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Iniciativa da Fundep apoia transformação do conhecimento em desenvolvimento



A partir de sua experiência em gestão de projetos e da atuação no sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) estruturou uma nova forma de apoiar a Universidade Federal de Minas Gerais. Ao criar o Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG, a instituição se lança ao desafio de contribuir com a interação entre universidade e empresa, colaborando para o processo de transferência do conhecimento para o processo produtivo.

Para isso, foi constituída a Fundep Participações S.A., por meio da qual serão aportados recursos próprios em projetos de professores e pesquisadores da UFMG, para estruturação de empresas  start-ups  que viabilizem a transformação de inovações para a sociedade. A iniciativa, que acompanha diretrizes da Economia do Conhecimento e políticas internacionais de C,T&I, prevê investimentos na modalidade  seed money  (capital semente). As propostas poderão ser apresentadas permanentemente.

 

Fonte: Confies

Fundepar na Mídia

UFMG anuncia empresa de alta tecnologia e disponibiliza de imediato R$ 5 milhões



Na trilha de instituições internacionais como as britânicas Cambridge e Oxford, universidade mineira sai na frente e anuncia programa de investimento para empresas emergentes inovadoras

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Na trilha de instituições internacionais de ensino conceituadas, como as britânicas Cambridge e Oxford, que se apressaram em criar um braço comercial, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sai na frente e anuncia, via Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), o lançamento de programa de investimento para empresas emergentes inovadoras, por meio do qual vai disponibilizar, inicialmente, R$ 5 milhões em recursos próprios para criação e manutenção de empresas.

“Como é uma experiência nova e confiamos muito nela, temos de ter cautela”, pondera o professor Marco Aurélio Crocco Afonso, presidente da fundação. A expectativa dele é de expansão dos recursos logo depois que instituições públicas, como bancos e agências de fomento, com os quais já vem negociando, decidirem investir no projeto. No primeiro momento, o Programa de Investimento Fundep vai privilegiar entre quatro e cinco empresas das áreas de biotecnologia, nanotubos de carbono, fármacos, vacinas, tecnologia de informação e comunicação, engenharias e medicina veterinária entre as quais a UFMG mais distribui patentes. O programa, no entanto, não cria restrição setorial. O aporte será de, no máximo, R$ 500 mil, por empresa.

Trabalhando para que possam receber as primeiras propostas de criação de empresas neste início de ano, Marco Aurélio Crocco diz que além de formatar a equipe de trabalho eles estão criando a Fundep Participações S.A., empresa privada que receberá os recursos a serem aportados às candidatas ao posto de empresas emergentes inovadoras. “Nossa expectativa é que no prazo de três anos possamos captar novos parceiros, que investiriam cerca de R$ 25 milhões, totalizando R$ 30 milhões de recursos, por meio dos quais conseguiríamos aprovar até 3 mil novos projetos de empresas”, avalia Crocco.

Para o presidente da Fundep, incorporar conhecimento em produtos e processos pode gerar vantagens fundamentais para o processo de desenvolvimento. “Não diria que o conhecimento é um negócio, mas ele é fundamental para o desenvolvimento”, avalia ele, lembrando que a Região Metropolitana de Belo Horizonte é hoje destaque nacional nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação. “Somos a cidade com maior concentração de empresas de biotecnologia”, garante Crocco, reforçando o potencial de investimento na capital mineira. Como há um conceito por trás do programa criado pela fundação, o presidente da Fundep lembra que ele não é um fundo de investimento tradicional, cujo principal compromisso é com investidores.

“Nossa ideia é dar um passo além na relação universidade-empresa, que é algo difícil”, afirma. Para o professor, normalmente o pesquisador sabe fazer ciência. “A dificuldade dele reside no entendimento da linguagem do mercado”, diz, salientando que a Fundep, por gerenciar todos os projetos de pesquisa dentro da UFMG, tem know-how próprio no setor. “A vantagem é que nós já conhecemos os pesquisadores há muito tempo”, acrescenta. E admite que o compromisso da fundação não é com a rentabilidade do negócio. “Nós apenas entramos com o capital e a gestão.”

Sociedade será beneficiada

O objetivo do projeto é facilitar a transmissão para a sociedade do conhecimento produzido na universidade, por intermédio de uma empresa que vai cuidar da fabricação de algo. “Não estamos inventando um modelo. Trata-se de algo já existente nas principais universidades britânicas, que têm um braço comercial para investir em empresas emergentes. Estamos apenas adaptando modelos europeus à realidade brasileira”, reconhece Marco Aurélio Crocco. Daí o pioneirismo do projeto no Brasil, onde até agora há apenas agências de investimento que servem de ponte entre investidores e professores/pesquisadores em instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp), para ficar em dois exemplos.

