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Iniciativas empreendedoras da UFMG ganham apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep)

Programa investirá em empreendimentos inovadores da Universidade.

Acompanhe a entrevista do presidente da Fundepar, que apresenta detalhes do projeto, e saiba como participar.

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Startup na academia



Empresa criada pela UFMG incentiva a transformação de pesquisas em negócios

A Universidade Federal de Minas Gerais começou a testar um novo modelo de financiamento de startups a serem formadas a partir dos trabalhos do meio acadêmico. A instituição selecionou dois empreendimentos que receberão cada um até 500 mil reais, por meio da participação acionária de uma companhia criada pela universidade, a Fundep Participações S.A. (Fundepar). Um acordo deve sair nos próximos dias. Uma delas é a Labfar, que desenvolve soluções farmacêuticas na área cardiovascular, e que surgiu sob a coordenação da UFMG. A outra é Myleus Biotecnologia, prestadora de serviços de análise de DNA, nascida em uma incubadora da federal mineira. Outras 33 propostas foram recebidas e estão em análise. “São todas as iniciativas que temos acompanhado há tempo”, diz Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep).

Depois de participar de um evento no Reino Unido em 2010, Crocco voltou ao Brasil com a ideia: abrir uma empresa subordinada à universidade para participação minoritária no capital de companhias inovadoras. Foi o modelo que ele conheceu na viagem, ao ter contato com a Cambridge Enterprise, da Universidade de Cambridge, a Oxford Management, da Universidade de Oxford, e o Imperial College Business, ligado á Universidade de Londres. “O princípio é ter uma entidade privada para cuidar da relação entre a comunidade acadêmica e o mercado, algo muito problemático no Brasil”, diz Crocco, que atenta para o baixo número de patentes registradas no país como um reflexo dessa deficiência.

O retrato da inovação no Brasil é desalentador. Apesar de o País aparecer em 13º lugar no ranking mundial de artigos acadêmicos, ele é o último colocado entre os BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) em número de pedidos de patentes internacionais. Os investimentos privados em inovação representam apenas 0,55% do PIB nacional, atrás do volume aplicado pela esfera pública, de 0,61%.

A Fundepar foi lançada com um capital de 5 milhões constituído por meio de aporte da Fundep, e obteve recentemente contribuição de outros 6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Está em curso ainda uma negociação para entrada de recursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo é levantar 50 milhões de reais em três anos.

A criação da empresa permitiu um passo além da atividade da Fundep, que é dar suporte ao pesquisador na busca de recursos com entidades fomentadoras, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “A Fundep faz toda a gestão financeira dos recursos captados para a pesquisa. Mas para criar uma startup era preciso mais, e esse será o papel da Fundepar”, diz o professor.

Segundo ele, o trabalho da Fundepar como sócia de empresas novatas será facilitado pela relação já estabelecida entre a universidade e os seus pesquisadores. “Essa é a diferença entre o nosso trabalho e os modelos tradicionais de financiamento no Brasil.” Para Crocco, um dos ruídos existentes no relacionamento entre academia e mercado é a diferença de ritmo. “Podemos ser mais pacientes no retorno do investimento, pois nossa ideia não é ter rentabilidade para aplicar em outra empresa logo. O nosso superávit será para a universidade.”

A distância entre os trabalhos desenvolvidos na academia e no setor privado é apontada com uma das principais dificuldades para aumentar os investimentos em inovação no Brasil. Devido ao tamanho do nó, em 2013 o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para estreitar o relacionamento. O primeiro edital para atrair instituições de pesquisa interessadas em trabalhar com a iniciativa privada tem previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2014. Ele é parte do Inova Empresa, programa federal de incentivo aos investimentos em tecnologia que promete injetar 32 bilhões de reais no biênio 2013/2014, dos quais 22,7 bilhões representam dinheiro novo. Como resultado, espera-se aumentar o quadro de empresas inovadoras no país das 39,3 mil existentes em 2008 para 60 mil em 2014.

“Os esforços do governo têm sido importantes, mas temos uma carência de instrumentos para apoiar as empresas no momento do seu nascimento, como é o caso da Fundepar”, diz Crocco, que acredita que o modelo lançado pela UFMG deve ser multiplicado. Segundo o professor, outras instituições já o procuraram para conhecer a operação da empresa. “A própria iniciativa de colocar a universidade para ajudar a criação de startups já é inovadora”, diz o professor.

