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Desafio Senai-Fundepar



A Fundepar, gestora de um programa de investimentos que apoia empresas emergentes, disponibiliza aporte extra de recursos para startups de base tecnológica de Minas Gerais ou que tenham interesse em estabelecer-se no estado.

Para este desafio, serão aceitas apenas ideias que se encaixem na categoria A (inovação tecnológica).

Ao todo, os projetos que se encaixarem neste desafio poderão receber aportes até R$ 900 mil, sendo R$ 400 mil provenientes do SENAI e R$ 500 mil da Fundepar.

O montante disponibilizado pelo SENAI é destinado ao custeio do desenvolvimento tecnológico necessário no projeto, enquanto o valor o recurso oferecido pela instituição-âncora destina-se a custeio da operação da startup e demais despesas estratégicas para o desenvolvimento do negócio.

Temas do desafio: Internet das coisas, internet industrial das coisas ou dispositivos vestíveis, preferencialmente associados à análise de bigdata.

Mais informações: http://www.portaldaindustria.com.br/senai/canais/edital-senai-sesi-de-inovacao/edital-2016/desafios/

Inscrições: http://plataforma.editaldeinovacao.com.br/

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Conquistas de 2015 e expectativas para 2016



Instituída oficialmente em 2013, a Fundep Participações S.A. (Fundepar) é a primeira empresa de investimentos criada por uma fundação de apoio à pesquisa com a missão de desenvolver negócios emergentes de origem acadêmica, inovadores e com alto potencial de crescimento. Apresentamos um retrospecto deste ano e compartilhamos as expectativas para 2016.

A crise política e econômica vivenciada pelo Brasil produziu efeitos indesejáveis, em maior ou menor grau, em diversos setores da economia e da sociedade. Apesar do ano difícil e da falta de perspectiva de melhoria em curto prazo, acreditamos que o empreendedorismo de base tecnológica é, mais do que nunca, uma grande oportunidade para geração de renda, emprego e competitividade para a economia nacional. Dessa forma, temos trabalhado com afinco para criar, por meio do capital inteligente (smart money) e da articulação com os demais atores da cena de inovação nacional, um ambiente propício para o desenvolvimento de novos negócios de base tecnológica.

Para a Fundepar, 2015 começou com um objetivo claro: se consolidar no ecossistema de inovação mineiro como um mecanismo eficaz de apoio à transferência de tecnologia por meio do empreendedorismo. Consideramos que essa missão foi cumprida. Entre os principais fatos protagonizados pela Fundepar neste ano, tivemos, em julho, o investimento na Zunnit Technologies. A empresa fundada por Nívio Ziviani,  Professor Emérito do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, reconhecido internacionalmente por suas pesquisas e pelo histórico de sucesso como empreendedor, desenvolve ferramentas de segmentação de perfil e análise preditiva para o mercado corporativo. Mais recentemente, no final de setembro, a Fundepar formalizou o investimento na Detechta Biotecnologia, empresa especializada no desenvolvimento de kits de diagnóstico e vacinas para humanos e animais, que surgiu como spin-off do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV) e das pesquisas dos professores Ricardo Tostes Gazzinelli e Flávio da Fonseca, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, e Ana Paula Fernandes, da Escola de Farmácia da UFMG.

Ainda antes de Zunnit e Detechta, a Fundepar incorporou ao seu portfólio a Techmall S.A. – maior aceleradora de startups de Minas Gerais e credenciada como uma das melhores do país pelo programa Startup Brasil, do Governo Federal. O investimento na Techmall foi a consolidação de uma parceria estratégica que viabilizou o desenvolvimento de mais de 15 novas empresas, somente neste ano. Assim, a Fundepar ampliou a atuação nos estágios iniciais de desenvolvimento das empresas de base tecnológica, além de fortalecer a estrutura de apoio às empresas investidas.

A união entre Fundepar e Techmall atraiu, também, outras instituições de peso do nosso ecossistema, como a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), para a criação do maior programa de pré-aceleração do Brasil, o Lemonade. Em sua primeira edição, realizada entre julho e setembro, foram pré-aceleradas 27 empresas, cujos participantes tiveram acesso a mais de 24 workshops e palestras e 300 horas de mentoria com uma rede de mais de 100 mentores. Seis empresas foram selecionadas para se apresentar na cerimônia de encerramento e todas receberam aporte de capital de investidores presentes no evento. Em conjunto, as empresas vencedoras da 1ª edição do Lemonade já negociaram mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros e econômicos.

Diante de todo o trabalho realizado ao longo de 2015, é com satisfação que encerramos o ano com 23 empresas em portfólio, investidas direta ou indiretamente, por meio do Programa Fundep de Investimento em Empresas Emergentes e Inovadoras, do Lemonade e da Techmall S.A. Temos certeza de que o apoio dos parceiros e da comunidade foi essencial para chegarmos até aqui. Por isso, registramos nossos agradecimentos à Fundep, ao Governo de Minas, à Fapemig, ao Sebrae/MG, à Techmall e a todos que confiaram no nosso trabalho, em especial aos empreendedores, protagonistas desse ecossistema.

