra Goulart Almeida informou que, em dezembro deste ano, o reitor Jaime Ramírez vai integrar comitiva de membros de universidades brasileiras que visitará a Rússia. “Nossa expectativa é de que o encontro de hoje se desdobre em resultados nessa visita de dezembro e em encontros futuros”, afirmou.

Grupos temáticos de discussão

Após a recepção, a delegação se dividiu para discussão em três grupos distintos. Na área estratégica, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reuniu com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras nascidas de pesquisas realizadas na Universidade.

Na área acadêmica, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG se reuniram para discutir possibilidades de interação. No campo de negócios, equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) conversou com representantes de parques tecnológicos russos.

Durante a tarde, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Fonte: Jornal Brasil On-line
Foto: Foca Lisboa/UFMG
07/11/2014

MYLEUS é a nova empresa incubada na HABITAT



Nos dois últimos meses a HABITAT concluiu a entrada de mais uma empresa para o seu programa de incubação. A MYLEUS Biotechnology foi selecionada na última chamada aberta e é a terceira empresa a ser incubada este ano na HABITAT.

A MYLEUS nasceu em 2010 com o nome de Valid Biotecnologia. Foi criada como uma spin-off do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação Genético-Sanitária da Pecuária Brasileira (INCT-IGSPB), sediado na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais e, como muitas outras incubadas na HABITAT, é uma empresa que passou pelo programa de pré-incubação da INOVA, a incubadora de empresas da UFMG.

A proposta da MYLEUS que, já é uma empresa operacional e com produtos no mercado, é a identificação genética de espécies em produtos de origem animal e vegetal, ou seja, a realização de testes de DNA para indicação de espécies presentes em determinado produto diante da necessidade de oferecer garantias que o produto em questão é da espécie anunciada ou informada.

Este tipo de solução tem o potencial de evitar, por exemplo, fraudes e até a salvar espécies ameaçadas. “A pesquisa pode ser feita no supermercado, no restaurante e até depois que o alimento já foi frito ou cozido” explica Marcela Gonçalves Drummond, bióloga e presidente da empresa*.

Nova incubada é investida pela FUNDEPAR

A MYLEUS é a primeira empresa a ser investida pela FUNDEPAR, empresa criada pela FUNDEP (UFMG) que opera em formato de fundo de investimento para apoiar empresas oriundas de pesquisas da UFMG.

A FUNDEPAR, que inaugura no Brasil um modelo bem sucedido em universidades de países desenvolvido, tem o objetivo de colaborar para a transferência de conhecimento e agregar valor ao processo produtivo nacional por meio do aporte de recursos. Além disso, terá participação ativa na gestão e irá contribuir não só com recursos financeiros, mas também com a expertise da UFMG e da FUNDEP em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento e projetos.

A MYLEUS já tem ‘vida’ ativa na HABITAT

Nesta nova fase, a empresa busca, na HABITAT, se dedicar à estruturação de uma planta laboratorial própria para consolidar o negócio, intensificar os serviços já prestados e avançar no desenvolvimento de novos serviços que pretende levar ao mercado.

Como uma das primeiras atividades, a empresa participou de um workshop para a elaboração de Plano de Incubação de acordo com o modelo adotado e criado pela HABITAT, trabalhando com os eixos tecnologia, mercado, gestão e capital. Além disso, a evolução da empresa já começou a ser monitorada e a empresa já participa dos cursos de curta-duração oferecidos pelo Circuito HABITAT de Qualificação.

Visite o site da MYLEUS  e veja abaixo outras notícias da MYLEUS na mídia:

Detetives de alimentos

Fomento econômico na UFMG

*Fala de Marcela Drumond, presidente da MYLEUS em entrevista para a matéria ‘Detetives de alimentos’ da Revista Galileu.

Fonte: Site da HABITAT
30/07/2014

 

Delegação russa visita UFMG para conhecer estrutura e processos de inovação



O ritmo de inovação alcançado nos últimos anos pelas universidades brasileiras e o sucesso que elas têm obtido na transferência de tecnologias para o mercado atraíram o olhar de pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia que, nesta quinta-feira, 6, vão visitar a UFMG.

Composta de reitores de quatro universidades, investidores e de representantes de empresas e do governo, a comitiva também traz ao Brasil experiências que podem ser compartilhadas e gerar projetos conjuntos.

Depois de recebidos pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, os integrantes da delegação participarão de reuniões em três áreas. No campo estratégico, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reunirá com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras originadas de pesquisas realizadas na Universidade.

No âmbito acadêmico, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG vão se reunir para discutir projetos com potencial significativo de interação.

Na área de negócios, uma equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) vai conversar com representantes de parques tecnológicos russos. O encontro também terá participação de empresas instaladas no BHTec cujos produtos possam interessar a empresas do país visitante.

À tarde, quando a comitiva estará na Cidade Administrativa, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Uma semana no Brasil

Coordenada por Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, a delegação será recepcionada pelo professor Marcos Pinotti Barbosa, do Departamento de Engenharia Mecânica, que intermediou a visita.

A comitiva tem passado por diversos países e, na América Latina, escolheu o Brasil, onde permanecerá por uma semana em visita a três universidades: UFMG, USP e UFRJ.
Segundo Pinotti, a UFMG foi escolhida por ser uma das mais importantes universidades do Brasil e por seu modelo exemplar na área de inovação. “A UFMG chamou a atenção por ter todas as componentes da trajetória da inovação bem desenvolvidas: excelência acadêmica mundialmente reconhecida, a presença da CTIT, cujo trabalho se destaca no país, e de um parque tecnológico em crescimento, e, para fechar esse ciclo virtuoso da inovação, ainda tem a Fundepar, que financia empresas emergentes”, enumera o professor da Escola de Engenharia.

Pinotti explica que os visitantes querem saber quais desafios tiveram que ser vencidos para que a UFMG alcançasse alta taxa de transferência de tecnologia. “As universidades russas são muito parecidas com as nossas – públicas e geralmente divorciadas do setor industrial, barreira que a UFMG vem quebrando ao longo dos anos”, avalia o professor. De acordo com a CTIT, a UFMG é a maior depositante de patentes entre as universidades federais, com 650 depósitos – 20% dessas tecnologias são licenciadas.

As quatro universidades que compõem a comitiva foram indicadas pelo governo russo para receber mais financiamento em razão de seu potencial para subir nos rankings internacionais de instituições de ensino, ciência e tecnologia. São elas: Universidade Médica Estatal de Samara, Universidade Aeroespacial Estatal de Samara, Universidade Nacional de São Petersburgo – Tecnologias da informação, mecânica e ótica (IFMO) e Universidade Científica Tecnológica (Misis) de Moscou.

Pinotti comenta que um dos indicadores fundamentais para avançar em rankings é contar com a presença de professores estrangeiros, tema que também será objeto de negociação entre os participantes da reunião.

Fonte: Portal de Notícias da UFMG
04/11/2014

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