Por Samantha Maia
Fonte: Revista Carta Capital
22/01/2014

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Fomento econômico na UFMG



Criada no início de 2013 pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para fomentar startups, a Fundepar S.A. vai injetar a primeira leva de recursos em empreendimentos emergentes até o fim de Fevereiro. A companhia vai aplicar até R$ 500 mil em cada um e terá como contrapartida o direito a participações societárias ou em debêntures. A Fundepar, portanto, está prestes a se consolidar como o braço econômico da instituição de ensino mais importante no estado. A expectativa é que, até o fim do ano, de oito a 10 empresas recebam o aporte.

“A Fundepar terá participação ativa na gestão (das embrionárias), podendo contribuir com sua expertise em gerir programas de pesquisa e desenvolvimento”, explica o presidente da Fundep, professor Marco Crocco, acrescentando que as startups a serem beneficiadas precisam ser nascidas na própria instituição de ensino. Na prática, são empresas conduzidas por professores e alunos que pertencem ou pertenceram aos quadros da UFMG. Dessa forma, as emergentes a serem contempladas vão levar para fora do campus os conhecimentos adquiridos por seus empreendedores.

Duas startups receberão a injeção de recursos no próximo mês. Uma delas será a Myleus Biotechnology, que atua na área de análises genéticas aplicadas à indústria, ao meio ambiente e ao meio acadêmico. “Nosso forte é a análise genética para identificação de espécies. Por exemplo: analisamos se o queijo de búfalo não leva leite de vaca ou um pescado para saber se é surubim ou outra espécie”, esclarece Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus.

A outra startup a receber o recurso em fevereiro será o Labfar Inovação, especializado em desenvolvimento de medicamentos, sobretudo, para o segmento cardiovascular. Membro do conselho científico da empresa, o professor Robson Santos informa que parte do recurso será destinado ao desenvolvimento de um cosmético voltado ao combate da calvície.

Capital Semente

A Fundepar vai aplicar o recurso nas embrionárias por meio de uma modalidade de investimento conhecida por seed money (capital semente). Esse tipo de aporte serve para financiar projetos mas não trata da principal fonte de recurso. No caso das startups nascidas na UFMG, o seed money é parte da solução para viabilidade empresarial de pesquisas desenvolvidas no âmbito da própria instituição de ensino. De acordo com o presidente da Fundep, o resultado financeiro a ser alcançado é 5% além do índice de inflação do período de operações.

“É um investimento de risco, mas acreditamos que alguns dos nossos empreendimentos têm enorme potencial, o que nos deixa otimistas quanto aos resultados. A Fundep entende a particularidade da maturação do projeto científico-tecnológico e sabe como lidar com as etapas do processo de transformação do conhecimento em desenvolvimento”, completa Crocco.

A Fundepar tem capital inicial de R$ 11 milhões, sendo R$ 5 milhões repassados pela Fundep e R$ 6 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Por Paulo Henrique Lobato
Fonte: Jornal Estado de Minas
18/01/2014

 

 

Padrão internacional na pós-graduação



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Reitoria UFMG – Foto: Eber Faioli

Trinta e um dos 63 programas de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram classificados com conceitos 6 e 7 na avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada em dezembro. O índice coloca a UFMG na liderança entre as universidades brasileiras e assegura que tais cursos estão em conformidade com padrões internacionais de excelência.

“São 49,2% dos programas de doutorado classificados com conceitos 6 e 7, enquanto a média nacional é de 10%”, comemora o reitor Clélio Campolina. “A UFMG foi a universidade brasileira com o maior percentual de excelência”, observa. O reitor destaca ainda que a UFMG teve sete trabalhos premiados entre 48 áreas de conhecimento na edição 2013, o maior índice entre as universidades brasileiras. “A Universidade está entre as maiores do Brasil, fato que nos alegra e recompensa pelo esforço empreendido”, completa.

Os resultados da avaliação trienal 2013 também revelam que a maioria dos programas de pós-graduação da UFMG está classificada com o conceito 5, o máximo para programas que contemplam apenas o nível de mestrado. “Toda a nossa pós-graduação, do mestrado ao doutorado, teve um resultado muito positivo”, diz o reitor.