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“Como a experiência é nova, temos de ter cautela”, diz presidente da Fundep

“Nosso modelo difere daquele não só no contato com os investidores, mas também com os sócios da empresa. Temos melhores condições para facilitar o diálogo. O professor/pesquisador não vai sozinho discutir com experts do mercado financeiro”, compara. Segundo Marco Aurélio Crocco, a modalidade do investimento será o seed money (capital semente) e este não será a principal ou única fonte financiadora das empresas, tornando-se apenas parte da solução de viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da UFMG. Já a seleção das empresas será feita por meio de edital de fluxo contínuo. A partir deste mês, as propostas poderão ser enviadas à fundação para os comitês (científico-tecnológico e de investimentos) analisarem o potencial científico-tecnológico e o mérito empresarial, mercadológico, econômico e financeiro delas.

Saiba mais: A Fundep

Responsável por projetos de ensino, pesquisa e extensão em várias áreas da UFMG, a Fundep tem atualmente, em sua sede no câmpus Pampulha, 280 funcionários, tendo gerenciado R$ 550 milhões em projetos novos apenas no ano passado. Além da sede, a fundação administra obras da UFMG e o Hospital Risoleta Neves, por acordo firmado com o município, contabilizando, portanto, cerca de 5 mil pessoas sob o CNPJ da instituição. Só na UFMG são cerca de 3,5 mil projetos, além de mais de 500 em escolas como a Universidade do ABC, Instituto Nacional de Tecnologia e Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Com o governo do estado a Fundep desenvolve projetos como o Projovem e o Fica Vivo. Em 38 anos de atividades, a serem completados no mês que vem, a fundação atendeu prioritariamente a UFMG, como ocorre agora com o novo projeto, cuja estrutura inicial, enxuta, envolve o trabalho de quatro funcionários da própria Fundep.

Como se candidatar Veja o perfil inicial do projeto

-R$ 5 milhões de capital inicial (recursos próprios)
-Modalidade: venture capital (seed money)
-Prazo médio de maturação estimado: de 2 a 5 anos/projeto/empresa
-Prazo de duração do programa: indeterminado (mínimo de 10 anos)
-A seleção de projetos será por meio de edital, com aporte inicial de até R$ 500 mil, por empresa
-Aporte total: limitado por empresa/projeto a 20% do capital disponível para investimento
-Limite por CPF: investimentos limitados a 20% do patrimônio líquido do CPF
-A captação de recursos será feita por meio de emissão de debêntures pela Fundep Participações S. A. ou emissão de ações em holdings, em sociedade com parceiros institucionais
-Captação junto a parceiros: até R$ 50 milhões

Por Ailton Magioli
Fonte: Jornal Estado de Minas
03/02/2013

Fundepar na Mídia

Start ups da UFMG terão injeção de capital de empresa de participações



Fundep lançou a Fundepar, que tem fundo inicial de R$ 6 milhões para apoiar pesquisador empreendedor

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terão, a partir do fim deste mês, um modelo diferenciado de financiamento para a implantação de empresas que vão comercializar produtos desenvolvidos a partir de patentes da instituição. Os recursos virão da Fundep Participações S/A (Fundepar), empresa privada criada pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) com capital de R$ 6 milhões com o objetivo de impulsionar as start ups que surgem na Universidade.

O capital inicial de R$ 6 milhões da Fundepar veio da emissão de debêntures (títulos de renda fixa) adquiridas pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). Com o uso das debêntures, a Fundep não terá seu resultado afetado pelo desempenho da Fundepar, uma vez que esses títulos não constituem ações e não são contabilizados como participação societária.

Outros R$ 50 milhões poderão ser captados pela Fundepar. Entre as instituições que negociam com a Fundep o reforço do capital da Fundepar estão o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Duas dessas já confirmaram o interesse. O capital já está, inclusive, aprovado pelas diretorias das organizações”, adianta o presidente da (Fundep) Marco Crocco, sem revelar detalhes.

O valor máximo inicial a ser injetado em cada start up que cumprir os requisitos necessários para participar do programa será de R$ 500 mil. “As empresas devem possuir capacidade de desenvolver e comercializar os produtos patenteados”, afirma Crocco.

Como as start ups ainda não possuem histórico empresarial, dois comitês avaliarão a capacidade dos pesquisadores-empreendedores. De um lado, um comitê técnico fará a análise tecnológica do produto. De outro, uma equipe ficará responsável pela avaliação comercial.

“No caso do comitê tecnológico, os responsáveis avaliarão se a tecnologia a ser desenvolvida pela empresa é realmente inovadora, se a produção em escala é viável, se as características se manterão em produções comerciais, entre outras questões”, comenta Crocco.

