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Nova investida da Fundepar



Formalizada parceria com a empresa Detechta, que realiza pesquisa e desenvolvimento para a indústria de vacinas e diagnósticos para o mercado veterinário e humano

Colaborando para a transferência de conhecimento para a sociedade, a Fundep Participações S.A (Fundepar) disponibiliza apoio a empresas emergentes inovadoras. A todo vapor com essa diretriz, a Fundepar formalizou o quarto aporte, nessa segunda-feira, 21 de setembro. A investida é a Detechta, empresa de base tecnológica voltada à pesquisa e desenvolvimento para a indústria de vacinas e de diagnóstico in vitro, tanto para o mercado humano quanto para o animal.

Idealizada pelos professores Ricardo Tostes Gazzinelli e Flávio da Fonseca, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, e pela professora Ana Paula Fernandes, da Escola de Farmácia da UFMG – pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV) –, a Detechta atua na produção de vacinas, no segmento de testes rápidos e no desenvolvimento de novas tecnologias para diagnósticos mais precisos. “Nós temos experiência na área de desenvolvimento de vacinas veterinárias. Já está no mercado a Leish-Tec, vacina contra leishmaniose visceral canina, a primeira recombinante feita no Brasil; e outras foram e estão sendo criadas com a tecnologia recombinante do INCTV. Além disso, temos um programa de desenvolvimento de testes rápidos para campo e estamos produzindo outra plataforma para diagnóstico ainda mais inovadora. Os testes e diagnósticos incluem a identificação de doenças como leishmaniose, dengue, doença de Chagas e pretendemos ampliar o leque”, explica Gazzinelli. Segundo o professor Flávio, a intenção é uma atuação ampla: “Trabalhamos desde a prevenção, com as vacinas, aos diagnósticos e testes para identificação de doença e também para confirmação da proteção”.

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Investindo em inovação

Os recursos oferecidos pela Fundepar serão aplicados para inserir os produtos da Detechta no mercado. Com a parceria, a Fundepar se torna sócia do empreendimento. “Esse projeto é alinhado ao perfil esperado pela Fundepar. A decisão pelo apoio considerou o corpo técnico de alto nível de qualidade e que trabalha com tecnologia disruptiva, o mercado de atuação, que é de grande relevância científica e social, e, ainda, as contribuições que a Fundepar pode realizar”, diz o diretor da Fundepar, Ramon Dias de Azevedo.

Para a formalização da parceria, a Fundepar vem acompanhando a Detechta há cerca de dois anos. “Contamos com um suporte fundamental da Fundepar nas questões de gestão, plano de negócio e direcionamento das ideias. Aprendemos muito nesse período, estabelecemos uma relação de confiança e interesse mútuo”, afirma o professor Gazzinelli, que complementa: “acreditamos que, com essa parceria, a Detechta será bem sucedida”.

A professora Ana Paula também tem expectativas positivas: “Quando se pode contar com um parceiro como a Fundepar, que investe e ainda facilita todo o processo relativo à administração, legislação, análise de mercado, relacionamento com a indústria e comércio – entre outras questões que muitas vezes nós, pesquisadores, não conseguimos conciliar com as nossas principais atividades –, sentimo-nos mais confiantes. Desconheço uma parceira como a Fundepar, que oferece esse suporte para que a UFMG siga esse campo de ‘inovar em inovação’”.

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Portfólio Fundepar

A Fundepar possui, além da Detechta, outras três investidas: a Myleus Biotecnologia, que é a primeira empresa brasileira a atuar na área de análises genéticas para certificação de produtos de origem animal e vegetal; o Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada; e a Zunnit, especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento de usuários e deep learning.

Investimento na Zunnit Sistemas Inteligentes

Fundepar realiza investimento na Zunnit



Instituição formaliza parceria com empresa especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento de usuários e deep learning

A Fundepar (Fundep Participações S.A.) apoia empresas emergentes inovadoras, aportando recursos para estruturação de empresas de base tecnológica. No dia 6 de julho, foi efetivado mais um investimento: com a empresa Zunnit Sistemas Inteligentes, que passa a integrar o portfólio da Fundepar. A Zunnit começou sua atuação na área de análise preditiva (previsões testáveis) para avaliação de comportamento, segmentação e perfil de usuários em sites de notícias, e-commerce, blogs e portais, com o objetivo de oferecer produtos ou indicar ações personalizadas.

Recentemente, o foco da empresa vem ganhando novas perspectivas com a incorporação de tecnologias de Deep Learning e análise de Big Data. A convergência dessas duas técnicas permite compreender e automatizar processos das empresas, aumentando, assim, os índices de vendas e eficiência. Enquanto o Big Data é a tecnologia para armazenamento de dados em quantidades massivas, o Deep Learning realiza a “leitura” desse conjunto de informações, estabelecendo padrões e classificações. Trata-se de ferramentas aplicáveis a diversos segmentos de negócio e de grande utilidade para a tomada de decisões estratégicas e implementação de ações específicas.

Ao formalizar a parceria, a Fundepar se torna sócia do empreendimento. “Vários motivos nos levaram à decisão pelo investimento na Zunnit, tais como o perfil da equipe – com histórico empreendedor de sucesso – e a área de atuação, que é promissora para novos negócios”, explica o diretor da Fundepar, Ramon Dias de Azevedo.

