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Interlocução sem fronteiras



Com um modelo inédito no Brasil de financiamento a empresas emergentes, a Fundepar – Fundep Participações – vem se consolidando como uma importante propulsora da transformação do conhecimento em desenvolvimento e benefícios para a sociedade. Reforçando sua essência arrojada, o programa de investimento segue em busca de crescimento para ampliar sua atuação e contribuição.

Em maio, o diretor de Desenvolvimento Institucional da Fundep, professor Pedro Vidigal, e o diretor da Fundepar, Ramon Azevedo, realizaram ampla agenda de visitas em países do Reino Unido e em Israel para verem de perto organizações, tendências e experiências positivas. “Durante 10 dias úteis, realizamos 28 reuniões, em pelo menos sete cidades diferentes, com o objetivo de nos conectarmos com centros de ensino e pesquisa dos países, além de compreender como funciona o ecossistema de inovação nestes lugares”, conta Ramon.

Ente as percepções, buscaram saber como as universidades de ciência e tecnologia se envolvem em capital de risco e realizam o processo de seleção e investimento em startups. Para o agendamento e logística das visitas, os representantes da Fundepar contaram com o suporte dos Consulados Britânico e Israelense.

Contatos, parcerias e resultados

Os diretores conheceram diversos programas, instituições de ensino e pesquisa, entre os quais destacam-se: MassChallenge, considerado um dos maiores programas de aceleração de startups do mundo; Isis Innovation; Innovate UK; UKTI; Cambridge Enterprise; Twitsdx; Beta Technology; Startau, da Universidade de Tel Aviv; The Time; Technion; Universidade Hebraíca; e Matimop.

Nas oportunidades dos encontros, além do conhecimento de práticas, foram identificadas possibilidades de parcerias estratégicas, cooperação técnica, apoio na inserção das investidas no mercado internacional, entre outros resultados.

“O saldo da viagem foi muito positivo, pois pudemos constatar que, apesar de ser pioneira no Brasil, a iniciativa da Fundepar já existe em outros países e é muito bem-sucedida, o que demonstra que estamos no caminho certo. Outro ponto é que a forma como estamos trabalhando é semelhante à que vem sendo feita nessas nações, o que nos dá tranquilidade e segurança para prosseguir”, conclui o professor Pedro.

Crescimento de startups torna Israel o país líder em progresso tecnológico



País ultrapassa Estados Unidos em produção de inovações

Israel se tornou o país das invenções. O país tem mais startups de tecnologia e profissionais de pesquisa e desenvolvimento do que qualquer outro país no mundo.

Avanços na tecnologia médica têm salvo vidas ao redor do mundo, incluindo a do ex-congressista americano Gabrielle Giffords, que recebeu uma moderna bandagem elástica em ferimentos na cabeça.

Segundo Marcella Rosen, autora do livro “Dynamo minúsculo: Como um dos menores países do mundo produz algumas de nossas mais importantes invenções”, as “invenções israelenses têm se proliferado e prosperado pelo mundo”.

Israel se tornou o país das invenções

Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, participa da inauguração da última representação do Google para pesquisa e desenvolvimento em Tel Aviv

O exemplo do progresso tecnológico israelense pode ser visto na prática. Há poucas semanas o Google adquiriu o serviço israelense on-line de mapeamento Waze por 1,1 bilhões de dólares. A aquisição relembra o acordo de 1998, em que a America Online comprou o popular programa de mensagens instantâneas ICQ, da startup israelense Mirabilis, por cerca de 400 milhões de dólares.

Cerca de 63 empresas israelenses estão registradas na NASDAQ, o que garantiu ao país o topo da lista. Em Israel, 140 pessoas em cada 10 mil trabalham na área de pesquisa e desenvolvimento, uma vantagem considerável sobre os Estados Unidos, que vem em segundo lugar no mundo, com 85 pessoas por 10 mil trabalhadores.

No livro de Rosen, ela explora o sucesso de 21 invenções israelenses, incluindo a tecnologia de IceCure, um novo processo de remoção de tumores de mama.

De acordo com a publicação do The Economist, Israel tem mais startups de tecnologia e uma indústria de capital de risco com maior per capita do que qualquer outro país do mundo.

Motivo do crescimento israelense

Como é que um dos menores países do mundo está produzindo algumas das nossas mais importantes invenções? Rosen disse que a resposta não é simples, mas ela disse que grande parte da população imigrante do país, de mais de 70 nações, e as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão relacionadas a esse nicho de mercado.

“Não acho que haja uma resposta, pelo menos não uma única resposta. Talvez os fatos simplesmente falem por si só”.

Dan Senor, um ex-oficial da política externa dos EUA, e Saul Singer, colunista do The Jerusalem Post, chamaram a política de imigração aberta de “fábrica de ideias”, em seu livro “Nação Start-up, A História do Milagre Econômico de Israel”.

“Os imigrantes não são avessos a começar do zero. Desde sobreviventes do Holocausto até judeus etíopes, o Estado de Israel nunca deixou de ser um país de imigração”, afirmam trechos da obra.

Senor e Singer também disseram que o IDF promove a criatividade e inteligência dos jovens que cumprem o serviço obrigatório por dois anos. Os escritores dizem que o serviço militar dá aos jovens um senso de responsabilidade. O pensamento criativo é estimulado no ambiente relativamente não-hierárquico.

Hezi Himmelfarb, CEO da IceCure, uma empresa israelense que desenvolveu tecnologia de ponta para a remoção de tumores de mama, também defende a atuação do serviço militar obrigatório israelense. Ele disse que o gosto pela aventura desenvolvido no IDF pode ajudar a expandir as mentes dos jovens: “Meu filho, após o serviço militar, não se apressou para a universidade. Ele voou para a América do Sul para experimentar novas aventuras”.

Exemplo de uma startup de sucesso

Himmelfarb explicou que o desenvolvimento da IceCure começou em uma incubadora de pesquisas em 2006. Cientistas iniciaram o método de congelamento de um tumor da mama utilizando gás arrefecido de alta pressão. Este método tinha sido utilizado desde os anos 1980, mas era necessário anestesia geral e a paciente sofria riscos de deformar a mama.

A startup substituiu o gás pelo azoto líquido, o que fez a diferença. Tornou-o compacto o suficiente para caber em um consultório médico e o paciente precisou passar apenas por uma anestesia local. O processo mata o tecido tumoral e “uma vez que ele está morto, o corpo sabe como se livrar dele”, disse ele.

Visão dos países vizinhos sobre o crescimento das startups israelenses

O ex-primeiro-ministro palestino Salam Fayyad guardou em sua mesa de trabalho um exemplar de “Start-up Nation” como uma fonte de inspiração para a crescente indústria de tecnologia da Cisjordânia.

Fareed Zakaria, do canal CNN disse que a obra “é um livro que cada empresário, burocrata e político árabe deve ler”. As linhas finais do livro destacam a importância da internacionalização do conhecimento tecnológico: “enquanto Israel tem muito a aprender com o mundo, o mundo tem muito a aprender com Israel”.

 

Por Marlene-Aviva Grunpeter
Fonte: Epoch Times em Português

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