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Investimento na Zunnit Sistemas Inteligentes

Fundepar realiza investimento na Zunnit



Instituição formaliza parceria com empresa especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento de usuários e deep learning

A Fundepar (Fundep Participações S.A.) apoia empresas emergentes inovadoras, aportando recursos para estruturação de empresas de base tecnológica. No dia 6 de julho, foi efetivado mais um investimento: com a empresa Zunnit Sistemas Inteligentes, que passa a integrar o portfólio da Fundepar. A Zunnit começou sua atuação na área de análise preditiva (previsões testáveis) para avaliação de comportamento, segmentação e perfil de usuários em sites de notícias, e-commerce, blogs e portais, com o objetivo de oferecer produtos ou indicar ações personalizadas.

Recentemente, o foco da empresa vem ganhando novas perspectivas com a incorporação de tecnologias de Deep Learning e análise de Big Data. A convergência dessas duas técnicas permite compreender e automatizar processos das empresas, aumentando, assim, os índices de vendas e eficiência. Enquanto o Big Data é a tecnologia para armazenamento de dados em quantidades massivas, o Deep Learning realiza a “leitura” desse conjunto de informações, estabelecendo padrões e classificações. Trata-se de ferramentas aplicáveis a diversos segmentos de negócio e de grande utilidade para a tomada de decisões estratégicas e implementação de ações específicas.

Ao formalizar a parceria, a Fundepar se torna sócia do empreendimento. “Vários motivos nos levaram à decisão pelo investimento na Zunnit, tais como o perfil da equipe – com histórico empreendedor de sucesso – e a área de atuação, que é promissora para novos negócios”, explica o diretor da Fundepar, Ramon Dias de Azevedo.

Do laboratório para o mercado

A Zunnit foi concebida nos laboratórios dos professores Nivio Ziviani e Alberto Laender, do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG. Ao final de 2011, a própria Universidade se tornou sócia do empreendimento a partir de um modelo inovador de transferência de tecnologia. As atividades expandiram-se e a empresa passou a funcionar no BHTec, Parque Tecnológico de Belo Horizonte, na região da Pampulha, a sede atual.

O DCC da UFMG é considerado referência em empreendedorismo na área de computação no Brasil. Entre os casos de sucesso, que contam com a participação do professor Ziviani, estão a Miner Technology Group, criada em 1998 e adquirida no ano seguinte pelo grupo Folha de São Paulo/UOL, e a Akwan Information Technologies, projetada em 2000 e vendida, em 2005, para o Google.

O professor Nivio Ziviani destaca a relevância do envolvimento da Fundepar no negócio. “Esse aporte financeiro é muito importante para ampliar o trabalho de engenharia e a capacidade de produção. É uma parceria que nos permitirá maior governança de todos os tipos de captação de recursos, além do incremento da área comercial com as ações de networking”, detalha.

Gestão sob novo olhar

Nesse novo momento da gestão da Zunnit, a expectativa é o aprimoramento dos produtos e reforço da atividade comercial. Para isso, “a prioridade é a elaboração dos planejamentos estratégico e orçamentário de curto prazo”, revela Leandro Pinheiro Cintra, gerente de aceleração da Fundepar, que atuará na diretoria administrativa-financeira da Zunnit.

Em seguida, o foco será a implementação de ferramentas de governança corporativa. Segundo Leandro, “é um privilégio participar, de forma sistemática, das atividades da Zunnit e poder apoiar a tomada de decisões da empresa”.

Investidas da Fundepar

Além da parceria com a Zunnit, a Fundepar possui duas investidas, a Myleus Biotecnologia – que é a primeira empresa brasileira a atuar na área de análises genéticas para certificação de produtos de origem animal e vegetal – e o Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada.

Conheça a Zunnit: http://www.zunnit.com/

A ideia como propulsora do negócio



Workshop reuniu especialistas e pessoas interessadas em ser a nova geração de empreendedores

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Uma das discussões do evento foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores/Débora Silveira / Divulgação

Estudantes, empresários, representantes do governo e especialistas se reuniram durante três dias, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para discutir inovação. Promovido pelo professor da UFMG Marcos Pinotti e pela empresária russa, fundadora e CEO da Sherpa S Pro, Evgeniya Shamis, o 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de novembro e permitiu o encontro entre agentes de inovação do país e do mundo e estudantes, público interessado em ser a nova geração de empreendedores.