Do laboratório para o mercado

A Zunnit foi concebida nos laboratórios dos professores Nivio Ziviani e Alberto Laender, do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG. Ao final de 2011, a própria Universidade se tornou sócia do empreendimento a partir de um modelo inovador de transferência de tecnologia. As atividades expandiram-se e a empresa passou a funcionar no BHTec, Parque Tecnológico de Belo Horizonte, na região da Pampulha, a sede atual.

O DCC da UFMG é considerado referência em empreendedorismo na área de computação no Brasil. Entre os casos de sucesso, que contam com a participação do professor Ziviani, estão a Miner Technology Group, criada em 1998 e adquirida no ano seguinte pelo grupo Folha de São Paulo/UOL, e a Akwan Information Technologies, projetada em 2000 e vendida, em 2005, para o Google.

O professor Nivio Ziviani destaca a relevância do envolvimento da Fundepar no negócio. “Esse aporte financeiro é muito importante para ampliar o trabalho de engenharia e a capacidade de produção. É uma parceria que nos permitirá maior governança de todos os tipos de captação de recursos, além do incremento da área comercial com as ações de networking”, detalha.

Gestão sob novo olhar

Nesse novo momento da gestão da Zunnit, a expectativa é o aprimoramento dos produtos e reforço da atividade comercial. Para isso, “a prioridade é a elaboração dos planejamentos estratégico e orçamentário de curto prazo”, revela Leandro Pinheiro Cintra, gerente de aceleração da Fundepar, que atuará na diretoria administrativa-financeira da Zunnit.

Em seguida, o foco será a implementação de ferramentas de governança corporativa. Segundo Leandro, “é um privilégio participar, de forma sistemática, das atividades da Zunnit e poder apoiar a tomada de decisões da empresa”.

Investidas da Fundepar

Além da parceria com a Zunnit, a Fundepar possui duas investidas, a Myleus Biotecnologia – que é a primeira empresa brasileira a atuar na área de análises genéticas para certificação de produtos de origem animal e vegetal – e o Techmall, cujo foco é promover a aceleração do desenvolvimento de startups de base tecnológica arrojada.

Conheça a Zunnit: http://www.zunnit.com/

Equipe da Myleus (a partir da esquerda): Mariana Bertelli, Marcela Drummond, Rafael Palhares, Estevam Bravo e Daniel Carvalho (sentado) (foto: reprodução do site Galileu)

Myleus, uma empresas que usa testes de DNA para que você não compre gato por lebre



Sabia que quando você compra uma peça de bacalhau pode estar levando para casa outra espécie de peixe menos nobre, como badejo? O mesmo pode acontecer ao comprar extratos de plantas e frutas, como maracujá e ginseng. Queijos também entram no pacote de produtos nos quais é comum a embalagem dizer uma coisa, mas o produto ser outro. Existem queijos de “búfala” e de “cabra” com grande percentual de leite de vaca.

No Brasil, a Myleus faz identificação genética de espécies em produtos de origem animal e vegetal e é especializada em identificar fraudes parecidas com as acima, das quais nem mesmo as multinacionais estão livres. Em 2013, a Nestlé se envolveu num escândalo após ser detectada carne de cavalo em um produto que deveria ter 100% de carne bovina. A propósito, a Myleus está prestes a lançar uma nova tecnologia, capaz de identificar a presença de carne e animais diferentes em um único teste. “Geralmente, essas fraudes visam ganho financeiro, já que o produto é feito com ingrediente mais barato do que o anunciado”, afirma Marcela Drummond, 33, presidente da Myleus. “Também há casos de fraudes para acobertar crimes ambientais, como a pesca indevida de peixes em período de reprodução.”

Os fundadores da empresa se conheceram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um deles, o biólogo Daniel Carvalho, pesquisava identificação genética em pescados — Myleus é o nome científico do peixe pacú — quando aproveitou a abertura de um edital da Inova, incubadora de empresas de tecnologias da UFMG, para formalizar a startup, em 2010. A empresa passou cerca de dois anos na incubadora e recebeu aporte de 15 000 reais para migrar da academia para o mercado.

Hoje, Daniel é conselheiro científico da Myleus e se dedica à carreira acadêmica, como professor na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

COMO SUSTENTAR UMA STARTUP DE BIOTECNOLOGIA?

Uma startup de biotecnologia opera em um setor mais tradicional e menos dinâmico, economicamente, do que o de serviços ao consumidor. Por outro lado, como tem raízes na academia, há chances de conseguir apoio e financiamento em instituições que apoiam a pesquisa e o desenvolvimento. Nos últimos anos, a Myleus venceu editais como os da Fapemig e do CNPq, angariando o valor total de 700 000 reais. “Esse dinheiro não pode ser usado para compor o caixa da empresa, mas ajuda em gastos com equipamentos e com funcionários dedicados à pesquisa”, diz Marcela.

Os sócios da Myleus, Marcela, Rafael e Estevam, se conheceram na faculdade (foto: reprodução O Estado de Minas).

Os sócios da Myleus, Marcela, Rafael e Estevam, se conheceram na faculdade (foto: reprodução O Estado de Minas).

Tirando estes apoios, a briga é para se consolidar no mercado. A Myleus trabalha com três grupos de clientes. O primeiro é formado por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e autoridades sanitárias que contratam a empresa para ajudar em fiscalizações. Ano passado, a empresa foi contratada pela Prefeitura de Florianópolis para analisar se os peixes vendidos na cidade tinham a procedência descrita nas embalagens. Resultado: 40% das amostras foram reprovadas. Vendia-se peixe donzela como bacalhau do porto e peixe panga como linguado.