Para 2016, esperamos obter os primeiros resultados dos investimentos realizados, bem como intensificar nossa atuação em Minas Gerais a partir da prospecção de oportunidades nos principais centros de pesquisa do Estado. Além disso, realizaremos mais seis edições do programa Lemonade – a primeira terá início em 4 de janeiro. No próximo ano, contamos novamente com o apoio da comunidade e de todos os parceiros, em um esforço conjunto para fazer da crise uma oportunidade e tornar o Estado de Minas Gerais uma referência em termos de empreendedorismo e inovação.

Detechta

Nova investida da Fundepar



Formalizada parceria com a empresa Detechta, que realiza pesquisa e desenvolvimento para a indústria de vacinas e diagnósticos para o mercado veterinário e humano

Colaborando para a transferência de conhecimento para a sociedade, a Fundep Participações S.A (Fundepar) disponibiliza apoio a empresas emergentes inovadoras. A todo vapor com essa diretriz, a Fundepar formalizou o quarto aporte, nessa segunda-feira, 21 de setembro. A investida é a Detechta, empresa de base tecnológica voltada à pesquisa e desenvolvimento para a indústria de vacinas e de diagnóstico in vitro, tanto para o mercado humano quanto para o animal.

Idealizada pelos professores Ricardo Tostes Gazzinelli e Flávio da Fonseca, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, e pela professora Ana Paula Fernandes, da Escola de Farmácia da UFMG – pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV) –, a Detechta atua na produção de vacinas, no segmento de testes rápidos e no desenvolvimento de novas tecnologias para diagnósticos mais precisos. “Nós temos experiência na área de desenvolvimento de vacinas veterinárias. Já está no mercado a Leish-Tec, vacina contra leishmaniose visceral canina, a primeira recombinante feita no Brasil; e outras foram e estão sendo criadas com a tecnologia recombinante do INCTV. Além disso, temos um programa de desenvolvimento de testes rápidos para campo e estamos produzindo outra plataforma para diagnóstico ainda mais inovadora. Os testes e diagnósticos incluem a identificação de doenças como leishmaniose, dengue, doença de Chagas e pretendemos ampliar o leque”, explica Gazzinelli. Segundo o professor Flávio, a intenção é uma atuação ampla: “Trabalhamos desde a prevenção, com as vacinas, aos diagnósticos e testes para identificação de doença e também para confirmação da proteção”.

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Investindo em inovação

Os recursos oferecidos pela Fundepar serão aplicados para inserir os produtos da Detechta no mercado. Com a parceria, a Fundepar se torna sócia do empreendimento. “Esse projeto é alinhado ao perfil esperado pela Fundepar. A decisão pelo apoio considerou o corpo técnico de alto nível de qualidade e que trabalha com tecnologia disruptiva, o mercado de atuação, que é de grande relevância científica e social, e, ainda, as contribuições que a Fundepar pode realizar”, diz o diretor da Fundepar, Ramon Dias de Azevedo.

Para a formalização da parceria, a Fundepar vem acompanhando a Detechta há cerca de dois anos. “Contamos com um suporte fundamental da Fundepar nas questões de gestão, plano de negócio e direcionamento das ideias. Aprendemos muito nesse período, estabelecemos uma relação de confiança e interesse mútuo”, afirma o professor Gazzinelli, que complementa: “acreditamos que, com essa parceria, a Detechta será bem sucedida”.

A professora Ana Paula também tem expectativas positivas: “Quando se pode contar com um parceiro como a Fundepar, que investe e ainda facilita todo o processo relativo à administração, legislação, análise de mercado, relacionamento com a indústria e comércio – entre outras questões que muitas vezes nós, pesquisadores, não conseguimos conciliar com as nossas principais atividades –, sentimo-nos mais confiantes. Desconheço uma parceira como a Fundepar, que oferece esse suporte para que a UFMG siga esse campo de ‘inovar em inovação’”.

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Portfólio Fundepar

A Fundepar possui, além da Detechta, outras três investidas: a Myleus Biotecnologia, que é a primeira empresa brasileira a atuar na área de análises genéticas para certificação de produtos de origem animal e vegetal; o Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada; e a Zunnit, especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento de usuários e deep learning.

Biominas Brasil e SEBRAE Minas lançam Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais



 

Diagnóstico aponta oportunidades de crescimento e contribui para discussões sobre temas como inovação, parcerias, políticas públicas e investimentos.

Diagnóstico aponta oportunidades de crescimento e contribui para discussões sobre temas como inovação, parcerias, políticas públicas e investimentos.