Uma das principais discussões foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores. Os palestrantes destacaram que, ao contrário do que muita gente pensa, o dinheiro não é uma realidade tão distante e está ansiosamente à procura de boas ideias. O cofundador do escritório de advocacia Lopes e Lemos, Eduardo Lemos, afirmou que o Brasil já está atrasado no que diz respeito a colocar ideias em prática. Ele citou grandes criações que tiveram suas primeiras raízes no país, mas foram exploradas e desenvolvidas por outros, como o avião, a bina e o wireless.

Para Lemos, o segredo da inovação está em ideias que resolvam problemas práticos. “Temos que entender que os problemas podem ser grandes oportunidades que vão nos levar a algum lugar. O Google é um exemplo disso: os criadores resolveram desenvolver um algorítmico para organizar a internet e transformaram isso num grande negócio”, afirmou.

Ele destaca que, no passado, as empresas se preocupavam primeiro com o desenvolvimento de um negócio rentável para só então ter uma ideia inovadora. Hoje, a inovação é o pontapé para a criação de uma empresa. “Antes o raciocínio era de que negócio mais dinheiro é igual a ideia. Hoje, ideia mais dinheiro é igual a negócio”, diz.

Já o diretor da administradora de fundos da Culturinvest, Cristiano Garcia, lembrou que as ideias são importantes, mas elas não sobrevivem sozinhas. De acordo com ele, um bom negócio depende de uma gestão eficiente. “O talento e uma ideia sozinhos significam muito pouco e não atraem capital. Falta uma ênfase na gestão: não adianta transformar pesquisa em empresa se não houver um ambiente de negócios apropriado”, frisou.

Ele afirma que é nesse momento em que os órgãos fomentadores devem agir mais com investimento. “ importante lembrar que investimento é diferente de financiamento. Financiar é participar, mas não se envolver. Investimento é participação intensa, não dá para sair impune, você deixa um pedaço seu no negócio. Hoje, os órgãos de fomento têm financiado mais do que investido”, avalia.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

Fundepar na Mídia

UFMG se torna centro de excelência com investimentos em pesquisa e inovação



Ancorada em cursos de graduação e pós-graduação bem avaliados, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se tornou um centro de excelência universitária com a realização de investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação.

Para alcançar os melhores postos de classificação em indicadores de qualidade, como o internacional QS (Quacquarelli Symonds) e o Enade (avaliação do ensino superior), a universidade investe fortemente também em parcerias, públicas e privadas.

Esse trabalho resulta, por exemplo, no número de patentes depositadas no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), ficando atrás apenas da USP. Até 2012, eram 530 –sendo 75 no ano passado e outras 75 em 2011.

A universidade tem quase cem contratos de transferência de tecnologia assinados com empresas nacionais e internacionais.

“A Google está em BH porque foi transferido know-how da UFMG para ela”, disse o reitor Clélio Campolina.

“Fazemos grande esforço de pesquisa, captando apoios de instituições de fomento: CNPq, Capes, Fapemig, Finep. Fazemos muitos contratos com empresas –como Petrobras, Cemig e Embraer. São pesquisas que estão sendo desenvolvidas dentro da UFMG”, completou.

Novos passos estão sendo dados. O reitor cita a construção de um centro de transferência de tecnologia, que deverá estar concluído em 15 meses, além da criação de uma fundação de apoio e desenvolvimento à pesquisa.

A “Fundep S/A” dará mais autonomia gerencial e captará recursos com instituições de fomento. “BNDES, Finep, BDMG e Sebrae vão colocar recursos para a UFMG investir em empreendimentos de alta tecnologia”, disse.

O investimento em infraestrutura é grande, segundo o reitor. A UFMG possui, por exemplo, um centro de microscopia eletrônico que virou referência nacional.

Para Campolina, todo esse investimento em pesquisa e tecnologia não teria sentido se não houvesse investimento nos alunos e professores.

“Depois da USP, a UFMG foi a universidade que mais mandou alunos de graduação para o exterior pelo Ciência sem Fronteira neste semestre: quase mil”, disse.

Dos quase 3.000 professores, 85% têm doutorado. Na última avaliação da Capes, 25 de 58 programas de pós-graduação foram classificados no padrão de “excelência internacional” –atualmente são 62.

Por Paulo Peixoto
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
28/05/2013

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