Campolina atribui a boa colocação aos programas de internacionalização e à excelência dos professores e alunos. Ele destaca a existência de cinco Centros de Estudos Internacionais – América Latina, África, Europa, China e Índia – e indica o caminho para novos avanços: “Precisamos melhorar cada vez mais nossos centros de pesquisa e aproximar a universidade do mercado”, diz.

Nesse sentido, destaca a criação da Fundep Participações S.A. (Fundepar), que considera uma iniciativa auspiciosa. “A empresa será indispensável para a ligação entre o mundo acadêmico e o mercado brasileiro e mundial”, comenta. “O desenvolvimento da economia brasileira depende de novas descobertas, pesquisas e inovação. Sabemos que o timing acadêmico é diferente do ritmo do mercado, por isso a importância da Fundepar. Ela irá fazer essa ligação entre os dois universos. É uma iniciativa avançada que segue as tendências das universidades estrangeiras. Estamos plantando mais esta semente na UFMG, a primeira no Brasil a realizar um projeto como esse”, acrescenta.

Quem também destaca a internacionalização da UFMG como fator do êxito na avaliação da Capes é o professor da Faculdade de Odontologia e pró-reitor de pós-graduação, Ricardo Santiago Gomez, no cargo desde 2010. “Atualmente, todos os projetos da UFMG visam à inserção mundial. Temos nos preocupado em publicar artigos em revistas conhecidas no exterior e podemos observar um grande número de alunos fazendo estágios em universidades renomadas fora do país. Temos também um grande número de professores estrangeiros sendo convidados e realizando visitas aqui na Universidade. Embora isso seja uma tendência em outras universidades brasileiras, a UFMG saiu na frente neste processo”, observa.

Gomez lembra que 2012 foi o primeiro ano em que o número de alunos inscritos no doutorado foi maior que no mestrado, fator que também reflete no resultado da avaliação. “Temos 119 alunos a mais no doutorado. Um fato inédito que influencia positivamente neste resultado, pois os projetos de doutorado são mais consolidados que os de mestrado”, diz, observando que foi qualidade dos projetos de ambos os programas que garantiu a boa colocação.

O médico e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Pedro Guatimosim, diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), é categórico ao afirmar que a boa avaliação da UFMG é resultado de um grande investimento do atual reitorado em ciência, tecnologia e desenvolvimento. “Houve um apoio maior à pós-graduação e um imenso trabalho junto aos professores para melhorar cada vez mais o nível das pesquisas, além do incentivo às publicações de alta qualidade”, diz.

Guatimosim diz que este resultado é um reflexo da seriedade com que a pesquisa é encarada na UFMG e cita a Fundepar como um complemento deste processo. “A Fundepar terá um papel muito importante na geração de produtos advindos da pesquisa. São ações complementares e a escolha da UFMG como foco principal da Fundepar contribuirá muito para a geração de produtos”, avalia.

O diretor da CTIT, instituição responsável pela comercialização das inovações geradas na UFMG e proteção do conhecimento, ressalta que a Fundepar atuará numa área carente do mercado e onde os pesquisadores encontram mais dificuldades. “Temos muitos apoios à pesquisa e tantos outros para empresas, mas temos dificuldades em provar nossos conceitos ao final de cada pesquisa. Por isso, a Fundepar será tão importante nesse processo.”

Elo que faltava

Na visão do professor Marco Crocco, presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG (Fundep) e um dos criadores da Fundepar, empresa que também dirige, o resultado da avaliação da Capes mostra que a Universidade está no rumo correto. “Não existe coincidência”, garante. “A UFMG vem ganhando seguidos reconhecimentos à qualidade de sua produção e tem elevado ano após ano seus índices de publicações científicas e de patenteamento, numa prova inequívoca de maturidade”, destaca.

Nesse sentido, observa, a Fundepar será um elo importante da cadeia que possibilitará a transferência dos produtos e pesquisas desenvolvidos na UFMG para a sociedade. O conceito que originou a Fundepar se sustenta na promoção do spin off da produção científica e acadêmica para o universo da produção. A Fundepar irá aportar capital e conhecimento nos projetos da UFMG. “Estamos em consonância com as políticas internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirma Crocco. O modelo da Fundepar segue as diretrizes da Economia do Conhecimento, na medida em que incentiva o capital intelectual da Universidade a atuar em um novo modelo de produção e transferência do conhecimento para a sociedade.