 

Minas Gerais abriga um dos principais polos de Biociências do país. Um diagnóstico do setor, realizado em 2004 pela Biominas Brasil, com apoio da FIEMG e SEBRAE Minas, apontou algumas de suas forças: base científica em universidades e centros de pesquisa, apoio do governo, casos de sucesso e interação entre os agentes.

Mas quais ações de promoção têm tido bons resultados e até que ponto empresas e instituições estão sendo beneficiadas? Essas questões incentivaram a realização de um novo estudo, o Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais, que apresenta um comparativo entre o ambiente de negócios do segmento, há 10 anos, e a situação atual.

O LANÇAMENTO

O Diagnóstico foi lançado nesta quarta-feira (26/11), em Belo Horizonte, pelo SEBRAE Minas e Biominas Brasil, e contou com a presença de representantes dos principais agentes do setor no estado: representantes do Governo estadual e municipal, universidades e centros de pesquisa, investidores e agências de fomento, e empresários.

O lançamento teve início com a apresentação do Diagnóstico e foi seguido por uma reunião de trabalho para discutir as conclusões do documento e propostas de ações para o estado visando consolidar o papel de liderança de Minas Gerais no setor.

Clique aqui para ver as fotos do evento.

O DIAGNÓSTICO

O Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais analisa quatro fatores essenciais na geração de um ambiente inovador nas empresas: estratégia de pesquisa, desenvolvimento e inovação; estabelecimento de parcerias; recursos financeiros para a inovação; políticas públicas voltadas para a inovação. Ele também analisa resultados de pesquisas feitas com empresas e entrevistas realizadas pela equipe de consultoria da Biominas Brasil.

Foi constatado que Minas Gerais possui atualmente 105 empresas de biociências, (a Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra o maior número delas, 68), o que representa um aumento de 40% em relação aos últimos 10 anos. As principais áreas de atuação dessas empresas continuam sendo saúde humana e o agronegócio.  As instituições que compõem o ambiente de negócios (como universidades, incubadoras e redes) passaram de 45 (em 2004) para 85 (em 2014).

O levantamento mostra ainda que 63,2% das empresas do setor enquadram-se como micro ou pequenas, sendo que 41,9% declararam faturamento superior a R$ 1 milhão em 2013.

Em relação à estratégia de PD&I, a maioria (67,2%) declarou que possui atividades de P&D, e com relação ao montante investido nesta área, 34,5% declararam investir até 500 mil; 15,5% aplicaram de R$ 500 mil a R$ 1 milhão e 12,1% investiram acima de R$ 1 milhão.

Quando se avalia o portfólio de P&D comparado à idade, verifica-se que as empresas mais jovens estão mais dedicadas à inovação. Entre as empresas com 2 a 5 anos de mercado, 46,2% declararam que a maioria de seu portfólio está em fase de P&D. Já entre as empresas com mais de 15 anos de atuação, a proporção cai para 9,5%.

As principais fontes de recurso para PD&I utilizadas pelas entrevistadas são capital próprio e recursos não reembolsáveis oferecidos por agências estaduais e federais, e as principais agências de fomento à inovação procuradas pelas empresas de biociências são Fapemig, Finep, CNPq, SEBRAE, BNDES e BDMG.

Esses resultados estão apresentados de forma mais detalhada na versão completa do Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais, que está disponível na íntegra e gratuitamente para download no site da Biominas Brasil (www.biominas.org.br) e do Sebrae (www.sebrae.com.br).

Fonte: Dialogue – Blog da Biominas Brasil
27/11/2014

Delegação Russa - Foto: Foca Lisboa/UFMG

Em recepção a delegação russa, vice-reitora reforça compromisso da UFMG com ampliação de parcerias internacionais



O desejo da UFMG de ampliar parcerias internacionais foi reafirmado, na manhã desta quinta, 6, pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, durante encontro com delegação formada por pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia. “Esta missão se reveste de um significado especial e histórico, porque se trata da primeira visita de uma delegação dessa magnitude em nossa Universidade e em Minas Gerais”, ressaltou.

“Queremos diversificar nossas parcerias acadêmicas. Esse é um dos objetivos centrais da nossa política internacional para os próximos anos, em especial com países do Brics [grupo econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], com destaque para a Rússia, cujas parcerias ainda são incipientes. Podemos nos ajudar em campos de interesse mútuo. Acreditamos que poderão surgir parcerias muito frutíferas”, destacou.

Artem Shadrin, diretor do Departamento de Inovação do Ministério de Economia e Desenvolvimento da Rússia, falou da importância das universidades na promoção da inovação. “Quando trabalhamos a fundo com o tema inovação, chegamos à conclusão de que sua base é a universidade. Considerando o papel histórico de educar e fazer pesquisas científicas, a universidade se torna fonte de inovações. Nossa expectativa é discutir pontos de interesse mútuo para ampliar essa cooperação”, reforçou.