Num outro estudo bem curioso — e que mostra a necessidade de que existam mais empresas com este propósito de “comprovar se o que é dito é real” — foi feito em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz. O objetivo era analisar 290 amostras de remédios fitoterápicos vendidos em Minas Gerais. O resultado foi alarmante: cerca de 50% dos produtos eram fraudulentos e, no caso das amostras de produtos que deveriam ter maracujá na fórmula, 100% eram falsos e não apresentaram substâncias provenientes da fruta.

Outro grupo de clientes da startup mineira são empresas que querem certificar a qualidade dos produtos de sua cadeia de fornecedores. Um grande supermercado, por exemplo, pode testar os produtos provenientes da indústria alimentícia. Por sua vez, a indústria pode testar insumos comprados de criadores de animais.

QUEM TEM MEDO DE SER TESTADO?

O terceiro grupo de clientes — e talvez os que mais se aproximem de ter um propósito semelhante ao da Myleus — são as empresas que querem receber um tipo de certificado de qualidade. Essas empresas têm proatividade para atestar com antecedência a origem de seus produtos para passar mais credibilidade ao mercado. Marcela comenta:

“Nosso campo de atuação é bem grande, mas muitos donos de empresas ainda não têm a consciência da importância dos testes de identificação genética”

Atualmente, os clientes do serviço de identificação de espécies ainda não geram receitas expressivas para a Myleus. Para sustentar o caixa, a empresa faz testes de sequenciamento de DNA para outros pesquisadores, que atuam em biotecnologia mas não têm os equipamentos necessários para realizar esse tipo de análises. “Temos cerca de 150 pesquisadores de universidades, instituições de pesquisa e empresas como clientes, que representam 80% do faturamento da Myleus”, conta Marcela.

Para ajudar na árdua missão de captar mais clientes na área em que escolheu atuar, a Myleus percebeu que precisaria de ajuda externa e contratou a ProspectaInc no fim de 2014 com a missão de encontrar interessados em seus serviços e agendar encontros de negócios – como se fosse uma terceirização do departamento comercial. Os consultores também ajudam os empreendedores da Myleus a desenvolverem noções de venda e negociação, para que no futuro a empresa possa fechar novos contratos sozinha.

Além do reforço na área comercial, a consultoria também promoveu a reformulação do site da Myleus. Gerar conteúdo relevante é uma tática do Inbound Marketing, técnica que a Prospecta trouxe para a Myleus. “Um dos temas tratados no blog será os problemas jurídicos que as fraudes podem trazer para a empresa, além de comprometer sua imagem e reputação”, diz Marcela.

Em 2014, a Myleus também deu mais dois grandes passos para se solidificar no mercado. A empresa passou a fazer parte da incubadora Habitat, iniciativa do instituto Biominas em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais e a UFMG. Faz sentido voltar a ser incubada? Marcela acredita que sim:

“Essa nova fase de incubação vai ajudar a empresa a montar uma estrutura própria de laboratório e capacitar funcionários”

O outro incentivo para crescer veio da Fundepar, fundo de investimento ligado a UFMG para apoiar empresas inovadoras que nasceram de centos de pesquisas da universidade. O investimento de 500 000 reais tem sido usado para alavancar as vendas da empresa. “O contrato com a Prospecta, por exemplo, só foi realizado após o aporte”, diz a empreendedora. Com os novos investimentos, a empresa espera multiplicar as receitas em cinco vezes em 2015. Se tudo ocorrer conforme as expectativas, muito gato por lebre será desvendado.

Por: Joaquim Amaral
Data: 27/03/2015
Fonte: http://projetodraft.com/

Equipe da empresa Myleus faz teste de DNA para certificar origem de produtos. Na foto, Marcela Drummond, Pollyana de Carvalho, Estevam Bravo Neto e Rafael Palhares

Teste de DNA com tecnologia de startup mineira garante qualidade de produtos



Foram aplicadas análises em pescados no Sul do Brasil e comprovaram fraude. Outros alimentos, como laticínios e carnes, podem passar pelo processo

Resultados de uma ação desenvolvida em Florianópolis (SC), com base em tecnologia de uma startup mineira que teve como investidor um fundo nascido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Myleus Biotecnologia, foram recentemente apresentados em evento em Belo Horizonte, e indicaram que testes de DNA podem mostrar se um alimento foi fraudado. O trabalho feito no ano passado na ilha, localizada no Sul do Brasil, permitiu a identificação de peixes comercializados clandestinamente. Os resultados foram documentados em artigo publicado na revista científica inglesa Food Control.

A partir da análise de moléculas dos peixes, chegou-se à conclusão de que 24% das 30 amostras coletadas em supermercados, peixarias e restaurantes de Florianópolis apresentavam fraudes. Estas correspondem, na maioria dos casos, à venda de espécies de qualidade inferior à anunciada e/ou incompatíveis com a normatização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse tipo de teste evita que o consumidor pague por algo que não está consumindo, além de problemas de saúde relacionados à alergia a determinados produtos. A certificação protege ainda os produtores sérios da concorrência desleal. “A análise do DNA pode contribuir para que os produtores ofereçam produtos certificados e os consumidores possam conhecer a qualidade dos alimentos que chegam à mesa. Os testes são realizados em pequenas amostras dos produtos, que podem ser enviadas à empresa ou coletadas pela mesma”, salienta Marcela Drummond, presidente da Myleus Biotecnologia.