Crocco reconhece que, pelo lado do setor produtivo, ainda existe dificuldade em inovar e não há uma tradição de buscar o conhecimento nas universidades. “A Fundepar vai facilitar esse diálogo por meio da indução”, afirma. “Os recursos aportados criarão oportunidade para que as pesquisas tenham aplicação prática e gerem benefícios para a população, seja em inovação, geração de emprego, renda e qualidade de vida”.

A avaliação

Na Avaliação Trienal 2013, referente ao período 2010-2012, foram analisados 3.337 programas de pós-graduação, que compreendem 5.082 cursos, sendo 2.893 de mestrado, 1.792 de doutorado e 397 de mestrado profissional.

Ao anunciar os resultados, o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, destacou a evolução do Sistema Nacional de Pós-Graduação. “Comparando com a avaliação de 2010, podemos perceber como o modelo é consistente; o sistema possui uma trajetória constante de expansão e melhoria”, afirmou.

Já o diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, destacou que o aumento das notas ocorreu a despeito da avaliação mais rigorosa. “O sistema de avaliação é feito de maneira comparativa. Como o crescimento não é apenas numérico, mas qualitativo, o que percebemos é um progresso na produção acadêmica dos programas”, explica.

Na Avaliação Trienal da Capes, os cursos são avaliados na seguinte escala: conceitos 1 e 2, que descredenciam o programa; 3, que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4, considerado bom; e 5, nota máxima para programas com apenas mestrado. Os conceitos 6 e 7 indicam desempenho compatível com o padrão internacional de excelência.

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Iniciativa da Fundep apoia transformação do conhecimento em desenvolvimento



A partir de sua experiência em gestão de projetos e da atuação no sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) estruturou uma nova forma de apoiar a Universidade Federal de Minas Gerais. Ao criar o Programa de Investimento Fundep para Empresas Emergentes Inovadoras da UFMG, a instituição se lança ao desafio de contribuir com a interação entre universidade e empresa, colaborando para o processo de transferência do conhecimento para o processo produtivo.

Para isso, foi constituída a Fundep Participações S.A., por meio da qual serão aportados recursos próprios em projetos de professores e pesquisadores da UFMG, para estruturação de empresas  start-ups  que viabilizem a transformação de inovações para a sociedade. A iniciativa, que acompanha diretrizes da Economia do Conhecimento e políticas internacionais de C,T&I, prevê investimentos na modalidade  seed money  (capital semente). As propostas poderão ser apresentadas permanentemente.

 

Fonte: Confies

A ideia como propulsora do negócio



Workshop reuniu especialistas e pessoas interessadas em ser a nova geração de empreendedores

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Uma das discussões do evento foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores/Débora Silveira / Divulgação

Estudantes, empresários, representantes do governo e especialistas se reuniram durante três dias, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para discutir inovação. Promovido pelo professor da UFMG Marcos Pinotti e pela empresária russa, fundadora e CEO da Sherpa S Pro, Evgeniya Shamis, o 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de novembro e permitiu o encontro entre agentes de inovação do país e do mundo e estudantes, público interessado em ser a nova geração de empreendedores.

Uma das principais discussões foi sobre a necessidade do encontro entre empresas inovadoras e investidores. Os palestrantes destacaram que, ao contrário do que muita gente pensa, o dinheiro não é uma realidade tão distante e está ansiosamente à procura de boas ideias. O cofundador do escritório de advocacia Lopes e Lemos, Eduardo Lemos, afirmou que o Brasil já está atrasado no que diz respeito a colocar ideias em prática. Ele citou grandes criações que tiveram suas primeiras raízes no país, mas foram exploradas e desenvolvidas por outros, como o avião, a bina e o wireless.

Para Lemos, o segredo da inovação está em ideias que resolvam problemas práticos. “Temos que entender que os problemas podem ser grandes oportunidades que vão nos levar a algum lugar. O Google é um exemplo disso: os criadores resolveram desenvolver um algorítmico para organizar a internet e transformaram isso num grande negócio”, afirmou.