Evgeny Kuznetsov, diretor de gerenciamento de projetos da empresa Russian Venture Company (RVC), destacou o rápido desenvolvimento por que passa o sistema de inovação na Rússia, com crescimento significativo de investimentos. “Nosso objetivo agora é envolver nesse processo de inovação universidades e grandes empresas. Durante essa visita ao Brasil, percebemos que as universidades e empresas têm obtido resultados relevantes”, afirmou.

A coordenadora da delegação, Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, agradeceu o interesse da UFMG em receber a comitiva e reforçou a expectativa por parcerias. “Nossa delegação representa diversas regiões e cidades da Rússia e conta também com um integrante bielorusso. Quando preparávamos a visita, tínhamos o objetivo concreto de efetuar parcerias e intercâmbios entre os pesquisadores das nossas universidades durante esse encontro. Esperamos que os resultados em cooperação venham em breve”, destacou.

A vice-reitora Sandra Goulart Almeida informou que, em dezembro deste ano, o reitor Jaime Ramírez vai integrar comitiva de membros de universidades brasileiras que visitará a Rússia. “Nossa expectativa é de que o encontro de hoje se desdobre em resultados nessa visita de dezembro e em encontros futuros”, afirmou.

Grupos temáticos de discussão

Após a recepção, a delegação se dividiu para discussão em três grupos distintos. Na área estratégica, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reuniu com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras nascidas de pesquisas realizadas na Universidade.

Na área acadêmica, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG se reuniram para discutir possibilidades de interação. No campo de negócios, equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) conversou com representantes de parques tecnológicos russos.

Durante a tarde, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Fonte: Jornal Brasil On-line
Foto: Foca Lisboa/UFMG
07/11/2014

Fundepar na Mídia

Startup na academia



Empresa criada pela UFMG incentiva a transformação de pesquisas em negócios

A Universidade Federal de Minas Gerais começou a testar um novo modelo de financiamento de startups a serem formadas a partir dos trabalhos do meio acadêmico. A instituição selecionou dois empreendimentos que receberão cada um até 500 mil reais, por meio da participação acionária de uma companhia criada pela universidade, a Fundep Participações S.A. (Fundepar). Um acordo deve sair nos próximos dias. Uma delas é a Labfar, que desenvolve soluções farmacêuticas na área cardiovascular, e que surgiu sob a coordenação da UFMG. A outra é Myleus Biotecnologia, prestadora de serviços de análise de DNA, nascida em uma incubadora da federal mineira. Outras 33 propostas foram recebidas e estão em análise. “São todas as iniciativas que temos acompanhado há tempo”, diz Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep).

Depois de participar de um evento no Reino Unido em 2010, Crocco voltou ao Brasil com a ideia: abrir uma empresa subordinada à universidade para participação minoritária no capital de companhias inovadoras. Foi o modelo que ele conheceu na viagem, ao ter contato com a Cambridge Enterprise, da Universidade de Cambridge, a Oxford Management, da Universidade de Oxford, e o Imperial College Business, ligado á Universidade de Londres. “O princípio é ter uma entidade privada para cuidar da relação entre a comunidade acadêmica e o mercado, algo muito problemático no Brasil”, diz Crocco, que atenta para o baixo número de patentes registradas no país como um reflexo dessa deficiência.

O retrato da inovação no Brasil é desalentador. Apesar de o País aparecer em 13º lugar no ranking mundial de artigos acadêmicos, ele é o último colocado entre os BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) em número de pedidos de patentes internacionais. Os investimentos privados em inovação representam apenas 0,55% do PIB nacional, atrás do volume aplicado pela esfera pública, de 0,61%.

A Fundepar foi lançada com um capital de 5 milhões constituído por meio de aporte da Fundep, e obteve recentemente contribuição de outros 6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Está em curso ainda uma negociação para entrada de recursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo é levantar 50 milhões de reais em três anos.

A criação da empresa permitiu um passo além da atividade da Fundep, que é dar suporte ao pesquisador na busca de recursos com entidades fomentadoras, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “A Fundep faz toda a gestão financeira dos recursos captados para a pesquisa. Mas para criar uma startup era preciso mais, e esse será o papel da Fundepar”, diz o professor.

Segundo ele, o trabalho da Fundepar como sócia de empresas novatas será facilitado pela relação já estabelecida entre a universidade e os seus pesquisadores. “Essa é a diferença entre o nosso trabalho e os modelos tradicionais de financiamento no Brasil.” Para Crocco, um dos ruídos existentes no relacionamento entre academia e mercado é a diferença de ritmo. “Podemos ser mais pacientes no retorno do investimento, pois nossa ideia não é ter rentabilidade para aplicar em outra empresa logo. O nosso superávit será para a universidade.”