Os testes são utilizados para verificar se a espécie presente em um determinado produto de origem animal ou vegetal é a mesma que aquela declarada no rótulo ou no informativo do produto. “Em Florianópolis, foram analisadas 30 amostras de pescados coletadas em supermercados, mercados, peixarias e restaurantes. Dessas, 24% não pertenciam à espécie declarada no momento da venda. O DNA do material biológico contido em uma amostra é analisado e tem-se o resultado sobre a espécie presente. São realizados, então, testes de DNA que nos permitem saber quais espécies estão presentes em determinado produto de origem animal ou vegetal”, acrescenta Marcela.

Ela ressalta que os testes são úteis para a detecção da fraude por substituição de espécies. “Na grande maioria dos casos, essa é uma fraude econômica, já que o produto é substituído por outro de menor valor agregado. A fraude pode levar a problemas para a saúde humana, já que o consumidor consome um determinado alimento ou droga vegetal sem saber o que está consumindo, podendo levar a problemas alérgicos, por exemplo. Ainda, algumas vezes, encontramos espécies ameaçadas de extinção sendo vendidas no lugar daquela declarada no momento da venda. Dessa maneira, os testes podem ser utilizados por indústrias, supermercados, restaurantes, para se protegerem de uma possível fraude de seus fornecedores. Esses mesmos players podem usar os testes para garantir ao seu consumidor final que os seus produtos não são fraudados e têm uma garantia da espécie ali presente. Além disso, o teste pode ser usado por órgãos de inspeção e por órgãos de proteção ao consumidor para fiscalizar os produtos que estão sendo comercializados no país”, acrescenta a presidente da Myleus Biotecnologia.

A Myleus Biotecnologia é a primeira empresa a receber investimentos da Fundep Participações (Fundepar), criada no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de fomentar startups (empresas jovens e extremamente inovadoras em qualquer área ou ramo de atividade, que procuram desenvolver um modelo de negócio escalável e repetível). Outros projetos de pesquisadores da UFMG também receberão aportes da Fundepar, numa política de incentivo à inovação. No caso da Myleus, o repasse foi de R$ 500 mil. Os recursos estão sendo investidos no desenvolvimento da empresa, especialmente na implementação de laboratório próprio.

“A injeção de recursos na forma de seed money (capital fornecido à empresa num estágio pré-operacional para a construção de um protótipo) em empresas nascentes de base tecnológica é de extrema importância para possibilitar o crescimento e a manutenção do empreendimento. Esse tipo de empresa não tem fôlego para sustentar o seu desenvolvimento no médio prazo e precisa de capital externo para realizá-lo. Essa é uma das bases da economia do conhecimento, para acelerar a transferência do saber acadêmico para o domínio da sociedade”, acrescenta Marcela Drummond.

Outros produtos podem ser investigados

Além dos pescados, os testes podem ser feitos em derivados lácteos, como queijos e leite de búfala, cabra e ovelha, em produtos cárneos processados e in natura, como hambúrguer e linguiças, e em produtos de origem vegetal, como drogas vegetais, chás e madeira. “Os testes são comercializados para empresas ao longo de toda a cadeia produtiva. Devido à sua alta sensibilidade, eles podem ser aplicados até mesmo em amostras já processadas, como um peixe já cozido. A Myleus apoia a iniciativa de órgãos e entidades civis, assim como empresas que se dispõem a combater a fraude por substituição de espécies no Brasil. Nosso papel é suprir essas entidades com as ferramentas necessárias para essa finalidade. Nesse sentido, somos capazes de desenvolver testes de acordo com a demanda de cada um, colocando ferramentas à sua disposição”, diz Marcela. Ela salienta que a Myleus não tem um convênio com o Mapa para fazes os testes com frequência, mas que já há um indicativo de que o órgão tem interesse em implantar uma parceria em breve e, diante disso, a empresa está se preparando para ser um laboratório credenciado pelo ministério.

O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Procon Assembleia, da Vigilância Sanitária, da Procuradoria de Defesa do Consumidor, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Movimento das Donas de Casa, da Proteste e do Ministério da Pesca e Aquacultura, além de outras instituições.

Por Augusto Pio
Fonte: Jornal Estado de Minas
26/01/2015

 

Itamar Melo

Com mais de 800 grupos de pesquisa, a UFMG é a campeã de registros de patentes entre as federais do país



Aeronáutica, biodiesel, dengue, nanopartículas e redes sociais são algumas das áreas desenvolvidas pela instituição

Nos 3,3 milhões de metros quadrados do câmpus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) há espaço para muito mais do que salas de aula e bibliotecas. No Instituto de Ciências Biológicas, dezenas de congeladores reproduzem o clima da Antártica em um laboratório. Eles mantêm vivos os fungos trazidos do Polo Sul para que sejam aliados no combate a doenças tropicais. Em um galpão que mais parece um labirinto, no departamento de engenharia mecânica, a criatividade ganha asas. Ali nasceu o tênis com sistema de amortecimento inspirado no pulo de um gato, a aeronave leve mais rápida do mundo e um carro, com design de nave espacial, capaz de percorrer 598 quilômetros com apenas 1 litro de combustível. A extensa lista de pesquisas inovadoras fez a UFMG tornar-se a instituição federal campeã em pedidos de registro de patente no Brasil, com 923 processos abertos em seus quase noventa anos de história.