Como funciona?
Financiamento de start ups da Fundepar

  1. Fundep adquire R$ 6 milhões em debêntures emitidas pela Fundepar. Os R$ 6 milhões obtidos com a emissão de debêntures constituem o capital de investimento da Fundepar
  2. Projetos de empresas que vão explorar patentes da UFMG são inscritos na Fundepar
  3. Dois comitês analisam as possibilidades de a start up viabilizar comercialmente os produtos.
  4. Propostas aprovadas podem receber até R$ 500 mil iniciais para implantar a empresa
  5. 5.       A Fundepar entra no negócio como sócia da start up, com máximo de 5% de participação
  6. A gestão da empresa é compartilhada entre a Fundepar e o empresário-pesquisador
  7. Caso a empresa seja bem sucedida a Fundepar pode vender sua participação e realizar lucros.

Saiba mais
Fundepar tem 26 consultas

Até o momento a Fundepar já recebeu consultas de 26 empresas que têm interesse em colocar no mercado produtos patenteados da UFMG que vão desde roupas que corrigem a postura até remédio para calvície.

Desses candidatos, dois estão em análise pelos comitês e devem ser conhecidos em 25 de novembro. Aqueles que não forem classificados nesta etapa continuam sendo assessorados pela Fundepar até que atinjam o ponto de maturação adequado. Por ano serão quatro chamadas de projetos.

Por Tatiana Moraes
Fonte: Jornal Hoje em Dia

05/11/2013        

Fundepar na Mídia

Fundep lança Programa de Investimento



Iniciativa é voltada para empresas emergentes inovadoras da UFMG
Ineditismo: é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio
Diferencial: empreendimentos vão contar com a excelência da gestão Fundep

Transformar o conhecimento gerado em uma das mais importantes universidades do país em empreendimento comercializável. Essa é a essência do Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG. A fundação vai aportar recursos próprios - por meio da Fundep Participações S.A. - em projetos de professores e pesquisadores da Universidade, para estruturação de empresas start ups para a comercialização de inovações.

A modalidade do investimento é o seed money (capital semente) e ele não será a fonte financiadora principal ou única das empresas, tornando-se apenas parte da solução de viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da UFMG. Inicialmente, o programa contará apenas com recursos próprios, mas já existem tratativas para que outros parceiros institucionais integrem o programa.

Diferencial

Há mais de 35 anos, a Fundep atua como fundação de apoio da UFMG e de renomados institutos e centros de pesquisa do país. A instituição realiza a gestão de projetos em todas as áreas do conhecimento, permitindo que pesquisadores e professores foquem nas suas atribuições, enquanto a organização realiza ações administrativas e financeiras, como compras, importações, contratação de pessoal, contabilidade e prestação de contas.
As soluções na gestão de projetos Fundep também se estenderão aos empreendimentos, sendo um diferencial intangível no processo de valorização das empresas que vierem a receber investimentos.

A expertise e a relação de confiança com professores e pesquisadores da UFMG - que são grandes patenteadores - tornam-se aliadas, possibilitando que a Fundep aprimore o diálogo entre academia e mercado. É exatamente essa relação de confiança já existente entre a Fundação e os pesquisadores que promove um grande diferencial em relação aos Fundos de Seed Money tradicionais do mercado.

Formato

A seleção das empresas será por meio de edital de fluxo contínuo. A partir de fevereiro de 2013, as propostas poderão ser enviadas, e os comitês vão analisar o seu potencial científico-tecnológico e o mérito empresarial, mercadológico, econômico e financeiro.

Contexto

O Programa de Investimento Fundep acompanha as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. As universidades da Europa, em especial do Reino Unido, possuem um braço comercial que negocia patentes e financia empresas emergentes. A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG atua na gestão do conhecimento científico e tecnológico e a Fundep vai colaborar no processo de transformação de patentes em atividade comercial, através do aporte de recursos. Assim, a Fundação tem uma nova função no ciclo “conhecimento gera desenvolvimento para a sociedade”.

Nesse sentido, a UFMG potencializa a sua missão de transmitir conhecimento, aperfeiçoando a relação universidade/empresa, aspecto central para o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento.

RAIO X

Programa de Investimento ≠ Incubação

Aincubação consiste em oferecer apoio à criação, ao desenvolvimento e ao aprimoramento nos aspectos tecnológicos e gerenciais. O Programa de Investimento vai aportar recursos nas empresas e fará a interlocução com o mercado. Nesse sentido, uma empresa incubada pode estar apta a participar da iniciativa.

Programa de Investimento ≠ Empréstimo

Inicialmente, a Fundep investirá R$ 5 milhões, sendo o aporte inicial de até R$ 500 mil por empresa, em participações societárias (ações de S.A. e/ou cotas de Ltda.), também denominado equity, e ou em debêntures, a serem emitidas pelas empresas a receber investimento para sua viabilização. Assim, a Fundep Participações S.A. torna-se sócia do empreendimento.

Duração

O período de duração do Programa é indeterminado, e o prazo médio de maturação estimado é de dois a cinco anos.

Fonte: Portal de notícias da UFMG

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