A distância entre os trabalhos desenvolvidos na academia e no setor privado é apontada com uma das principais dificuldades para aumentar os investimentos em inovação no Brasil. Devido ao tamanho do nó, em 2013 o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para estreitar o relacionamento. O primeiro edital para atrair instituições de pesquisa interessadas em trabalhar com a iniciativa privada tem previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2014. Ele é parte do Inova Empresa, programa federal de incentivo aos investimentos em tecnologia que promete injetar 32 bilhões de reais no biênio 2013/2014, dos quais 22,7 bilhões representam dinheiro novo. Como resultado, espera-se aumentar o quadro de empresas inovadoras no país das 39,3 mil existentes em 2008 para 60 mil em 2014.

“Os esforços do governo têm sido importantes, mas temos uma carência de instrumentos para apoiar as empresas no momento do seu nascimento, como é o caso da Fundepar”, diz Crocco, que acredita que o modelo lançado pela UFMG deve ser multiplicado. Segundo o professor, outras instituições já o procuraram para conhecer a operação da empresa. “A própria iniciativa de colocar a universidade para ajudar a criação de startups já é inovadora”, diz o professor.

Por Samantha Maia
Fonte: Revista Carta Capital
22/01/2014

Padrão internacional na pós-graduação



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Reitoria UFMG – Foto: Eber Faioli

Trinta e um dos 63 programas de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram classificados com conceitos 6 e 7 na avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada em dezembro. O índice coloca a UFMG na liderança entre as universidades brasileiras e assegura que tais cursos estão em conformidade com padrões internacionais de excelência.

“São 49,2% dos programas de doutorado classificados com conceitos 6 e 7, enquanto a média nacional é de 10%”, comemora o reitor Clélio Campolina. “A UFMG foi a universidade brasileira com o maior percentual de excelência”, observa. O reitor destaca ainda que a UFMG teve sete trabalhos premiados entre 48 áreas de conhecimento na edição 2013, o maior índice entre as universidades brasileiras. “A Universidade está entre as maiores do Brasil, fato que nos alegra e recompensa pelo esforço empreendido”, completa.

Os resultados da avaliação trienal 2013 também revelam que a maioria dos programas de pós-graduação da UFMG está classificada com o conceito 5, o máximo para programas que contemplam apenas o nível de mestrado. “Toda a nossa pós-graduação, do mestrado ao doutorado, teve um resultado muito positivo”, diz o reitor.

Campolina atribui a boa colocação aos programas de internacionalização e à excelência dos professores e alunos. Ele destaca a existência de cinco Centros de Estudos Internacionais – América Latina, África, Europa, China e Índia – e indica o caminho para novos avanços: “Precisamos melhorar cada vez mais nossos centros de pesquisa e aproximar a universidade do mercado”, diz.

Nesse sentido, destaca a criação da Fundep Participações S.A. (Fundepar), que considera uma iniciativa auspiciosa. “A empresa será indispensável para a ligação entre o mundo acadêmico e o mercado brasileiro e mundial”, comenta. “O desenvolvimento da economia brasileira depende de novas descobertas, pesquisas e inovação. Sabemos que o timing acadêmico é diferente do ritmo do mercado, por isso a importância da Fundepar. Ela irá fazer essa ligação entre os dois universos. É uma iniciativa avançada que segue as tendências das universidades estrangeiras. Estamos plantando mais esta semente na UFMG, a primeira no Brasil a realizar um projeto como esse”, acrescenta.

Quem também destaca a internacionalização da UFMG como fator do êxito na avaliação da Capes é o professor da Faculdade de Odontologia e pró-reitor de pós-graduação, Ricardo Santiago Gomez, no cargo desde 2010. “Atualmente, todos os projetos da UFMG visam à inserção mundial. Temos nos preocupado em publicar artigos em revistas conhecidas no exterior e podemos observar um grande número de alunos fazendo estágios em universidades renomadas fora do país. Temos também um grande número de professores estrangeiros sendo convidados e realizando visitas aqui na Universidade. Embora isso seja uma tendência em outras universidades brasileiras, a UFMG saiu na frente neste processo”, observa.

Gomez lembra que 2012 foi o primeiro ano em que o número de alunos inscritos no doutorado foi maior que no mestrado, fator que também reflete no resultado da avaliação. “Temos 119 alunos a mais no doutorado. Um fato inédito que influencia positivamente neste resultado, pois os projetos de doutorado são mais consolidados que os de mestrado”, diz, observando que foi qualidade dos projetos de ambos os programas que garantiu a boa colocação.

O médico e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Pedro Guatimosim, diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), é categórico ao afirmar que a boa avaliação da UFMG é resultado de um grande investimento do atual reitorado em ciência, tecnologia e desenvolvimento. “Houve um apoio maior à pós-graduação e um imenso trabalho junto aos professores para melhorar cada vez mais o nível das pesquisas, além do incentivo às publicações de alta qualidade”, diz.

Guatimosim diz que este resultado é um reflexo da seriedade com que a pesquisa é encarada na UFMG e cita a Fundepar como um complemento deste processo. “A Fundepar terá um papel muito importante na geração de produtos advindos da pesquisa. São ações complementares e a escolha da UFMG como foco principal da Fundepar contribuirá muito para a geração de produtos”, avalia.