Em meio a tubos de ensaio e microscópios surgem projetos e tecnologias que ultrapassam as fronteiras da universidade. Os resultados das pesquisas chegam à saúde pública, à indústria e à vida das pessoas por intermédio de convênios assinados diariamente na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT). “Além dos benefícios diretos para a sociedade, esse conhecimento ajuda na formação dos alunos, que vivem em um ambiente de inovação e entram no mercado de trabalho com um olhar diferenciado”, diz o reitor Jaime Ramírez. Confira nesta e nas próximas páginas uma amostra da genialidade no câmpus.

Em busca de cura na antártica
São quinze horas de voo ou 22 dias a bordo de um navio para chegar à Ilha Rei George, sede da estação científica do Brasil na Antártica. Ao desembarcarem no Polo Sul, os pesquisadores precisam driblar o frio – de até 15 graus negativos no verão – para iniciar a coleta de rochas e algas marinhas. Depois, no laboratório, extraem fungos capazes de produzir substâncias que serão usadas no combate a doenças como dengue e leishmaniose. “Isolada em um ambiente primitivo, a Antártica tem fungos com moléculas que podem produzir novos remédios”, diz o biólogo Luiz Henrique Rosa. Neste mês, Rosa embarca para sua oitava expedição. Coordenador do programa MycoAntar, ele tem parcerias firmadas com instituições como Embrapa e Fiocruz para o desenvolvimento de medicamentos.

Carlos Hauck/Odin

 

Salto de criatividade
Já imaginou ter um esqueleto na parte externa do seu corpo ajudando a caminhar mais rápido, a carregar maior quantidade de peso e a manter a postura correta? O Laboratório de Análise de Movimento da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG se inspirou em roupas de astronautas russos para criar um macacão com todas essas propriedades. A peça – útil para atletas de alto desempenho, como o ginasta Paulo César dos Santos, e pessoas com limitações de movimentos – recebeu o Prêmio de Relevância Acadêmica da universidade e já foi patenteada no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão e em países da Europa. “A inovação está na arquitetura de tiras de elástico que cruzam a roupa e funcionam como um exoesqueleto capaz de diminuir o gasto de energia e melhorar a performance”, explica o fisioterapeuta Sérgio Fonseca, coordenador da equipe que criou o protótipo em 2008 e trabalha para comercializar o produto a partir do ano que vem.

Carro do futuro
Economia é a palavra de ordem no Centro de Tecnologia da Mobilidade da UFMG. Há quase uma década professores e estudantes se empenham em vencer o desafio de percorrer 1 000 quilômetros com apenas 1 litro de gasolina. A meta ainda está longe de ser alcançada, mas, durante a preparação, os pesquisadores da universidade conseguiram quebrar o recorde nacional ao atingir a marca de 598 quilômetros com 1 litro de combustível. “A tecnologia que é testada nas maratonas de eficiência energética migra para a indústria automobilística”, afirma o engenheiro mecânico Fabrício Pujatti, coordenador do projeto Milhagem.


Sentimentos na web

Diga-me o que curte e eu direi quem você é. O comportamento dos usuários do Facebook, do Instagram e de outras redes sociais se transformou em objeto de pesquisa na UFMG. Financiados pelo Google, alunos e professores do Observatório da Web analisam comentários e compartilhamentos na internet e extraem desse grande volume de dados as informações necessárias para medir tendências nas eleições, ameaças à segurança em eventos do porte da Copa do Mundo e o risco de disseminação de doenças como a febre chikungunya. “Criamos uma plataforma que captura dados e produz um conhecimento que será útil para o planejamento de ações de governo e empresas”, explica o doutor em ciência da computação Wagner Meira Júnior.

Gustavo Andrade/Odin

 

Do biodiesel, nada se perde
As paredes do Laboratório de Química Ambiental e Novos Materiais da UFMG têm ouvidos. E o melhor: elas não guardam segredo. Cada descoberta e cada invenção dos pesquisadores da universidade ganham rapidamente o mercado. Uma das mais recentes criações foi financiada pela Petrobras: trata-se de um plástico ecologicamente correto feito a partir da glicerina, um resíduo impuro do biodiesel que normalmente é descartado por causa de seu baixo valor comercial. “Usamos tecnologia própria e produtos brasileiros para fabricar um petroquímico verde”, diz o químico Luiz Carlos de Oliveira, que tem quinze patentes depositadas, ganhou uma medalha do Prêmio Jovem Cientista e é vencedor de três edições do Prêmio Petrobras de Tecnologia.

o céu é o limite
Quatro recordes mundiais e o título de aeronave leve mais rápida do planeta, concedido pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI). O currículo pertence ao CEA-308, avião construído no câmpus Pampulha. Em um longo processo que inclui cálculos, montagem, testes em solo e voos, quarenta alunos de graduação se envolvem a cada ano nos projetos aeronáuticos da UFMG. “Quem é capaz de quebrar recordes derruba qualquer barreira no futuro”, diz o engenheiro mecânico Paulo Iscold. O pesquisador da UFMG é considerado o cérebro brasileiro na vitória do piloto inglês Paul Bonhomme, na Red Bull Air Race, uma das mais importantes corridas de aviões do mundo. Foi Iscold quem fez as adaptações na aeronave do piloto.