Ele destaca que, no passado, as empresas se preocupavam primeiro com o desenvolvimento de um negócio rentável para só então ter uma ideia inovadora. Hoje, a inovação é o pontapé para a criação de uma empresa. “Antes o raciocínio era de que negócio mais dinheiro é igual a ideia. Hoje, ideia mais dinheiro é igual a negócio”, diz.

Já o diretor da administradora de fundos da Culturinvest, Cristiano Garcia, lembrou que as ideias são importantes, mas elas não sobrevivem sozinhas. De acordo com ele, um bom negócio depende de uma gestão eficiente. “O talento e uma ideia sozinhos significam muito pouco e não atraem capital. Falta uma ênfase na gestão: não adianta transformar pesquisa em empresa se não houver um ambiente de negócios apropriado”, frisou.

Ele afirma que é nesse momento em que os órgãos fomentadores devem agir mais com investimento. “ importante lembrar que investimento é diferente de financiamento. Financiar é participar, mas não se envolver. Investimento é participação intensa, não dá para sair impune, você deixa um pedaço seu no negócio. Hoje, os órgãos de fomento têm financiado mais do que investido”, avalia.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

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Relação estreita com o pesquisador



O 3º Workshop Internacional de Inovação e Cluster também trouxe dois importantes exemplos de instituições que estão em busca de grandes ideias. Uma delas é a Fundep Participações (Fundepar), apresentada pelo presidente da Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (Fundep), Marco Aurelio Crocco. Trata-se de uma instituição que financiará o processo de criação de startups nascidas de pesquisas feitas na UFMG. A Fundepar fará investimentos próprios, além de captar recursos de bancos públicos e outras instituições de financiamento.

Crocco afirma que o grande diferencial desse fundo é que ele fala a língua do pesquisador. “Investidor sempre acha que o pesquisador é um professor pardal e o pesquisador desconfia do investidor como alguém que quer roubar a ideia dele. No nosso caso, os pesquisadores já têm uma relação com a Fundep, então ganhamos no tempo da construção de relacionamento”, afirma. Além disso, ele destaca que o compromisso da Fundepar não é maximizar o lucro, mas tirar a ideia da universidade e colocar na sociedade, tornando esse processo mais tranqüilo para o pesquisador.

Outra instituição apresentada no workshop foi a Anjos do Brasil, instituição sem fins lucrativos que reúne investidores-anjos de todo o país. O coordenador da instituição em Minas Gerais, João Ávila, chamou de “dinheiro inteligente” o investimento feito por eles e explicou que os anjos querem muito mais que colocar aporte em uma ideia. “Não somos só uma fonte de dinheiro ou conselheiros descompromissados. O investidor-anjo entra junto com o empreendedor e se o projeto perder, ele perde também”, frisou.

Por Thaíne Belissa
Fonte: Jornal Diário do Comércio
03/12/2013

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UFMG promove a 1ª Semana Internacional de Empreendedorismo



A E-Week – Semana Internacional de Empreendedorismo, é uma iniciativa conjunta da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Federação de Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) e do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que visa promover e incentivar o empreendedorismo mineiro. É um evento gratuito composto por palestras, workshops e competições diversas.

O evento, que teve iníco nesta segunda-feira (18), segue até dia  22, no auditório da Escola de Engenharia da UFMG trazendo em sua programação uma série de ações, como o UFMG Challenge – primeira competição de planos de negócios da UFMG; a final do Desafio Brasil de Minas Gerais; o evento International Business, Culture and Economic Development que acontece como parte do cronograma; Escolas Empreendedoras da FEJEMG; Cases de sustentabilidade e Competição de Pitch. O evento contará também com a apresentação de palestrantes nacionais e internacionais, tais como Ashok Rao, da Whodini Inc.; Elias Tergilene, fundador do Shopping UAI e Fernando Dolabela, autor do livro “O segredo de Luisa”, que irão relatar suas experiências empreendedoras aos participantes. O evento conta também com a presença dos professores Giuseppe Canullo, Itália; Peter J. Gordon, Estados Unidos e Robert Richert, Alemanha.