O diretor da CTIT, instituição responsável pela comercialização das inovações geradas na UFMG e proteção do conhecimento, ressalta que a Fundepar atuará numa área carente do mercado e onde os pesquisadores encontram mais dificuldades. “Temos muitos apoios à pesquisa e tantos outros para empresas, mas temos dificuldades em provar nossos conceitos ao final de cada pesquisa. Por isso, a Fundepar será tão importante nesse processo.”

Elo que faltava

Na visão do professor Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep) e um dos criadores da Fundepar, empresa que também dirige, o resultado da avaliação da Capes mostra que a Universidade está no rumo correto. “Não existe coincidência”, garante. “A UFMG vem ganhando seguidos reconhecimentos à qualidade de sua produção e tem elevado ano após ano seus índices de publicações científicas e de patenteamento, numa prova inequívoca de maturidade”, destaca.

Nesse sentido, observa, a Fundepar será um elo importante da cadeia que possibilitará a transferência dos produtos e pesquisas desenvolvidos na UFMG para a sociedade. O conceito que originou a Fundepar se sustenta na promoção do spin off da produção científica e acadêmica para o universo da produção. A Fundepar irá aportar capital e conhecimento nos projetos da UFMG. “Estamos em consonância com as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirma Crocco. O modelo da Fundepar segue as diretrizes da Economia do Conhecimento, na medida em que incentiva o capital intelectual da Universidade a atuar em um novo modelo de produção e transferência do conhecimento para a sociedade.

Crocco reconhece que, pelo lado do setor produtivo, ainda existe dificuldade em inovar e não há uma tradição de buscar o conhecimento nas universidades. “A Fundepar vai facilitar esse diálogo por meio da indução”, afirma. “Os recursos aportados criarão oportunidade para que as pesquisas tenham aplicação prática e gerem benefícios para a população, seja em inovação, geração de emprego, renda e qualidade de vida”.

A avaliação

Na Avaliação Trienal 2013, referente ao período 2010-2012, foram analisados 3.337 programas de pós-graduação, que compreendem 5.082 cursos, sendo 2.893 de mestrado, 1.792 de doutorado e 397 de mestrado profissional.

Ao anunciar os resultados, o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, destacou a evolução do Sistema Nacional de Pós-Graduação. “Comparando com a avaliação de 2010, podemos perceber como o modelo é consistente; o sistema possui uma trajetória constante de expansão e melhoria”, afirmou.

Já o diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, destacou que o aumento das notas ocorreu a despeito da avaliação mais rigorosa. “O sistema de avaliação é feito de maneira comparativa. Como o crescimento não é apenas numérico, mas qualitativo, o que percebemos é um progresso na produção acadêmica dos programas”, explica.

Na Avaliação Trienal da Capes, os cursos são avaliados na seguinte escala: conceitos 1 e 2, que descredenciam o programa; 3, que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4, considerado bom; e 5, nota máxima para programas com apenas mestrado. Os conceitos 6 e 7 indicam desempenho compatível com o padrão internacional de excelência.

A ideia como propulsora do negócio



Workshop reuniu especialistas e pessoas interessadas em ser a nova geração de empreendedores

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Uma das discussões do evento foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores/Débora Silveira / Divulgação

Estudantes, empresários, representantes do governo e especialistas se reuniram durante três dias, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para discutir inovação. Promovido pelo professor da UFMG Marcos Pinotti e pela empresária russa, fundadora e CEO da Sherpa S Pro, Evgeniya Shamis, o 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de novembro e permitiu o encontro entre agentes de inovação do país e do mundo e estudantes, público interessado em ser a nova geração de empreendedores.

Uma das principais discussões foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores. Os palestrantes destacaram que, ao contrário do que muita gente pensa, o dinheiro não é uma realidade tão distante e está ansiosamente à procura de boas ideias. O cofundador do escritório de advocacia Lopes e Lemos, Eduardo Lemos, afirmou que o Brasil já está atrasado no que diz respeito a colocar ideias em prática. Ele citou grandes criações que tiveram suas primeiras raízes no país, mas foram exploradas e desenvolvidas por outros, como o avião, a bina e o wireless.

Para Lemos, o segredo da inovação está em ideias que resolvam problemas práticos. “Temos que entender que os problemas podem ser grandes oportunidades que vão nos levar a algum lugar. O Google é um exemplo disso: os criadores resolveram desenvolver um algorítmico para organizar a internet e transformaram isso num grande negócio”, afirmou.

Ele destaca que, no passado, as empresas se preocupavam primeiro com o desenvolvimento de um negócio rentável para só então ter uma ideia inovadora. Hoje, a inovação é o pontapé para a criação de uma empresa. “Antes o raciocínio era de que negócio mais dinheiro é igual a ideia. Hoje, ideia mais dinheiro é igual a negócio”, diz.