A primeira patente a gente nunca esquece
A receita para matar a fome parece óbvia: uma cesta básica com arroz, feijão, fubá, óleo, farinha de trigo e vitaminas. Mas a ideia de processar todos esses alimentos e criar um composto capaz de combater a desnutrição infantil é mérito do médico imunologista Munir Chamone. Há exatos 25 anos, ele desenvolveu o Pão Forte, a primeira patente obtida pela UFMG. Hoje, 13 000 crianças de Minas e outros cinco estados são beneficiados com a mistura distribuída gratuitamente em postos de saúde e escolas públicas. “Vi pesquisadores passar anos analisando uma única célula no microscópio, mas eu quis ir para a rua, que funciona como um laboratório vivo, para estudar e propor soluções para a sociedade”, diz Chamone, que, mesmo depois da aposentadoria, não abandonou o projeto.

Uma Luta contra a dengue
Belo Horizonte terminou o mês de outubro com quase 3 000 casos de dengue registrados neste ano, e Minas ultrapassou a marca das 58 700 notificações. Se depender de uma tecnologia criada na UFMG, no entanto, tristes estatísticas como essas estão com os dias contados. A arma para o combate à doença é um tijolo quimicamente tratado que, em contato com a água e a luz solar, libera uma substância que impede a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Como o tijolo é poroso e capaz de flutuar, a proposta é colocar vários pedacinhos na caixa-d’água e nos vasos de planta para bloquear o desenvolvimento do inseto”, explica o químico Jadson Belchior, que registrou o pedido de patente do produto no país e no exterior. Depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o invento será testado na capital.

Gustavo Andrade/Odin

 

Nanopartículas para a indústria
Feixes de raios laser cruzam o Laboratório de Óptica e a forte luz azul ajuda o físico Marcos Assunção Pimenta a estudar, ao lado de um aparato de microscópios e lentes, o nanotubo de carbono – uma mínima fração de um átomo do elemento químico. “Analiso as características desse material que é 100 000 vezes mais fino que um fio de cabelo”, diz. O minucioso trabalho feito no departamento de física da UFMG rendeu à universidade a chance de sediar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Nanomateriais de Carbono. Com o apoio de outros 54 cientistas de todo o país, Pimenta desenvolve, no câmpus Pampulha, novas formas de usar a partícula, que é mais resistente e mais leve que o aço, na construção civil e na indústria farmacêutica. “Queremos acabar com o abismo existente entre as pesquisas acadêmicas e o setor industrial”, afirma Pimenta.

O pulo do gato
Os duelos entre Tom e Jerry não seriam tão divertidos sem os inesquecíveis saltos do felino na tentativa de capturar o rato rival. Tampouco o Gato de Botas teria feito tanto sucesso sem sua habilidade de escapar das quedas de grandes alturas. Pois foi exatamente o segredo guardado dentro da delicada pata de um bichano que inspirou o engenheiro mecânico Marcos Pinotti a projetar o tênis Aerobase. Patenteado pelo Laboratório de Bioengenharia, o calçado rendeu à UFMG o primeiro cheque de royalties da sua história. “Uma empresa do polo calçadista de Nova Serrana está produzindo o tênis com o novo sistema de amortecimento, que já foi apresentado em dez países”, diz Pinotti, também criador de uma luva robotizada que lhe rendeu, há dois anos, o Prêmio Inovação do Ministério da Educação.

Por Glória Tupinambás
Fonte: Revista Veja BH
05/11/2014

 

Fundepar na Mídia

Laboratório foi feito com investimento



Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa

A empresa de biotecnologia Myleus, de Belo Horizonte, recebeu em julho deste ano um aporte de R$ 500 mil da Fundep Participações S.A. (Fundepar), subsidiária da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), ligada à UFMG. “O aporte serviu para construir um laboratório e contratar pessoal na área de marketing e comercial”, diz Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus. A única empresa brasileira que faz identificação de animais e vegetais por meio de análise genética atualmente é a Myleus.

Com o investimento, a Fundepar passa a ser sócia da empresa. “Nós acompanhamos a gestão no dia a dia da empresa, além de oferecer o networking da Fundep”, explica o diretor da Fundepar, Ramón Azevedo. O objetivo da Fundepar é ajudar que tecnologias desenvolvidas na UFMG se transformem em inovação no mercado. “O ‘know how’ em gestão e a rede de contatos ajudam muito”, confirma Marcela.

Por Ludmila Pizarro
Fonte: Jornal O Tempo
21/11/2014

Delegação Russa - Foto: Foca Lisboa/UFMG

Em recepção a delegação russa, vice-reitora reforça compromisso da UFMG com ampliação de parcerias internacionais



O desejo da UFMG de ampliar parcerias internacionais foi reafirmado, na manhã desta quinta, 6, pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, durante encontro com delegação formada por pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia. “Esta missão se reveste de um significado especial e histórico, porque se trata da primeira visita de uma delegação dessa magnitude em nossa Universidade e em Minas Gerais”, ressaltou.

“Queremos diversificar nossas parcerias acadêmicas. Esse é um dos objetivos centrais da nossa política internacional para os próximos anos, em especial com países do Brics [grupo econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], com destaque para a Rússia, cujas parcerias ainda são incipientes. Podemos nos ajudar em campos de interesse mútuo. Acreditamos que poderão surgir parcerias muito frutíferas”, destacou.

Artem Shadrin, diretor do Departamento de Inovação do Ministério de Economia e Desenvolvimento da Rússia, falou da importância das universidades na promoção da inovação. “Quando trabalhamos a fundo com o tema inovação, chegamos à conclusão de que sua base é a universidade. Considerando o papel histórico de educar e fazer pesquisas científicas, a universidade se torna fonte de inovações. Nossa expectativa é discutir pontos de interesse mútuo para ampliar essa cooperação”, reforçou.