A realização da E-week conta com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi, Movimento Choice, Produção Júnior UFMG, CPE Junior Consultoria, Fundação Dom Cabral e UFMG Informática Jr. Recebe, ainda, patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Samsung, Fundação Cristiano Ottoni, Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Fundep Participações (Fundepar), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), CTIT-UFMG e Sebrae.

Fonte: Site FAPEMIG

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Universidade Federal de Minas Gerais lança fundo de apoio a startups



A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou a Fundep Participações S/A (Fundepar), primeira empresa da universidade cujo objetivo é apoiar financeiramente negócios que se encontram em estágio inicial.

A Fundepar tem como propósito investir em patentes de projetos iniciados pelos estudantes e pesquisadores da UFMG, estreitando a relação entre academia e indústria produtiva. Dessa forma, a iniciativa visa inserir capital diretamente nas empresas para que os projetos criados nas faculdades possam sair do papel e chegar até a sociedade.

O fundo conta atualmente com seis milhões de reais em caixa e outros 20 milhões em negociação com parceiros institucionais em Minas Gerais. O estágio atual envolve diversas empresas em processo de análise, sendo que o primeiro comitê avaliador deve acontecer ainda neste mês. De acordo com Marco Aurélio Crocco, presidente da Fundep, novas propostas e projetos são enviados diariamente. Desses, acredita-se que de três a cinco serão beneficiados com investimentos ainda no ano de 2013.

Para enquadrar-se no perfil procurado, a startup deve ser inovadora e oriunda da UFMG. Além disso, é necessário que o projeto esteja em fase de desenvolvimento compatível com a proposta e que o empreendedor tenha vontade de tornar seu projeto real. A partir desses princípios, a Fundepar a auxiliará na transição para o mercado, através de recursos financeiros, networking e competência em gestão.

“No Brasil, existe uma grande lacuna entre a Universidade e o mercado que requer conhecimento e recursos financeiros. A ideia da Fundepar é agregar estes dois valores aos projetos da UFMG”, explica Crocco.

Fonte: Agência Gestão CT&I
28/10/2013

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UFMG se torna centro de excelência com investimentos em pesquisa e inovação



Ancorada em cursos de graduação e pós-graduação bem avaliados, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se tornou um centro de excelência universitária com a realização de investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação.

Para alcançar os melhores postos de classificação em indicadores de qualidade, como o internacional QS (Quacquarelli Symonds) e o Enade (avaliação do ensino superior), a universidade investe fortemente também em parcerias, públicas e privadas.

Esse trabalho resulta, por exemplo, no número de patentes depositadas no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), ficando atrás apenas da USP. Até 2012, eram 530 –sendo 75 no ano passado e outras 75 em 2011.

A universidade tem quase cem contratos de transferência de tecnologia assinados com empresas nacionais e internacionais.

“A Google está em BH porque foi transferido know-how da UFMG para ela”, disse o reitor Clélio Campolina.

“Fazemos grande esforço de pesquisa, captando apoios de instituições de fomento: CNPq, Capes, Fapemig, Finep. Fazemos muitos contratos com empresas –como Petrobras, Cemig e Embraer. São pesquisas que estão sendo desenvolvidas dentro da UFMG”, completou.

Novos passos estão sendo dados. O reitor cita a construção de um centro de transferência de tecnologia, que deverá estar concluído em 15 meses, além da criação de uma fundação de apoio e desenvolvimento à pesquisa.

A “Fundep S/A” dará mais autonomia gerencial e captará recursos com instituições de fomento. “BNDES, Finep, BDMG e Sebrae vão colocar recursos para a UFMG investir em empreendimentos de alta tecnologia”, disse.

O investimento em infraestrutura é grande, segundo o reitor. A UFMG possui, por exemplo, um centro de microscopia eletrônico que virou referência nacional.

Para Campolina, todo esse investimento em pesquisa e tecnologia não teria sentido se não houvesse investimento nos alunos e professores.

“Depois da USP, a UFMG foi a universidade que mais mandou alunos de graduação para o exterior pelo Ciência sem Fronteira neste semestre: quase mil”, disse.

Dos quase 3.000 professores, 85% têm doutorado. Na última avaliação da Capes, 25 de 58 programas de pós-graduação foram classificados no padrão de “excelência internacional” –atualmente são 62.

Por Paulo Peixoto
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
28/05/2013

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