Já o diretor da administradora de fundos da Culturinvest, Cristiano Garcia, lembrou que as ideias são importantes, mas elas não sobrevivem sozinhas. De acordo com ele, um bom negócio depende de uma gestão eficiente. “O talento e uma ideia sozinhos significam muito pouco e não atraem capital. Falta uma ênfase na gestão: não adianta transformar pesquisa em empresa se não houver um ambiente de negócios apropriado”, frisou.

Ele afirma que é nesse momento em que os órgãos fomentadores devem agir mais com investimento. “ importante lembrar que investimento é diferente de financiamento. Financiar é participar, mas não se envolver. Investimento é participação intensa, não dá para sair impune, você deixa um pedaço seu no negócio. Hoje, os órgãos de fomento têm financiado mais do que investido”, avalia.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

Fundepar na Mídia

Inovação tecnológica e desenvolvimento social: o que a Fundepar tem a ver com isso?



 Amartya Sen, em sua crítica à teoria da Justiça de John Rawls, se vincula a uma tradição específica da Filosofia Moral – tradição que mantém forte vínculo com o mundo empírico – e propõe que uma boa teoria da justiça deve considerar “(…) a avaliação de combinações de instituições sociais e padrões de comportamento públicos sobre as consequências sociais e realizações que eles produzem”. Assim, a partir de tal abordagem, muitos propõem que tanto a compreensão quanto a ação referentes à promoção da justiça ou do desenvolvimento social devem se basear na aprendizagem de outras experiências que representem desenhos institucionais exitosos.

Devemos aprender com a história e com os exemplos contemporâneos. Há algumas décadas, muitos cientistas sociais têm pesquisado o chamado Estado do Bem-estar Social (Ebes). Um dos problemas analisados se refere ao financiamento das políticas sociais necessárias à sua fundação e à sua manutenção. James O’Connor, nos anos 1970, já chamava a atenção dos leitores de seu então famoso livro, A crise fiscal do estado capitalista, para as dificuldades de financiamento de políticas públicas por parte de um Estado que busca atender demandas diversas em uma sociedade complexa.

Mais recentemente, pesquisadores como Gosta Esping-Andersen, Evelyne Huber e John Stephens debruçaram-se sobre a análise da chamada crise do Estado do Bem-estar Social. Entre as principais lições que emergem de seus estudos há uma a demonstrar que um Ebes só é sustentável se: a) demandar gastos dentro de limites razoáveis, que não levem a rupturas do contrato social ou à inviabilização das atividades econômicas; b) estiver ancorado em uma economia com elevado grau de competitividade, intensa capacidade de inovação tecnológica e forte base industrial.

A primeira condição levou as políticas de bem-estar social de alguns países (marcadamente o Canadá e a Austrália, mas também pode ser citado o caso brasileiro, quando se pensa nas políticas sociais mais recentes, como os programas Bolsa Família e de Benefício de Prestação Continuada) a migrarem de um modelo universalista para outro de natureza focalizada.

A segunda condição pode ser observada quando se analisa a atual “crise da zona do euro”. Nos países da zona do euro com economias de elevado grau de inovação tecnológica e forte base industrial – casos de Alemanha, Finlândia e Holanda – não se observa hoje uma crise econômica semelhante àquela de países como Portugal, Grécia e Espanha (para citar os casos mais significativos), onde as políticas de bem-estar social estão ameaçadas.

A partir da Constituição de 1988, o Brasil vem construindo o seu próprio modelo de Ebes. Isso tem permitido significativa queda dos indicadores de desigualdade, principalmente da concentração de renda (o coeficiente de Gini caiu de 0,61, em 1990, para 0,52, em 2012). Todavia, o Brasil continua sendo um dos países com os maiores índices de desigualdade de renda no mundo. Para dar continuidade à redução da desigualdade de renda (e ampliar esse processo para a diminuição de outras formas de desigualdade), será preciso investir mais recursos em políticas de bem-estar social. Como viabilizar recursos adicionais?

O aprofundamento do processo de desenvolvimento social exige que a economia brasileira dê novos saltos tecnológicos para alcançar um padrão semelhante àquele dos países europeus citados acima (bem como o dos EUA e o de algumas nações asiáticas, em especial a Coreia do Sul). Para tanto, temos que avançar muito no processo de inovação tecnológica.

Particularmente, o Brasil precisa se tornar muito mais eficaz nos mecanismos de transferência de conhecimento das instituições de pesquisa e das universidades (públicas e privadas) para o setor produtivo (público e privado). Essa é uma área em que as políticas públicas brasileiras não têm sido particularmente bem-sucedidas (principal evidência: a produção científica cresce de forma exponencial, mas a inovação tecnológica tem ficado estagnada). Todavia, além de alguns casos menores espalhados pelo país, há dois exemplos de grande sucesso no Brasil. O primeiro é o da Embraer. Alguém acredita que essa empresa teria chegado aonde chegou se não estivesse localizada próximo ao Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos?