Evgeny Kuznetsov, diretor de gerenciamento de projetos da empresa Russian Venture Company (RVC), destacou o rápido desenvolvimento por que passa o sistema de inovação na Rússia, com crescimento significativo de investimentos. “Nosso objetivo agora é envolver nesse processo de inovação universidades e grandes empresas. Durante essa visita ao Brasil, percebemos que as universidades e empresas têm obtido resultados relevantes”, afirmou.

A coordenadora da delegação, Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, agradeceu o interesse da UFMG em receber a comitiva e reforçou a expectativa por parcerias. “Nossa delegação representa diversas regiões e cidades da Rússia e conta também com um integrante bielorusso. Quando preparávamos a visita, tínhamos o objetivo concreto de efetuar parcerias e intercâmbios entre os pesquisadores das nossas universidades durante esse encontro. Esperamos que os resultados em cooperação venham em breve”, destacou.

A vice-reitora Sandra Goulart Almeida informou que, em dezembro deste ano, o reitor Jaime Ramírez vai integrar comitiva de membros de universidades brasileiras que visitará a Rússia. “Nossa expectativa é de que o encontro de hoje se desdobre em resultados nessa visita de dezembro e em encontros futuros”, afirmou.

Grupos temáticos de discussão

Após a recepção, a delegação se dividiu para discussão em três grupos distintos. Na área estratégica, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reuniu com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras nascidas de pesquisas realizadas na Universidade.

Na área acadêmica, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG se reuniram para discutir possibilidades de interação. No campo de negócios, equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) conversou com representantes de parques tecnológicos russos.

Durante a tarde, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Fonte: Jornal Brasil On-line
Foto: Foca Lisboa/UFMG
07/11/2014

MYLEUS é a nova empresa incubada na HABITAT



Nos dois últimos meses a HABITAT concluiu a entrada de mais uma empresa para o seu programa de incubação. A MYLEUS Biotechnology foi selecionada na última chamada aberta e é a terceira empresa a ser incubada este ano na HABITAT.

A MYLEUS nasceu em 2010 com o nome de Valid Biotecnologia. Foi criada como uma spin-off do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação Genético-Sanitária da Pecuária Brasileira (INCT-IGSPB), sediado na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais e, como muitas outras incubadas na HABITAT, é uma empresa que passou pelo programa de pré-incubação da INOVA, a incubadora de empresas da UFMG.

A proposta da MYLEUS que, já é uma empresa operacional e com produtos no mercado, é a identificação genética de espécies em produtos de origem animal e vegetal, ou seja, a realização de testes de DNA para indicação de espécies presentes em determinado produto diante da necessidade de oferecer garantias que o produto em questão é da espécie anunciada ou informada.

Este tipo de solução tem o potencial de evitar, por exemplo, fraudes e até a salvar espécies ameaçadas. “A pesquisa pode ser feita no supermercado, no restaurante e até depois que o alimento já foi frito ou cozido” explica Marcela Gonçalves Drummond, bióloga e presidente da empresa*.

Nova incubada é investida pela FUNDEPAR

A MYLEUS é a primeira empresa a ser investida pela FUNDEPAR, empresa criada pela FUNDEP (UFMG) que opera em formato de fundo de investimento para apoiar empresas oriundas de pesquisas da UFMG.

A FUNDEPAR, que inaugura no Brasil um modelo bem sucedido em universidades de países desenvolvido, tem o objetivo de colaborar para a transferência de conhecimento e agregar valor ao processo produtivo nacional por meio do aporte de recursos. Além disso, terá participação ativa na gestão e irá contribuir não só com recursos financeiros, mas também com a expertise da UFMG e da FUNDEP em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento e projetos.

A MYLEUS já tem ‘vida’ ativa na HABITAT

Nesta nova fase, a empresa busca, na HABITAT, se dedicar à estruturação de uma planta laboratorial própria para consolidar o negócio, intensificar os serviços já prestados e avançar no desenvolvimento de novos serviços que pretende levar ao mercado.

Como uma das primeiras atividades, a empresa participou de um workshop para a elaboração de Plano de Incubação de acordo com o modelo adotado e criado pela HABITAT, trabalhando com os eixos tecnologia, mercado, gestão e capital. Além disso, a evolução da empresa já começou a ser monitorada e a empresa já participa dos cursos de curta-duração oferecidos pelo Circuito HABITAT de Qualificação.

Visite o site da MYLEUS  e veja abaixo outras notícias da MYLEUS na mídia:

Detetives de alimentos

Fomento econômico na UFMG

*Fala de Marcela Drumond, presidente da MYLEUS em entrevista para a matéria ‘Detetives de alimentos’ da Revista Galileu.

Fonte: Site da HABITAT
30/07/2014

 

Delegação russa visita UFMG para conhecer estrutura e processos de inovação



O ritmo de inovação alcançado nos últimos anos pelas universidades brasileiras e o sucesso que elas têm obtido na transferência de tecnologias para o mercado atraíram o olhar de pesquisadores, investidores e gestores públicos da Rússia que, nesta quinta-feira, 6, vão visitar a UFMG.

Composta de reitores de quatro universidades, investidores e de representantes de empresas e do governo, a comitiva também traz ao Brasil experiências que podem ser compartilhadas e gerar projetos conjuntos.

Depois de recebidos pela vice-reitora Sandra Goulart Almeida, os integrantes da delegação participarão de reuniões em três áreas. No campo estratégico, o grupo de investidores PBK, do governo russo, se reunirá com representantes da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e da Fundep Participações S.A. (Fundepar), entidade que apoia empresas emergentes inovadoras originadas de pesquisas realizadas na Universidade.

No âmbito acadêmico, reitores e pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e professores das instituições russas e da UFMG vão se reunir para discutir projetos com potencial significativo de interação.

Na área de negócios, uma equipe do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) vai conversar com representantes de parques tecnológicos russos. O encontro também terá participação de empresas instaladas no BHTec cujos produtos possam interessar a empresas do país visitante.

À tarde, quando a comitiva estará na Cidade Administrativa, Mikhail Kasatkin, engenheiro-chefe da Scientific-Prodution Company (Saturn), empresa que produz motores de avião e de foguetes, e Dimitri Ivanov, chefe de inovação, farão palestras no câmpus Pampulha para alunos do curso de engenharia aeroespacial.

Uma semana no Brasil

Coordenada por Evgeniya Shamis, fundadora e diretora da empresa Sherpa S Pro, de Moscou, a delegação será recepcionada pelo professor Marcos Pinotti Barbosa, do Departamento de Engenharia Mecânica, que intermediou a visita.

A comitiva tem passado por diversos países e, na América Latina, escolheu o Brasil, onde permanecerá por uma semana em visita a três universidades: UFMG, USP e UFRJ.
Segundo Pinotti, a UFMG foi escolhida por ser uma das mais importantes universidades do Brasil e por seu modelo exemplar na área de inovação. “A UFMG chamou a atenção por ter todas as componentes da trajetória da inovação bem desenvolvidas: excelência acadêmica mundialmente reconhecida, a presença da CTIT, cujo trabalho se destaca no país, e de um parque tecnológico em crescimento, e, para fechar esse ciclo virtuoso da inovação, ainda tem a Fundepar, que financia empresas emergentes”, enumera o professor da Escola de Engenharia.

Pinotti explica que os visitantes querem saber quais desafios tiveram que ser vencidos para que a UFMG alcançasse alta taxa de transferência de tecnologia. “As universidades russas são muito parecidas com as nossas – públicas e geralmente divorciadas do setor industrial, barreira que a UFMG vem quebrando ao longo dos anos”, avalia o professor. De acordo com a CTIT, a UFMG é a maior depositante de patentes entre as universidades federais, com 650 depósitos – 20% dessas tecnologias são licenciadas.

As quatro universidades que compõem a comitiva foram indicadas pelo governo russo para receber mais financiamento em razão de seu potencial para subir nos rankings internacionais de instituições de ensino, ciência e tecnologia. São elas: Universidade Médica Estatal de Samara, Universidade Aeroespacial Estatal de Samara, Universidade Nacional de São Petersburgo – Tecnologias da informação, mecânica e ótica (IFMO) e Universidade Científica Tecnológica (Misis) de Moscou.

Pinotti comenta que um dos indicadores fundamentais para avançar em rankings é contar com a presença de professores estrangeiros, tema que também será objeto de negociação entre os participantes da reunião.

Fonte: Portal de Notícias da UFMG
04/11/2014

Detetives de Alimentos



De Salmão que não é salmão a remédios falsificados, startup mineira usa DNA para descobrir fraudes

Trutas sendo vendidas como salmão, mussarela de búfala produzida com leite de vaca e até remédios sem o princípio ativo que consta na embalagem são fraudes que antes passavam despercebidas pelo governo e consumidores, mas hoje são descobertas com o uso de testes de DNA. Fundada pelo biólogo Daniel Cardoso de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a startup mineira Myleus Biotechnology atua como uma detetive de alimentos, ajudando a evitar fraudes e até a salvar espécies ameaçadas.

O DNA Barcode, também chamado de “código de barras da vida”, é utilizado desde 2003, quando um grupo de pesquisadores canadenses provou que basta um único gene para diferenciar a maioria dos animais. A técnica funciona com o sequenciamento parcial de um pequeno segmento do DNA utilizado para comparar diferentes espécies.

“Se você extrair o DNA de um determinado peixe à venda no mercado, consegue descobrir se está mesmo comprando um bacalhau ou se trata de uma outra espécie”, explica Marcela Gonçalves Drummond, bióloga e presidente da startup. É possível saber também qual o tipo de carne usado em um hambúrguer ou numa lasanha. “A pesquisa pode ser feita no supermercado, no restaurante e até depois que o alimento já foi frito ou cozido”.

Em 2010 uma investigação da Myleus levou à apreensão de uma carga de peixe dourado, espécie originária da bacia do Rio São Francisco cuja pesca é considerada predatória. O pescador alegava que os peixes eram da bacia do Rio Paraguai. Os pesquisadores da startup também já identificaram bacalhau, merluza, salmão e traíra falsos.

Casos mais graves envolvem fitoterápicos, remédios produzidos à base plantas. Amostras da Maytenu silicifolia (espinheira santa), usada para problemas gastrointestinais, foram substituídas pela Zollernia ilicifolia, conhecida como falsa espinheira. O mesmo ocorreu com a Passifora incarnata, nome científico do maracujá, considerado um calmante, trocado por outras espécies.

Criada em 2009, a startup passou pela Inova, a incubadora de empresas da UFMG. Está previstoa para esse ano a  mudança para um laboratório próprio com o investimento de R$ 500 mil do fundo ligado à Fundep, gestora de projetos da universidade.

Por Amanda Kamancheck
Fonte: Revista Galileu
Abril/2014

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