Esse é um modelo possível, a criação de um conglomerado tecnológico com empresas e instituições de ensino e pesquisa interligados de maneira formal ou não. O segundo caso de sucesso no Brasil é o do setor agropecuário, com a integração da Embrapa com os campi universitários agrários de excelência, produtores rurais e empresas de agronegócio. Outros modelos precisam ser iniciados e testados.

A Fundep está dando um importante passo com a criação da Fundep Participações (­Fundepar). Ela será uma empresa – capitalizada a partir de recursos da própria fundação, de bancos públicos e de instituições de financiamento da pesquisa – que financiará o processo de criação de empresas que tornarão real a produção e comercialização de bens e serviços oriundos de patentes produzidas na UFMG.

A Fundep inaugura, no Brasil, um modelo que já faz sucesso em universidades de pesquisa de ponta (públicas e privadas) em países desenvolvidos. Espero que sejamos exitosos e que consigamos mais um modelo a ser seguido para conseguirmos superar esse importante entrave ao nosso desenvolvimento econômico e social.

Por Jorge Alexandre Barbosa Neves (Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia e diretor da Fafich)
Fonte: Boletim da UFMG
20/05/2013

Fundepar na Mídia

Fundep lança Programa de Investimento



Iniciativa é voltada para empresas emergentes inovadoras da UFMG
Ineditismo: é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio
Diferencial: empreendimentos vão contar com a excelência da gestão Fundep

Transformar o conhecimento gerado em uma das mais importantes universidades do país em empreendimento comercializável. Essa é a essência do Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG. A fundação vai aportar recursos próprios - por meio da Fundep Participações S.A. - em projetos de professores e pesquisadores da Universidade, para estruturação de empresas start ups para a comercialização de inovações.

A modalidade do investimento é o seed money (capital semente) e ele não será a fonte financiadora principal ou única das empresas, tornando-se apenas parte da solução de viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da UFMG. Inicialmente, o programa contará apenas com recursos próprios, mas já existem tratativas para que outros parceiros institucionais integrem o programa.

Diferencial

Há mais de 35 anos, a Fundep atua como fundação de apoio da UFMG e de renomados institutos e centros de pesquisa do país. A instituição realiza a gestão de projetos em todas as áreas do conhecimento, permitindo que pesquisadores e professores foquem nas suas atribuições, enquanto a organização realiza ações administrativas e financeiras, como compras, importações, contratação de pessoal, contabilidade e prestação de contas.
As soluções na gestão de projetos Fundep também se estenderão aos empreendimentos, sendo um diferencial intangível no processo de valorização das empresas que vierem a receber investimentos.

A expertise e a relação de confiança com professores e pesquisadores da UFMG - que são grandes patenteadores - tornam-se aliadas, possibilitando que a Fundep aprimore o diálogo entre academia e mercado. É exatamente essa relação de confiança já existente entre a Fundação e os pesquisadores que promove um grande diferencial em relação aos Fundos de Seed Money tradicionais do mercado.

Formato

A seleção das empresas será por meio de edital de fluxo contínuo. A partir de fevereiro de 2013, as propostas poderão ser enviadas, e os comitês vão analisar o seu potencial científico-tecnológico e o mérito empresarial, mercadológico, econômico e financeiro.

Contexto

O Programa de Investimento Fundep acompanha as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. As universidades da Europa, em especial do Reino Unido, possuem um braço comercial que negocia patentes e financia empresas emergentes. A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG atua na gestão do conhecimento científico e tecnológico e a Fundep vai colaborar no processo de transformação de patentes em atividade comercial, através do aporte de recursos. Assim, a Fundação tem uma nova função no ciclo “conhecimento gera desenvolvimento para a sociedade”.

Nesse sentido, a UFMG potencializa a sua missão de transmitir conhecimento, aperfeiçoando a relação universidade/empresa, aspecto central para o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento.

RAIO X

Programa de Investimento ≠ Incubação

Aincubação consiste em oferecer apoio à criação, ao desenvolvimento e ao aprimoramento nos aspectos tecnológicos e gerenciais. O Programa de Investimento vai aportar recursos nas empresas e fará a interlocução com o mercado. Nesse sentido, uma empresa incubada pode estar apta a participar da iniciativa.

Programa de Investimento ≠ Empréstimo

Inicialmente, a Fundep investirá R$ 5 milhões, sendo o aporte inicial de até R$ 500 mil por empresa, em participações societárias (ações de S.A. e/ou cotas de Ltda.), também denominado equity, e ou em debêntures, a serem emitidas pelas empresas a receber investimento para sua viabilização. Assim, a Fundep Participações S.A. torna-se sócia do empreendimento.

Duração

O período de duração do Programa é indeterminado, e o prazo médio de maturação estimado é de dois a cinco anos.

Fonte: Portal de notícias da UFMG

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